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23/03/2021

Durante sua intervenção na sessão inaugural do evento Clean Energy Summit, onde também interveio o vice-presidente da Comissão Europeia, Frans Timmermans

Ignacio Galán reivindica a liderança da Europa na reativação verde da indústria e na criação de empregos

  • Sobre os recursos disponíveis afirma: “Haverá uma competição massiva, temos que utilizar os fundos de forma inteligente, promovendo setores do futuro e não do passado para conseguir que os recursos públicos mobilizem o investimento privado”
  • O programa Next Generation EU, uma oportunidade para impulsionar a P&D: “Tradicionalmente, outras grandes economias investiram mais em inovação que a Europa; agora temos a oportunidade de resolver esta diferença”

Otimismo e urgência. São as duas mensagens mensagens-chave sublinhadas pelo presidente da Iberdrola, Ignacio Galán, durante sua intervenção na sessão inaugural do evento Clean Energy Summit, organizado com o apoio da Comissão Europeia e onde também participou o vice-presidente da Comissão Europeia, Frans Timmermans.

Galán ressaltou a necessidade de atuar com urgência para que a Europa não perca a liderança na transição para uma economia com baixos teores de carbono, motor da reindustrialização e criação de empregos: “Temos que fazer tudo o que for possível nesta década, devemos ser muito ambiciosos e o momento é agora. A liderança europeia, essencial para a assinatura do Acordo de Paris, já foi capaz de beneficiar o mundo todo, por isso devemos reforçar o trabalho dos últimos anos para que se traduza em bem-estar e criação de empregos para os europeus.”

Para tal, o continente já conta com um apoio social massivo, com um compromisso político sólido com o European Green Deal, com a tecnologia necessária e com empresas preparadas para investir de forma intensa. Segundo explicou o presidente da Iberdrola, os recursos necessários também estão disponíveis, mas nesse sentido “haverá uma competição enorme. Temos que utilizar os fundos de forma inteligente, promovendo setores do futuro e não do passado para conseguir que os recursos públicos mobilizem o investimento privado”.

“Devemos colocar todos os recursos em tecnologias do tipo carbono zero e não dedicá-los a tecnologias que terão uma vida curta. Não devemos pensar em baixos teores de carbono, mas em carbono zero. Devemos fazer isso considerando a dimensão social da transição em nossa análise. Caso contrário, fracassaremos”, acrescentou.

Destacou o hidrogênio verde como exemplo de tecnologia do futuro que já está disponível, sendo fundamental para eletrificar os processos industriais e o transporte pesado: “Já podemos, por exemplo, produzir fertilizantes e amoníaco 100% limpos, e vamos tornar isso possível ainda neste ano. Não temos que esperar mais, devemos começar agora mesmo”, explicou o presidente da Iberdrola em relação à aposta do Grupo nessa tecnologia, um de seus vetores de crescimento para os próximos anos.

Portanto, a transição energética se apresenta como uma grande oportunidade para recuperar a liderança industrial da Europa, construir uma economia mais forte e sustentável e criar empregos de qualidade. Nesse processo, indicou Ignacio Galán, será primordial o impulso à inovação: “Tradicionalmente, outras grandes economias investiram mais em inovação que a Europa; agora temos a oportunidade de resolver esta diferença.”

Neste aspecto, de acordo com a Comissão Europeia, a Iberdrola é a primeira utility privada da Europa por investimentos em PD&I e a segunda do mundo. Na última década investiu mais de 2 bilhões de euros em inovação e desenvolvimento e, só em 2020, destinou cerca de 300 milhões de euros a essa área, que considera uma variável estratégica como base para garantir sua sustentabilidade, eficiência e competitividade.

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