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Conferência sobre Biodiversidade 2026: COP17 – Yerevan (Armênia)

COP17: um encontro para defender a diversidade biológica

Natureza Ação climática Biodiversidade Foros

A Conferência das Partes sobre Biodiversidade, ou COP da Biodiversidade, é o principal fórum de discussão e negociação da Convenção da ONU sobre Diversidade Biológica (CDB). Entre 19 e 30 de outubro de 2026, será realizada em Yerevan (Armênia) a 17ª edição do evento com o objetivo de buscar soluções para problemas críticos que afetam nossos ecossistemas.

COP17
A COP da Biodiversidade estabelece um quadro global de ação em prol da diversidade biológica.

Apesar dos esforços para proteger a Terra, a biodiversidade está se deteriorando em todo o planeta, e a previsão é que essa degradação se agrave se não forem tomadas medidas urgentes e precisas. Com esse objetivo, a Conferência da ONU sobre Biodiversidade (COP 17), que será realizada de 19 a 25 de outubro de 2026, reúne governos de todo o mundo para acordar medidas e iniciativas globais voltadas à proteção e à restauração da natureza.  

A escolha da Armênia como sede desta cúpula ocorre em um contexto em que o país tem perdido cerca de 110 hectares de floresta por ano, principalmente devido ao desmatamento ilegal, à coleta de lenha, ao pastoreio excessivo e à mineração, segundo a EU4EnvironmentLink externo, abra em uma nova aba. .  

Durante a coletiva de imprensa organizada em Yerevan pela Associação Europeia de Empresas (EBA) em 2025, a Coordenadora Residente da ONU na Armênia, Françoise Jacob, enfatizou a importância da Armênia demonstrar seu compromisso com a Agenda 2030 para o Desenvolvimento Sustentável enquanto se prepara para sediar a COP17: “Acreditamos que, para a Armênia, sediar a COP17 representa uma oportunidade de se tornar uma referência em biodiversidade. Com a liderança do governo e o apoio de todas as partes interessadas, podemos confiar no sucesso desta iniciativa”.  

O que é a Conferência sobre Biodiversidade (COP)?

A Conferência das Partes sobre Biodiversidade, ou COP da Biodiversidade, é uma conferência de alto nível organizada pelas Nações Unidas que reúne Estados, organizações regionais e atores não estatais. Sua importância reside no potencial que este encontro tem para tratar de questões relacionadas à conservação da diversidade biológica, ao uso sustentável de seus componentes, bem como à repartição justa e equitativa dos benefícios decorrentes da utilização dos recursos, com o objetivo de buscar soluções para problemas críticos do planeta.

A Conferência sobre Biodiversidade tem sua origem na Cúpula da Terra do Rio de Janeiro, em 1992, que constituiu o primeiro acordo global para abordar de forma conjunta questões relacionadas à conservação da natureza e ao uso sustentável dos recursos. Desde então, foram criadas três convenções, cada uma delas voltada para abordar e erradicar cada um desses impactos ambientais: a COP sobre mudanças climáticas, a COP sobre desertificação e a COP sobre biodiversidade, que celebra este ano sua 17ª edição.  

Objetivos da Conferência sobre Biodiversidade 2026 (COP 17)

A COP 17 abordará algumas questões-chave, definidas na primeira agenda provisória [PDF] publicada em março de 2026 pela Convenção da ONU sobre Diversidade Biológica (CDB). Entre os principais temas destacam-se a mobilização de recursos e o mecanismo financeiro; o planejamento, acompanhamento e revisão global dos avanços coletivos na implementação do Quadro Global de Biodiversidade de Kunming-Montreal; a cooperação com organizações e organismos internacionais criados em virtude de outras convenções; as informações digitais sobre sequências de recursos genéticos; a biologia sintética ou o desenvolvimento de um Plano de Ação sobre Gênero.

Também serão abordados outros assuntos recorrentes, como a diversidade biológica e as mudanças climáticas, sua relação com a agricultura ou a saúde, a gestão sustentável da fauna e da flora silvestres ou as espécies exóticas invasoras.

Os objetivos da COP17 são definidos pelo Quadro Global de Biodiversidade Kunming-Montreal, estabelecido na COP15 em dezembro de 2022. Esse quadro funciona como um plano de ação para que os 196 países signatários da Convenção tomem medidas em nível nacional para o cumprimento de seus 4 objetivos e 23 metas, com o objetivo de deter e reverter a perda de biodiversidade até 2030, entre as quais a ONU destaca:

Conservação

Conservar pelo menos 30 % das áreas terrestres, marinhas e costeiras em todo o mundo. 

Restauração dos ecossistemas

Restaurar pelo menos 20 % de cada um dos ecossistemas de água doce, marinhos e terrestres degradados, com especial atenção aos ecossistemas prioritários. 

Controle de espécies invasoras

Reduzir pela metade a taxa de introdução de outras espécies invasoras conhecidas ou potenciais.

Redução de substâncias tóxicas e resíduos

Reduzir em pelo menos metade os nutrientes que se perdem no meio ambiente e em pelo menos dois terços as substâncias químicas, em particular os pesticidas, prejudiciais à diversidade biológica, além de eliminar o despejo de resíduos plásticos.

O papel da Iberdrola na proteção da biodiversidade

Na Iberdrola, consideramos a proteção da biodiversidade como uma das prioridades fundamentais da nossa estratégia. Esse compromisso se traduz em nosso Plano de Biodiversidade 2030, que estabelece os mecanismos para alcançar essa meta e impulsionar a transformação rumo a um modelo energético em harmonia com a natureza e o ser humano.  

Por meio de projetos como a construção de parques eólicos offshore, são levados em consideração diversos processos que têm como objetivo proteger os ecossistemas. Ações como a avaliação de impacto ambiental antes da construção, a instalação de sistemas de rastreamento para avaliar o impacto na flora e na fauna marinhas ou o uso de diferentes técnicas de mitigação de ruído buscam garantir que o processo de eletrificação seja compatível com a conservação da natureza.  

Como prova desse compromisso, o Grupo Iberdrola tem participado ativamente de diversas COPs realizadas ao redor do mundo, como a COP30 sobre mudanças climáticas, realizada em 2025 em Belém, no Brasil, onde defendemos a importância da expansão das energias renováveis e do cumprimento das metas climáticas globais para proteger nosso planeta.