CENTRAL HIDRELÉTRICA DE BOMBEAMENTO

Sabe para que servem as centrais hidrelétricas de bombeamento?

#sustentabilidade ambiental #projetos Iberdrola #energia hidrelétrica

Sua principal missão consiste em armazenar a água nos momentos de menor demanda e aproveitá-la para gerar energia nas horas de maior consumo. A maior de toda a Europa é La Muela II, posta em funcionamento pela Iberdrola, que atualmente também desenvolve o ambicioso projeto do Tâmega no norte de Portugal.

A tecnologia hidrelétrica de bombeamento é atualmente o sistema mais eficiente para o armazenamento de energia em grande escala. É mais rentável e proporciona estabilidade, segurança e sustentabilidade ao sistema elétrico, pois gera uma grande quantidade de energia com um tempo de resposta muito rápido e sem causar qualquer tipo de emissão para a atmosfera.

A Companhia é líder no armazenamento de energia com uma potência instalada de 4.500 MW com tecnologia de bombeamento, atualmente o método de armazenamento de energia mais eficiente, uma vez que não gera nenhum tipo de emissão poluente na atmosfera e tem um desempenho muito superior em relação ao das melhores baterias do mercado. Até 2022, a Iberdrola prevê chegar a 90 gigawatts/hora (GWh) de capacidade de armazenamento, o que representa um aumento de quase 30% com relação a 2018: 20 GWh a mais, equivalentes a 400.000 baterias de carros elétricos ou a 1,4 milhão de baterias para uso residencial.

COMO FUNCIONA UMA CENTRAL HIDRELÉTRICA DE BOMBEAMENTO

FUNCIONAMENTO DE UMA
CENTRAL HIDRELÉTRICA DE BOMBEAMENTO
Barragem
inferior ou rio
Tubulação forçada
Barragem
superior
Represa
Galeria de
adução
Turbinas
Gerador
Chaminé de equilíbrio
Transformadores
Rede
elétrica
Escoamentos
  • 1
  • 2
  • 3
  • 4
  • 5
  • 6
  • 7
  • 8
  • 9
  • 10
  • 11

 VEJA INFOGRÁFICO: Funcionamento de uma central hidrelétrica de bombeamento [PDF]

Esse tipo de central elétrica tem duas barragens situadas em diferentes alturas que permitem armazenar água nos momentos de menor demanda e aproveitá-la para gerar energia nas horas de maior consumo para satisfazer toda a demanda elétrica.

Nos horários vazios, geralmente à noite nos dias úteis e nos fins de semana, utiliza-se a energia excedente — que durante essas horas também tem um custo mais baixo no mercado — para elevar a água contida na barragem situada no nível mais baixo (1) ao depósito superior por meio de uma bomba hidráulica que faz com que a água suba por uma tubulação forçada (2) e através da galeria de adução. Portanto, a barragem superior (3) atua como um depósito de armazenamento.

Durante os horários de pico, isto é, durante o dia, a central de bombeamento funciona como uma instalação hidrelétrica convencional: a água acumulada na barragem superior fechada por uma represa (4) é enviada pela galeria de adução (5) para a barragem inferior. Nesse salto, a água passa pela tubulação forçada, adquirindo energia cinética que se transforma em energia mecânica rotativa na turbina hidráulica (6). Esta, por sua vez, converte-se em energia elétrica de média tensão e alta intensidade no gerador (7). Para regular a pressão da água entre as aduções anteriores se constrói, algumas vezes, uma chaminé de equilíbrio (8).

O passo seguinte são os transformadores (9) que enviam a eletricidade produzida na central pelas linhas de transporte de alta tensão até chegar às residências e indústrias da rede elétrica (10) que a consomem.

Por outro lado, a água, depois de a eletricidade ter sido gerada, cai pelo canal de escoamento (11) rumo à barragem inferior, onde fica novamente armazenada.

Por isso, as centrais hidrelétricas de bombeamento são eficientes para o armazenamento de energia, representando uma solução de longa duração e favorecendo a integração das energias renováveis no sistema, além de oferecem uma grande rentabilidade.

GRANDES EXEMPLOS DE HIDRELÉTRICAS DE BOMBEAMENTO

A maior hidrelétrica de bombeamento da Europa é La Muela II, na barragem de Cortes de Pallàs, na margem direita do rio Júcar. Sua produção anual ronda os 800 gigawatts/hora (GWh), suficiente para satisfazer o consumo elétrico de quase 200.000 residências, duplicando assim a geração do complexo Cortes-La Muela para 1.625 GWh, ou seja, a demanda anual de quase 400.000 famílias. A central tem quatro grupos de turbinas reversíveis dentro de uma caverna que permitem o aproveitamento do desnível de 500 metros existente entre o depósito artificial de La Muela e a barragem de Cortes de Pallás para produzir energia elétrica.

Outra das grandes iniciativas de bombeamento do grupo espanhol é o projeto Tâmega, que implicará a construção de três novas usinas sobre o rio do mesmo nome, um afluente do Douro localizado no norte de Portugal, perto do Porto. As três usinas somarão uma capacidade instalada de 1.158 MW, o que representará um aumento de 6% da potência elétrica total instalada no país. O complexo será capaz de produzir 1.766 GWh/ano, suficiente para satisfazer as necessidades energéticas dos municípios vizinhos e das cidades de Braga e Guimarães (aproximadamente a demanda de 440.000 residências). Do mesmo modo, fornecerá quase 900 MW de capacidade de bombeamento ao sistema elétrico português, o que acarretará um aumento de 40% com relação aos megawatts dessa modalidade que o país tem atualmente.