NEGOCIAÇÕES E POLÍTICAS CLIMÁTICAS

Presença ativa nas conferências climáticas

O grupo Iberdrola desenvolve uma intensa atividade no âmbito do debate global e regional em termos de políticas climáticas. Participa de forma ativa dos principais eventos da agenda climática global.

ESQUENTANDO OS MOTORES PARA A COP26

A Iberdrola está trabalhando intensamente para a COP26, que será realizada em Glasgow de 1 a 12 de novembro de 2021, para apoiar com seu exemplo e através de diferentes campanhas e atividades com uma abordagem ambiciosa que visa renovar os compromissos políticos em relação às contribuições climáticas — as denominadas Contribuições Nacionalmente Determinadas (NDC na sigla em inglês) — assumidos pelos países no âmbito do Acordo de Paris em 2015.

Nesse sentido, a filial do grupo no Reino Unido, ScottishPower, confirmou sua participação como principal parceira da COP de Glasgow, onde está localizada sua sede corporativa. Visando o sucesso da conferência, a presidência da COP26 propôs trabalhar com empresas que se destaquem por terem planos de redução de emissões credíveis, baseados na ciência e alinhados aos objetivos do Acordo de Paris. A ScottishPower está investindo em ativos e infraestruturas com emissões reduzidas de carbono para conseguir uma economia descarbonizada até 2050.

 

COMEMORAMOS O QUINTO ANIVERSÁRIO DO ACORDO DE PARIS

Após 20 anos de negociações, no dia 12 de dezembro de 2015, no âmbito da COP21, 195 países acordaram em Paris limitar o aumento da temperatura global abaixo de 2 ºC até o final do século e continuar com os esforços para que a temperatura do planeta não passe de 1,5 ºC. Para tal, comprometeram-se a alcançar o ponto máximo de emissões de gases de efeito estufa o antes possível para, a partir desse momento, começar a reduzi-las até a neutralidade climática.

Quinze anos antes deste marco histórico, a Iberdrola já havia colocado o combate contra as mudanças climáticas na base de sua estratégia. Deste modo, a companhia já está há duas décadas completamente alinhada com os compromissos do Acordo de Paris, apostando em uma estratégia baseada na geração de energia limpa e no desenvolvimento de redes que transportem esta energia ao consumidor final.

O grupo tem trabalhado intensamente na descarbonização da energia, mostrando um apoio explícito, em seu mais alto nível, ao objetivo de neutralidade de carbono até 2050, convencido das oportunidades que representa para a criação de valor e prosperidade. Multiplicamos por quatro nossa capacidade renovável e reduzimos em 75 % a intensidade de emissões, além de fechar nossas usinas de carvão, conseguir financiamento com produtos verdes e sustentáveis e participar de fóruns, parcerias e organizações internacionais que defendem o combate contra as mudanças climáticas. Tudo isto nos permitiu liderar a transição para a neutralidade climática em todas as facetas de nossa atividade.

Esta nova década é decisiva para cumprir os objetivos do Acordo de Paris. Por essa razão, o plano de investimentos de 75 bilhões de euros anunciado pela Iberdrola para o período 2020-2025 — que aumentarão até 150 bilhões em 2030 —, além de se comprometer com a recuperação da crise atual, coloca a ênfase na necessidade da descarbonização da economia e em uma maior eletrificação, estando 90 % do mesmo alinhado à taxonomia verde da UE. Da mesma forma, nossa estratégia de investimento em energia limpa e redes nos levará, até 2030, a ser neutros em carbono na Europa, onde nossas emissões já atingiram mínimos históricos no período (28 gr CO2/kWh), sendo uma décima parte das emissões de nossos concorrentes europeus e americanos, e a reduzir nossas emissões de CO2 em nível global até 50g/kWh. Nosso objetivo é ser uma empresa neutra em carbono em termos globais em 2050.

Coincidindo com o quinto aniversário do Acordo de Paris, a Iberdrola realizou um evento virtual global em dezembro 2020, o Leading Climate Action, no qual o presidente do grupo, Ignacio Galán, destacou que a companhia "deve continuar liderando o caminho" para um futuro com emissões nulas. O encontro serviu para abordar os aspectos mais relevantes relacionados à emergência climática, tais como o estado da ciência do clima, o desenvolvimento das negociações internacionais, a importância das parcerias para promover a agenda política e o papel essencial da revolução tecnológica para que tudo isso possa se tornar realidade.

