A Iberdrola deseja apoiar a competitividade da indústria, assumindo os preços da eletricidade, e o Governo espanhol deve retirar o Real Decreto e a Lei

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21/10/2021

Graças ao fato de ter mantido os preços, a companhia economizou 2 bilhões de euros para a indústria

A Iberdrola deseja apoiar a competitividade da indústria, assumindo os preços da eletricidade, e o Governo espanhol deve retirar o Real Decreto e a Lei

  • Ignacio Sánchez Galán: "Nosso compromisso é continuar apoiando a indústria espanhola e ajudar na prosperidade de nosso país"

Iberdrola demonstra mais uma vez seu compromisso com a sociedade espanhola. A companhia se comprometeu nesta manhã a não modificar os preços da eletricidade para a indústria, visando não afetar a competitividade espanhola com os aumentos do preço do gás natural; com a condição de que não se prejudique a produção elétrica com tributos lesivos, solicitando ao governo espanhol a retirada do Real Decreto e da Lei, que foram criticados pela UE.

Ignacio Sánchez Galán, presidente da Iberdrola, garantiu: “Nosso compromisso é continuar apoiando a indústria espanhola e ajudar na prosperidade de nosso país”.

Constata-se a vontade do Governo espanhol de corrigir aquilo que não foi bem feito e que é preciso chegar a um acordo.

No acumulado do ano, o fato de manter os preços pactuados com a indústria, apesar do aumento do preço da eletricidade, economizou 2 bilhões de euros para a indústria espanhola. “A Iberdrola sempre apostará na indústria espanhola”.

Agora, que já parece evidente para todos que as empresas elétricas não se beneficiaram de nenhuma forma do aumento dos preços da eletricidade -muito pelo contrário, elas suportaram custos exorbitantes do preço do gás natural-, o Governo deve corrigir dois erros: o Real Decreto e a Lei que, certamente, foram concebidos por falta de informações.

A Iberdrola, na medida de suas possibilidades, assumirá o aumento dos custos da energia para não transferir à indústria espanhola a situação dos mercados internacionais. Porém, o Governo espanhol deve entender que a produção não deve ser taxada em um momento tão delicado, especialmente após comprovar que não ocorreram lucros extraordinários.

Neste sentido, a Iberdrola renovará os contratos dos clientes que assim o solicitarem com o objetivo de evitar um problema de custos. A primeira companhia energética espanhola e segunda do mundo assumirá esse esforço na medida de suas possibilidades, desde que seja retirada a taxa às energias renováveis e não renováveis.

A Iberdrola já contribuiu com 3,7 bilhões de euros em impostos; é responsável pela criação de 85.000 postos de trabalho na Espanha e ajuda na manutenção de 400.000 empregos em sua cadeia de suprimentos, além de prever investir 150 bilhões de euros até 2030 para a descarbonização da Espanha.


Uma condição razoável: não taxar com impostos a energia renovável

A taxa que recai nas energias não poluentes do Real Decreto-Lei espanhol nº 17, de 14 de setembro, está supondo um grave prejuízo de 1 bilhão de euros mensais para as empresas elétricas espanholas.

A Comissão Europeia assinalou o erro cometido por parte de uma regulamentação lesiva por falta de informações do Governo da Espanha. Por sua parte, a ministra de Transição Ecológica espanhola reconheceu à agência Reuters que o Governo acataria o que fosse decidido pela Comissão Europeia.

“A Iberdrola sempre estará ao lado da indústria espanhola”, asseverou o presidente da Iberdrola. Por essa razão, o Governo espanhol não deve introduzir tributos que causem danos à renda disponível de todos nós como cidadãos ou nossa capacidade investidora como empresas. Nesse ponto, a Iberdrola é favorável a que o Governo espanhol faça as alterações necessárias no Real Decreto e na Lei para que isto seja assim, incluída a sua retirada. Todos podem errar por falta de informações e reconhecer é sinal de sabedoria.


O crescimento internacional da Iberdrola é a melhor aposta para a indústria espanhola

O processo de internacionalização da Iberdrola, cujo êxito principal se reflete nas felicitações recebidas ontem por parte do primeiro-ministro britânico, Boris Johnson, e na recepção da Rainha da Inglaterra, Isabel II, ao presidente da companhia, é o melhor apoio à indústria espanhola.

A internacionalização da Iberdrola gerou nos últimos meses uma produção industrial na Espanha equivalente a 4 bilhões de euros. Como exemplo, as turbinas que a Iberdrola instala na França são da empresa Gamesa e as plataformas marinhas da Navantia-Windar.


Astúrias: uma das regiões mais beneficiadas pela internacionalização da Iberdrola

Um exemplo é a região das Astúrias. A joint venture da Navantia e da asturiana Windar é fundamental no desenvolvimento da região. Astúrias é uma das principais regiões, para seguir com o exemplo, do que sucede nos contratos com os britânicos.

O projeto Wikinger da Alemanha conta com a produção da Navantia e da Windar por um valor de 104 milhões de euros. A produção elétrica do parque East Anglia no Reino Unido é feita com fundações e estacas da Navantia-Windar por um valor de 153 milhões de euros.

A Iberdrola garantiu via contrato que o projeto ST Brieuc na França contenha 350 milhões de produção industrial da empresa Windar. O parque Baltic Eagle na Alemanha possui 50 peças de conexão da asturiana Windar por um valor de 66 milhões de euros. Ou os 113 milhões da própria Windar (Astúrias) no parque Vineyard nos Estados Unidos.

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