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15/06/2020

Garantiu o presidente do grupo Iberdrola durante sua intervenção na conferência da CEOE 'Empresas espanholas liderando o futuro', que começou hoje

Galán: “A eletrificação da economia é fundamental para a recuperação econômica, uma vez que se trata de um dos setores com maior efeito propulsor”

  • Ignacio Galán quis lançar uma mensagem positiva, pois afirmou que “por cada emprego interno criado em nosso setor, são gerados 12 nos setores da construção, fabricação de equipamentos, serviços de engenharia, instalação, maquinaria e ferramentas”
  • O presidente da Iberdrola pede que se acelere para 2025 a implementação do Plano Nacional de Energia e Clima, o que “teria um efeito imediato no crescimento econômico e no emprego, aumentando a competitividade, diminuindo nossa dependência energética do exterior, melhorando a balança de pagamentos e reduzindo nossas emissões de gases nocivos, tudo isso sem pressionar as contas públicas”

O presidente do grupo Iberdrola, Ignacio Galán, enfatizou nesta manhã, durante sua intervenção na conferência empresarial organizada pela CEOE, a potencial e decisiva contribuição do setor elétrico na recuperação econômica que devemos enfrentar após o impacto da pandemia do coronavírus, por isso quis lançar uma mensagem positiva.

“A eletrificação da economia é essencial para a recuperação econômica, uma vez que se trata de um dos setores que tem um maior efeito propulsor”, garantiu. Posteriormente, explicou que os investimentos nesse setor permitem que “por cada emprego interno criado, sejam gerados 12 em setores como a construção, fabricação de equipamentos, serviços de engenharia, instalação, maquinaria ou ferramentas”.

Para Galán, graças ao Plano Nacional de Energia e Clima, que está em tramitação no Parlamento, a Espanha já tem um roteiro para que os investimentos realizados no setor durante a próxima década criem 300.000 empregos no país.

E pede para que se acelere sua implementação para 2025, o que “teria um efeito imediato no crescimento econômico e no emprego, aumentando a competitividade, diminuindo nossa dependência energética do exterior, melhorando a balança de pagamentos e reduzindo nossas emissões de gases nocivos, tudo isso sem pressionar as contas públicas”

O presidente da Iberdrola ofereceu diversos exemplos durante sua palestra na mesa de energia do fórum Empresas espanholas liderando o futuro da CEOE que começou hoje, assim como sobre o impacto positivo na economia de um maior investimento no setor. “Um aumento significativo dos investimentos em redes de distribuição poderia gerar até 40.000 postos de trabalho na Espanha”, mas para isso é necessário adotar medidas como “a eliminação do limite máximo de investimento de 0,13 % do PIB que temos em nossa legislação”.

No âmbito das energias renováveis, acelerar a instalação de nova capacidade até 2025 “significaria investimentos de 32 bilhões de euros que rapidamente geraria 90.000 postos de trabalho em todo o território espanhol, especialmente nas zonas rurais”. 

O presidente da Iberdrola também defendeu o aumento da capacidade de armazenamento de energia, que proporciona flexibilidade ao sistema: “Um investimento de 5 bilhões de euros em bombeamento hidrelétrico e em baterias até 2025 favoreceria a criação de 14.000 empregos”.


Incentivo à eletrificação de outros usos energéticos

Ignacio Galán expôs hoje de manhã os benefícios originados do impulsionamento da eletrificação em outros usos energéticos, o que propiciará investimentos muito relevantes em setores como o da climatização: “A substituição de caldeiras de diesel por bombas de calor significaria 40 bilhões de euros de investimentos e 110.000 empregos entre fabricantes e instaladores, ao mesmo tempo que traria consigo uma melhoria na qualidade do ar nas cidades.”

No setor do transporte, adiantar para 2025 os investimentos em infraestruturas de recarga e eletrificação de frotas urbanas de ônibus significaria investimentos de 5 bilhões de euros e 14.000 postos de trabalho. 

Finalmente, o presidente de Iberdrola insistiu na necessidade de não perder o bonde do desenvolvimento das novas tecnologias como o hidrogênio verde. “Descarbonizar 25% do hidrogênio industrial envolveria investimentos de mais de 4 bilhões de euros e a criação de 11.000 empregos em uma nova indústria nacional”, ressaltou.


Adotar medidas urgentes

Para aproveitar as oportunidades da eletrificação da economia “dispomos da tecnologia, do capital humano e do acesso aos recursos financeiros necessários, garantiu Ignacio Galán. No entanto, é imprescindível adotar com urgência diversas medidas”.

Entre as quais, mencionou a reorientação da fiscalidade a partir do princípio de quem contamina paga; a revisão do modelo de mercado elétrico, resolvendo a precária situação econômica das tecnologias de geração elétrica de base e de backup necessárias para a segurança do fornecimento; a agilização dos processos administrativos; o aumento dos apoios à P&D+I; a formação de equipes de profissionais adaptadas à nova realidade digital e renovável ou a concepção de uma política industrial que fomente o desenvolvimento da indústria nacional nessas áreas.

O presidente da Iberdrola confirmou a predisposição da empresa para ajudar e apoiar o processo. “Já aceleramos nossos investimentos, que chegarão a 10 bilhões de euros neste ano, quase duplicando a média dos últimos exercícios.”

Além disso, nos últimos meses “adiantamos a nossos fornecedores pedidos de aproximadamente 5 bilhões de euros. Portanto, dessa forma continuaremos exercendo um efeito propulsor sobre o tecido industrial e contribuindo para seu crescimento e competitividade em âmbito internacional”.