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2017-11-13 00:00:00.0Ignacio Galán participa do painel “A mobilização do investimento para apoiar a implementação das contribuições nacionais e aumentar a ambição” na Cúpula do Clima de Bonn
O tempo de falar já passou. Agora é hora de agir
Ignacio Galán
Na Cúpula do Clima de Bonn
- ““A luta contra o aquecimento global é uma tarefa comum que deve envolver todos os setores da economia”, afirmou hoje em Bonn o presidente executivo da Iberdrola, que fez um chamamento à indústria mundial para reduzir as emissões e cumprir os objetivos.
- Para Galán, a solução passa por apostar em mais energias limpas, maior capacidade de armazenamento e mais redes inteligentes, conceitos nos quais a Iberdrola investe 6 bilhões de euros anuais a nível global.
- Sobre a decisão da Iberdrola de fechar suas duas últimas usinas a carvão, Ignacio Galán explicou que “nossa porcentagem de capacidade de produção livre de emissões ficará em 70%”.
A luta contra o aquecimento global é uma tarefa comum que deve envolver todos os setores da economia, o que tem levado a indústria mundial a reduzir emissões para cumprir metas
Como parte de sua visita à Cúpula do Clima de Bonn (COP23), o presidente executivo da Iberdrola, Ignacio Galán, participou hoje do painel “A mobilização do investimento para apoiar a implementação das contribuições nacionais e aumentar a ambição”, organizado pelo World Business Council for Sustainable Development (WBSCSD).
Durante seu discurso, Galán fez um pedido à indústria mundial para tomar medidas que ajudem a cumprir os objetivos climáticos e pediu às empresas de todos os setores da economia que empreendam ações firmes para combater as mudanças climáticas: “O momento de falar já passou. Agora é hora de agir”.
Além disso, indicou que “a luta contra o aquecimento global deve envolver todos os países, que devem contribuir de forma significativa”, lembrando que aqueles que assinaram o Acordo de Paris devem agora apresentar um plano que especifique como vão cumprir os compromissos assumidos. Uma das tarefas fundamentais da COP23 será definir um sistema de medição homogêneo para esses objetivos, sem esquecer a necessidade de continuar explorando mecanismos que incentivem o investimento.
Ignacio Galán reiterou que a Iberdrola continua avançando em sua aposta pelas energias limpas, colocando assim em prática seu compromisso de reduzir a intensidade das emissões de CO₂ em 50% até o ano 2030. Sobre a decisão de fechar as duas últimas usinas a carvão da empresa no mundo, que se somam aos 7.500 MW de óleo combustível e carvão encerrados desde 2001, destacou que “a porcentagem da capacidade de produção de energia do grupo livre de emissões ficará em torno de 70%”.
“A solução passa por apostar em mais energias limpas, maior capacidade de armazenamento por bombeamento e mais redes inteligentes”, conceitos nos quais a Iberdrola está realizando investimentos de cerca de 6 bilhões de euros anuais. Como explicou Galán, mobilizar o investimento privado depende da criação de marcos regulatórios transparentes, estáveis e previsíveis”.
Da mesma forma, o presidente executivo da Iberdrola insistiu na necessidade de estabelecer um preço adequado para o carbono, que cubra todos os setores da economia, com base no princípio de “quem polui, paga”, enfatizando que “a descarbonização da economia pode representar uma oportunidade única para criar valor para toda a sociedade”.
O compromisso da Iberdrola
Durante sua fala, Ignacio Galán afirmou que a Iberdrola manterá seu compromisso com as tecnologias mais sustentáveis: “Depois de ter investido 100 bilhões de dólares em energia eólica e hidrelétrica, bem como nas redes necessárias para integrar toda essa energia renovável, a Iberdrola continuará trabalhando nessa linha”.
O presidente executivo da Iberdrola quis lembrar que a aposta feita pelo Grupo nos últimos anos o levou a ser, atualmente, líder mundial em energia eólica. Ao mesmo tempo, a empresa reduziu suas emissões na Europa em 75% desde o ano 2000, alcançando níveis cerca de 70% inferiores àmédia das empresas europeias do setor.