Alinhados aos objetivos europeus

O apoio da Iberdrola neste campo é especialmente importante no contexto da União Europeia, onde ocorreu um intenso debate político que finalizou com a aprovação formal do objetivo de neutralidade até 2050 [PDF] e o lançamento do Pacto Verde Europeu em dezembro de 2019. Tudo isto coloca a União Europeia como a maior área econômica comprometida com a neutralidade climática e com um modelo de crescimento sustentável.

Visão da Iberdrola sobre a realização do objetivo de zero emissões líquidas até 2050.#RRSSVisão da Iberdrola sobre a realização do objetivo de zero emissões líquidas até 2050.

Igualmente, coincidindo com o quinto aniversário do Acordo de Paris, a European Round Table for Industry (ERT), que reúne os principais líderes industriais europeus — entre o quais, o presidente do grupo Iberdrola —, lançou uma publicação intitulada Maximizar a liderança da Europa em termos climáticos. Através dessa publicação, 57 dirigentes empresariais de algumas das maiores empresas industriais e tecnológicas do Velho Continente declaram seu apoio a uma Europa climaticamente neutra em 2050 e ao objetivo de redução líquida das emissões de gases de efeito estufa de 55 % até 2030, respaldado por uma sólida política industrial.

Da mesma forma, cabe destacar a adesão da Iberdrola, junto a outras 11 empresas europeias, à European CEO Alliance, uma iniciativa que apoia os objetivos do Acordo de Paris com vistas a 2050, o Pacto Verde da UE e uma maior ambição para os objetivos climáticos da União.

Evolução do setor elétrico desde o Acordo de Paris

Têm ocorrido muitos progressos nesta direção desde a assinatura do Acordo de Paris em 2015: planos dos governos para a descarbonização, engajamento dos principais líderes mundiais na defesa de uma abordagem mais ambiciosa, apoio da comunidade empresarial e da sociedade civil, etc. O momento político e social destes cinco anos esteve acompanhado por uma forte revolução tecnológica das soluções climáticas em todos os âmbitos da economia, especialmente no setor elétrico.

O custo da energia solar fotovoltaica e da eólica offshore diminuiu mais de 65 % e o da eólica onshore, 33 %. Assim sendo, foi possível chegar a quase 700 GW de potência instalada de energias renováveis a nível mundial. Por outro lado, as baterias já são 55 % mais baratas que há cinco anos, tornando possível a irrupção do veículo elétrico (atualmente sua venda se multiplicou por quatro).
 

 Cinco anos desde o Acordo de Paris: motivos para o otimismo [PDF]

OUTRAS ATIVIDADES DA AGENDA CLIMÁTICA

A crise sanitária e econômica provocada pela COVID-19 fez com que todas as atividades da agenda climática foquem na fusão ocorrida entre o discurso climático e o econômico, visando conseguir que a recuperação econômica leve a uma economia robusta, sustentável e resistente.

Apesar das circunstâncias excepcionais causadas por essa crise, a atividade da agenda climática global continua sendo intensa dada a necessidade de seguir mobilizando a comunidade internacional para o cumprimento dos objetivos do Acordo de Paris. Dessa forma, continua a acontecer um amplo leque de eventos internacionais, campanhas e marcos políticos, alguns de caráter virtual, onde a Iberdrola continua estando presente e participando em todos os níveis. Nesse âmbito, o secretariado da Convenção-Quadro das Nações Unidas sobre Mudanças Climáticas (UNFCCC) — com o apoio da presidência da COP 26 e das figuras dos Climate Champions — realizou entre os dias 1º e 10 de junho de 2020 uma série de atividades, abertas ao público, que serviram de plataforma para trocar informações sobre o estado das ações dos países e organizações, assim como para renovar parcerias no âmbito da neutralidade climática até 2050.

Nesse último ponto foi enquadrada a campanha Race to Zero, impulsionada com uma série de reuniões e eventos realizados entre os dias 09 e 19 de novembro, nos quais se atualizaram e reforçaram compromissos assumidos por empresas, governos e demais agentes não governamentais na Assembleia Geral das Nações Unidas de 2019 e na COP25 de Madri. Durante esse Race to Zero Dialogues uma infinidade de agentes de diversas origens — empresas, ONG, governos, instituições, etc. — proporcionaram sua visão para avançar rumo a uma economia com emissões líquidas nulas a partir de diferentes perspectivas setoriais: finanças, energia, indústria, etc.

A Iberdrola também participou de forma ativa no ciclo de conferências e reuniões climáticas conhecido como “Diálogos pelo Clima 2020” (23 a 4 de dezembro de 2020). Organizada pela Convenção-Quadro das Nações Unidas sobre Mudanças Climáticas (UNFCCC), esse ciclo de reuniões e eventos serviu para dinamizar o processo formal de negociações e a ação da sociedade civil.

