CO2FORMARE REDUZ O 'MACROFOULING'

Impulsionamos a proteção ao meio ambiente mediante a utilização eficiente do CO2

Esse projeto, liderado pela Iberdrola e aprovado pela Comissão Europeia, surgiu para demonstrar a viabilidade da captura do CO2 proveniente da combustão do gás natural para reduzir o 'macrofouling', o processo de incrustação que se verifica nos circuitos de refrigeração das usinas de ciclo combinado.

O QUE É O 'MACROFOULING'?

O macrofouling é a incrustação dos sistemas de refrigeração de usinas elétricas causada por moluscos, tais como mexilhões, amêijoas, poliquetas ou perceves. As larvas de tais organismos se fixam nas estruturas e, ao crescerem, causam a obstrução dos sistemas, impedindo a circulação da água necessária para o correto funcionamento das instalações.

Essas larvas estão localizadas sobretudo em áreas de difícil acesso dos circuitos de refrigeração, onde encontram reposição contínua de nutrientes (dado que há uma passagem contínua de uma grande quantidade de água que se renova constantemente), ambiente favorável (com um aumento local da temperatura de alguns graus que favorece seu desenvolvimento) e proteção contra predadores de maior tamanho.

O método mais generalizado para a redução de tais larvas se baseia na utilização do cloro e seus derivados — hipoclorito de sódio. Sua utilização, no entanto, apresenta algumas dúvidas derivadas do impacto real das descargas do cloro nas águas afetadas.

Fiel ao seu compromisso com a inovação e a redução do impacto ambiental no desenvolvimento de suas atividades, o grupo Iberdrola analisou durante vários anos a melhor forma de controlar o macrofouling. O resultado dessas análises permitiu a identificação das condições necessárias para seu controle, assim como a possibilidade da utilização de CO2 para brecar seu crescimento estimando, igualmente, a quantidade necessária para tal.

CO2FORMARE OU A UTILIZAÇÃO DO CO2 COMO INIBIDOR NATURAL

O grupo Iberdrola, em colaboração com um consórcio de outras seis empresas espanholas, desenvolveu entre 2014 e 2017 o proyecto CO2 Nota Formare para estudar a viabilidade da utilização de um inibidor natural, que evite a deposição de larvas de mexilhões e outros organismos vivos nos circuitos de refrigeração das usinas de ciclo combinado.

Tal inibidor natural é o CO2, reaproveitado como subproduto de outros processamentos industriais, para provocar em âmbito local uma diminuição moderada de pH que estimule as larvas de mexilhão a procurar outro lugar mais favorável para seu desenvolvimento. Dessa forma, ao mesmo tempo que se reutiliza um resíduo não desejado de outros processamentos industriais, também se evita a utilização de produtos químicos clorados nos circuitos de refrigeração.

Fases do projeto COsub:2#Formare colocado em funcionamento na usina de ciclo combinado de Castellón IV.#RRSSFases do projeto CO2Formare colocado em funcionamento na usina de ciclo combinado de Castellón IV.

Adicionalmente, o novo método desenvolvido permite a otimização do processo de dosagem: foi desenvolvido um equipamento que permite a identificação e contagem online de larvas de mexilhão em uma corrente de água, de forma que não é necessário efetuar dosagem de CO2 de forma contínua e/ou preventiva, mas sim unicamente quando se detecta que há uma concentração elevada de larvas de mexilhão no circuito.

Outra característica desse método está no fato de ser inócuo para os mexilhões e outras espécies marinhas, dado que não altera seu metabolismo nem sua estrutura biológica; unicamente cria um ambiente incômodo que favorece o deslocamento das larvas de mexilhão para outro lugar para seu assentamento e crescimento.

O PRÊMIO NOBEL DA PAZ EDWARD RUBIN VISITA O PROJETO

Para conhecer em primeira mão essa iniciativa, Edward Rubin, membro do Grupo Intergovernamental de especialistas sobre a Mudança Climática (IPCC), visitou a usina de ciclo combinado Castellón IV, onde a Iberdrola desenvolveu o projeto. O IPCC e o ex-vice-presidente dos Estados Unidos, Al Gore, receberam o prêmio Nobel da Paz em 2007 por seu trabalho no campo da mudança climática.

Edward Rubin observa um difusor de CO2 usado no projeto CO2Formare.Edward Rubin observa um difusor de CO2 usado no projeto CO2Formare.

O CO2Formare foi um grande sucesso depois de ter obtido resultados superiores aos esperados inicialmente e que confirmam o sistema, assim como a metodologia e as tecnologias utilizadas. A empresa estuda agora a possibilidade de estendê-lo ao resto do parque térmico de geração na Europa.

Para o desenvolvimento do projeto foi investido um total de 4 milhões de euros, tendo o grupo Iberdrola contribuído com 40% como sócio coordenador e proprietário das instalações de Castellón para a demonstração do projeto e a validação dos testes-piloto.

O projeto também contou com financiamento proveniente da União Europeia através da convocatória LIFE+, destinado a apoiar o desenvolvimento de projetos de demonstração de tecnologias que contribuam para a consecução dos objetivos ambientais comunitários.

CO2Formare.

 Relatório Final do projeto CO2 Nota Formare

 P&D+I em nossos negócios