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24/05/2020

"Se acelerarmos as energias limpas poderemos criar 300.000 empregos imediatamente"

Em entrevista concedida no último domingo, dia 24 de maio, ao jornal espanhol El País no âmbito da série 'Os trabalhadores diante da crise', o presidente do grupo Iberdrola, Ignacio Galán, afirmou que “desta crise saímos mais verdes ou não saímos”, e acrescentou que todos os responsáveis da União Europeia, das Nações Unidas e participantes de fóruns onde teve a oportunidade de debater estão de acordo com essa declaração.

Galán afirmou ter certeza de que se o Plano Nacional de Energia e Clima da Espanha (PNIEC), previsto para 2030, for antecipado e certas regras alteradas a fim de acelerar os processos administrativos, seria possível criar 300.000 empregos, o que é fundamental para sair da crise.

Outro ponto-chave é o investimento. “Investindo é como se sai das crises e não esbanjando”, indicou. Galán não tem dúvidas de que “o gasto desnecessário empobrece e o investimento enriquece e cria futuro e emprego”. No entanto, para isso “é preciso fazer o possível para que os investimentos sejam atrativos e tenham um marco jurídico estável e previsível”.

Quanto à gestão da crise provocada pela pandemia, Galán comentou que está “tremendamente orgulhoso de como a equipe da Iberdrola se comportou”, pois foi capaz de garantir o fornecimento, comprar material médico-hospitalar para distribuir onde era necessário? e tudo isso sem esquecer as pessoas mais vulneráveis.

Para fazer frente às consequências econômicas da pandemia, a Iberdrola adiantou pedidos no valor de 4,2 bilhões de euros, acelerou os investimentos e comprometeu-se a contratar 5.000 pessoas ainda este ano.

Também destacou que “graças à adoção de 150 medidas, sanitárias, de isolamento, de turnos... nosso índice de contágio é aproximadamente 10 vezes inferior em relação à média dos países onde estamos presentes”.