Tal como outros eventos recentes destacam-se: a Conferência Climática do Secretário-Geral das Nações Unidas em Nova York e as atividades da Aliança de Marrakesh para a Ação Climática Global.

 

Além disso, We Mean Business, a principal coalizão internacional de defesa da ação climática com uma abordagem empresarial, apresentou um relatório intitulado Climate Leadership Now [PDF], onde a Iberdrola teve uma especial visibilidade devido à sua intensa participação em campanhas, declarações, parcerias e atividades de lobby a favor da ambição climática.

MOVING FOR CLIMATE NOW

A Iberdrola participa de forma ativa nas diferentes conferências climáticas através da rota de ciclismo Moving for Climate NOW e da entrega de seu Manifesto contra as mudanças climáticas como principais linhas de atuação na luta contra o aquecimento global.

A iniciativa contou, em suas cinco edições, com mais de 180 participantes provenientes de mais de 70 entidades e percorreu mais de 4.200 quilômetros e 37 cidades com o objetivo de conscientizar sobre a importância e urgência de lutar contra as mudanças climáticas.

Coincidindo com o quinto aniversário do Acordo de Paris, no dia 3 de dezembro a Iberdrola participou dos Diálogos do Clima 2020 através de um encontro virtual onde o presidente do grupo, Ignacio Galán, entregou o Manifesto à secretária-executiva da Convenção-Quadro das Nações Unidas sobre Mudanças Climáticas (UNFCCC, em sua sigla em inglês), Patricia Espinosa. O evento contou com a participação dos High Level Climate Champions, Gonzalo Muñoz e Nigel Topping, e pôde ser seguido ao vivo no Youtube.

Galán destacou que "não é suficiente estabelecer metas de longo prazo", pois "precisamos agir agora e fazê-lo juntos através de parcerias público-privadas". O Manifesto foca em cinco alavancas para a mudança: roteiros de médio e longo prazo, alinhamento dos planos de recuperação aos objetivos climáticos, aceleração da descarbonização em todos os setores econômicos, soluções baseadas na natureza e criação de parcerias.

IMPORTÂNCIA DAS COP NA LUTA CONTRA AS MUDANÇAS CLIMÁTICAS

Nas diferentes Conferências das Partes, conhecidas como COP, foram sendo introduzidos novos elementos na arquitetura internacional das negociações sobre as mudanças climáticas. Tais elementos permitem enfrentar desafios concretos no que se refere ao financiamento da mitigação e adaptação às mudanças climáticas.

Na Conferência das Nações Unidas sobre o Meio Ambiente e Desenvolvimento, realizada no Rio de Janeiro em 1992, ficou claro o consenso internacional para abordar o problema das mudanças climáticas. Nesse contexto foi criada a Convenção-Quadro das Nações Unidas sobre as Mudanças Climáticas (UNFCCC). Na época 166 países foram signatários dessa convenção, mas atualmente já foi ratificada por 197.

Desde 1992 foram alcançados diferentes marcos nas diversas negociações. Finalmente, no dia 12 de dezembro de 2015 foi aprovado o texto do Acordo de Paris: um pacto legal com os elementos necessários para a construção de uma estratégia mundial de luta contra as mudanças climáticas a partir de 2020.

CONHEÇA A NOSSA PARTICIPAÇÃO NAS ÚLTIMAS COP

COP25.

Limitar o aumento da temperatura global

A Conferência se concentrou nos cenários climáticos e energéticos que ajudam a limitar a subida da temperatura mundial abaixo de 1,5 °C.
COP24.

Bases para ativar o Acordo de Paris

Foi fundamental para conceber os instrumentos que permitem gerenciar de forma efetiva e eficiente o cumprimento dos objetivos climáticos.
COP23.

Parcerias globais para reforçar a ação climática

Após a assinatura do Acordo de Paris, esta conferência significou o sinal de partida para sua implementação e aprovação do quadro de colaboração com agentes não estatais.
COP22.

Calendário para os princípios do Acordo de Paris

Contemplava que as regras que administrariam o Acordo deveriam ser terminadas em 2018, dois anos antes de sua implantação. A redação destas regras foi crucial.
COP21.

Iberdrola: focada na redução de emissões

O encontro foi determinante e culminou em um acordo internacional sobre o clima, cuja aplicação seria para todos, visando manter o aquecimento global abaixo de 2 °C.