NEGOCIAÇÕES E POLÍTICAS CLIMÁTICAS - COP25

Presença ativa nas conferências climáticas

A Iberdrola desenvolve uma intensa atividade no âmbito do debate global e regional em termos de políticas climáticas. Participa de forma ativa dos principais eventos da agenda climática global.

Como feitos recentes destacam: a Conferência Climática de Madri (COP25), a Conferência Climática do Secretário-Geral das Nações Unidas em Nova York e as atividades da Aliança de Marraquexe para a Ação Climática Global.

Nas diferentes Conferências das Partes —conhecidas como COP— foram sendo introduzidos novos elementos na arquitetura internacional das negociações sobre as mudanças climáticas. Tais elementos permitem enfrentar desafios concretos no financiamento da mitigação e adaptação às mudanças climáticas.

Na Conferência das Nações Unidas sobre o Meio Ambiente e Desenvolvimento, realizada no Rio de Janeiro em 1992, ficou claro o consenso internacional para tratar da problemática das mudanças climáticas. Neste contexto foi criada a Convenção-Quadro das Nações Unidas sobre Mudanças Climáticas (em inglês, United Nations Framework Convention on Climate Change ou UNFCCC). Dita convenção foi subscrita por 166 países, mas atualmente já foi ratificada por 197.

Desde 1992 foram alcançados diferentes marcos nas diversas negociações. Finalmente, no dia 12 de dezembro de 2015 foi aprovado o texto do Acordo de Paris: um pacto legal com os elementos necessários para a construção de uma estratégia mundial de combate contra as mudanças climáticas a partir de 2020.

Além disso, We Mean Business, a principal coalizão internacional de defesa da ação climática com uma abordagem empresarial, apresentou um relatório intitulado Climate Leadership Now [PDF], onde a Iberdrola teve uma especial visibilidade devido à sua intensa participação em campanhas, declarações, parcerias e atividades de lobby a favor da ambição climática.

CONHEÇA A NOSSA PARTICIPAÇÃO NAS ÚLTIMAS COP

COP25.

Limitar o aumento da temperatura global

A Conferência se concentrou nos cenários climáticos e energéticos que ajudam a limitar a subida da temperatura mundial abaixo de 1,5°C.
COP24.

Bases para ativar o Acordo de Paris

Foi fundamental para conceber os instrumentos que permitem gerenciar de forma efetiva e eficiente o cumprimento dos objetivos climáticos.
COP23.

Parcerias globais para reforçar a ação climática

Após a assinatura do Acordo de Paris, esta conferência significou o sinal de partida para sua implementação e aprovação do quadro de colaboração com agentes não estatais.
COP22.

Calendário para os princípios do Acordo de Paris

Contemplava que as regras que administrariam o Acordo deveriam ser terminadas em 2018, dois anos antes de sua implantação. A redação destas regras foi crucial.
COP21.

Iberdrola: focada na redução de emissões

O encontro foi determinante e culminou em um acordo internacional sobre o clima, cuja aplicação seria para todos, visando manter o aquecimento global abaixo de 2°C.

No contexto da COP25, a empresa reiterou seu compromisso com um cenário climático alinhado com um aumento máximo da temperatura de 1,5 ºC e com um marco adequado de condições de trabalho e de transição justa no processo de descarbonização. Ambos os compromissos foram formalizados com a adesão do Grupo a dois compromissos promovidos por organizações e governos diretamente envolvidos na Conferência de Ação Climática da ONU, que aconteceu em Nova York em setembro.

Para a COP26, que acontecerá em Glasgow entre os dias 1º e 12 de novembro de 2020, a Iberdrola está trabalhando intensamente para apoiar, com seu exemplo e através de diferentes campanhas e atividades, uma abordagem ambiciosa no momento de renovar os compromissos políticos — as chamadas Contribuições Nacionalmente Determinadas ou NDC (em sua sigla em inglês) — adquiridos pelos países em conformidade com o Acordo de Paris em 2015.

Cabe destacar que a crise de saúde e econômica causada pela COVID-19 fez com que todas as atividades da agenda climática foquem na fusão ocorrida entre o discurso climático e o econômico, visando conseguir que a recuperação econômica leve a uma economia robusta, sustentável e resistente. Apesar das circunstâncias excepcionais ocasionadas por esta crise, a agenda climática global vai ganhar um dinamismo especial na última parte do ano com uma ampla gama de eventos internacionais, campanhas e acontecimentos políticos, alguns deles virtuais, onde a Iberdrola estará presente com uma participação em todos os níveis. Para saber mais detalhes dos eventos, consulte o seguinte link.

A atividade da agenda climática global segue sendo intensa dado a necessidade de seguir mobilizando a comunidade internacional em relação ao cumprimento dos objetivos do Acordo de Paris. Neste sentido, a Secretaria da Convenção-Quadro da ONU sobre Mudanças Climáticas, com o apoio da Presidência da COP 26 e das figuras dos climate champions, realizou várias atividades entre os dias 1º e 10 de junho de 2020 (abertas ao público) que serviram de plataforma de intercâmbio de informações sobre o estado das ações de países e organizações, assim como para renovar parcerias sobre a neutralidade climática até 2050. Neste último ponto se integra a campanha Race to Zero, que atualiza e reforça compromissos assumidos por empresas, governos e resto de agentes não governamentais na Assembleia Geral das Nações Unidas de 2019 e na COP 25 em Madri. Durante tais diálogos, uma infinidade de agentes de diversas origens — empresas, ONG, governos, instituições, etc. — proporcionará sua visão para avançar rumo a uma economia com emissões líquidas nulas de diferentes perspectivas setoriais: finanças, energia, indústria, etc.
 

Cimeira 2019 Açaó Climática
Nova York, 23 de setembro


Além disso, a Companhia participa ativamente das diferentes Conferências Climáticas através da rota ciclista Moving for Climate NOW Link externo, abre-se em uma janela nova e da entrega de seu Manifesto contra as mudanças climáticas com os principais pilares de atuação na luta contra o aquecimento global.

Apoio ao objetivo de emissões líquidas nulas até 2050

A Iberdrola tem demonstrado desde há anos um apoio explícito — ao mais alto nível — ao objetivo de neutralidade de carbono até 2050, convencida das oportunidades para a criação de valor e prosperidade derivadas de sua consecução, ao mesmo tempo que reduziu em 75 % suas emissões de CO2 nos últimos 20, fechando suas instalações de carvão. Da mesma forma, nossa estratégia de investimento em energia limpa e redes nos levará, até 2030, a ser neutros em carbono na Europa — nossas emissões de CO2/kWh já são dois terços inferiores à média europeia — e a reduzir em 86 % nossas emissões de CO2 em nível global, até 50g/kWh (o que equivaleria a 70g/kWh no final de 2025).

O apoio da Iberdrola neste campo é especialmente importante no contexto da União Europeia, onde ocorreu um intenso debate político que finalizou com a aprovação formal do objetivo de neutralidade até 2050 [PDF] e o lançamento do Pacto Verde Europeu em dezembro de 2019. Tudo isto, coloca a União Europeia como a maior área econômica comprometida com a neutralidade climática e com um modelo de crescimento sustentável.
 

Uma Europa sem emissões é possível e está cheia de oportunidades.

Visão da Iberdrola sobre a realização do objetivo de zero emissões líquidas até 2050 [PDF].