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07/09/2020

O projeto continua promovendo a industrialização em um setor do futuro e impulsionando o emprego entre empresas espanholas e europeias

Iberdrola completa as contratações do parque de Saint Brieuc, seu primeiro projeto eólico offshore nas águas do Canal da Mancha

  • Adjudica à Eiffage Métal a engenharia e construção da subestação que abrigará os transformadores e os restantes equipamentos elétricos, enquanto a Engie Solutions será responsável pela montagem e colocação em funcionamento
  • 15 empresas espanholas trabalham atualmente na Ria de Ferrol e Avilés na construção das fundações dos aerogeradores, adjudicada à UTE (União Temporária de Empresas) Navantia-Windar por 350 milhões de euros. Da mesma forma, o contrato já mobilizou quase uma dezena de empresas espanholas no porto de Brest

A Iberdrola avança em Saint-Brieuc, o primeiro projeto eólico offshore que constrói nas águas francesas do Canal da Mancha - com um investimento de 2,4 bilhões de euros e uma potência instalada de 496 MW -, adjudicando a subestação à joint venture composta pelas empresas Eiffage Métal e Engie Solutions. Dessa forma, praticamente completa as contratações para esse complexo renovável.

A primeira delas se encarregará da engenharia e da construção, tanto da fundação quanto da cobertura que abrigará os transformadores e os restantes equipamentos elétricos. Por outro lado, a empresa Engie Solutions se encarregará da montagem final e colocação em funcionamento.

A subestação é o núcleo central do parque eólico offshore, encarregado de captar e preparar, para sua transmissão à terra, a energia elétrica produzida pelos 62 aerogeradores que integrarão a instalação, estimada em cerca de 1.820 GWh/ano; um volume que satisfará as necessidades energéticas de uma população equivalente a 835.000 pessoas, evitando a emissão na atmosfera de 100.000 toneladas anuais de CO2.

Sua estrutura de sustentação é formada por uma fundação - jaqueta - de 63 m de altura e um peso de 1.630 toneladas, uma cobertura de 55 m de comprimento, 31 m de largura e 23 m de altura, e tem um peso total de aproximadamente 3.400 toneladas.

A construção da subestação estará concluída no começo de 2022 e será executada nos estaleiros que a construtora Eiffage utiliza na Bélgica e Polônia. A montagem será feita nos cais da Engie Solutions na Bélgica.


Projeto europeu que promove a industrialização e cria emprego em setores do futuro

Saint-Brieuc - como já ocorrera com os projetos eólicos offshore de Wikinger e mais recentemente com East Anglia One - se converteu em um novo exemplo de como a economia verde, mediante investimentos em energias renováveis, promove a industrialização em setores do futuro na Europa e estimula a criação de emprego sustentável e de qualidade em empresas espanholas e europeias.

No último mês de junho, também foi adjudicada à UTE Navantia-Windar a construção das 62 jaquetas das plataformas, com suas respectivas estacas que fixam os aerogeradores no fundo do mar.

O contrato, cujo montante é de 350 milhões de euros, é o maior pedido conseguido em sua história pela empresa conjunta Navantia-Windar no setor da energia eólica offshore e permitirá criar uma carga de trabalho de aproximadamente 1.000 empregos, tanto nas Astúrias, onde são fabricadas as estacas, quanto na Galiza, onde são feitas as jaquetas e a montagem de todos os componentes.

De fato, neste momento, já estão trabalhando em sua fabricação cerca de 15 empresas locais na Ria de Ferrol (Galiza) e em Avilés (Astúrias) e a estimativa é de que esta cifra dobrará nos próximos meses. Da mesma forma, o contrato já mobilizou quase uma dezena de empresas espanholas nas instalações do porto de Brest


Saint-Brieuc na reta final

A Iberdrola já tinha praticamente fechado a totalidade de contratos de fornecimento de Saint-Brieuc desde março de 2020, faltando adjudicar os equipamentos elétricos da subestação. Os aerogeradores estão sendo fabricados pela Siemens Gamesa, enquanto a Prysmian será responsável pelo cabo submarino, a Van Oord fará o transporte das fundações, previsto para a primavera de 2021, e a Saipem instalará a subestação no local. A entrada em funcionamento do parque eólico está prevista para 2023.

Essa nova instalação demonstra o compromisso da Iberdrola com o mercado francês, no qual a empresa pretende investir cerca de 4 bilhões de euros nos próximos quatro anos.

No segmento da energia eólica offshore já está em funcionamento parques nos mares da Irlanda, no Báltico em águas alemãs e no Reino Unido. Além da França, está trabalhando em novos projetos no Reino Unido e nos Estados Unidos, assim como possui uma carteira de 12.000 MW.


Acelera os investimentos para ajudar na recuperação verde

A Iberdrola acredita que a eletrificação será a alavanca da mudança no mundo pós-COVID, por isso acelerou seus investimentos a fim de contribuir para a reativação da atividade econômica e criação de emprego. Essa aposta na recuperação verde levou a empresa a bater recordes de investimento ao longo deste ano, chegando a 10 bilhões de euros em energias renováveis, redes elétricas inteligentes e sistemas de armazenamento em larga escala, depois de ter destinado 100 bilhões desde 2001 no mundo.

No encerramento de junho de 2020, a Iberdrola já operava 32.695 MW renováveis no mundo e possui uma carteira de projetos renováveis que ultrapassa 58.000 MW.

 

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