Exposição 'Olafur Eliasson. Na vida real' no Museu Guggenheim

Eliasson encheu o Museu Guggenheim de cores e sensações

Arte

O artista dinamarquês-islandês Olafur Eliasson desembarcou no Guggenheim, em colaboração com a Iberdrola, com uma proposta multimídia na qual incentivou o espectador a refletir sobre sua compreensão e percepção do mundo físico que nos rodeia.

Data da exposição: 14 de fevereiro de 2020 - 11 de abril de 2021

Destaques da exposição:

  • Mais de 30 obras criadas entre 1990 e 2020.
  • Utilização de luz, água, gelo, neblina e materiais naturais.
  • Reflexão sobre a percepção e o ambiente.
  • A arte como um apelo à ação diante das mudanças climáticas.

'Olafur Eliasson. Na vida real' exibiu trinta obras, algumas das mais importantes já expostas e outras novas criadas para esta ocasião. A mostra chamou nossa atenção para algumas das questões mais transcendentais da atualidade através de peças realizadas entre 1990 e 2020 — esculturas, fotografias, pinturas e instalações que jogam com reflexos e cores — e que questionam a forma como percebemos o meio em que estamos inseridos e como nos desenvolvemos no mesmo.

Usando materiais como musgo, água, gelo proveniente de geleiras, névoa, luz ou metais refletores, Eliasson deixou claro seu profundo compromisso com a sociedade e o meio ambiente em uma exposição que pôde ser visitada entre os dias 14 de fevereiro de 2020 e 11 de abril de 2021.

Ignacio Galán guiou a visita dos Reis da Espanha ao Museu Guggenheim.
O presidente executivo do Grupo Iberdrola, Ignacio Galán, guiou a visita dos Reis da Espanha, Felipe VI e Letizia, ao Museu Guggenheim, onde percorreram a exposição 'Olafur Eliasson. Na vida real', patrocinada pela Iberdrola.

Um artista com consciência ambiental

A arte de Eliasson emana de seu interesse pela percepção, pelo movimento, pela experiência física e pelas sensações. Deixa entrever sua preocupação pela natureza, inspirando-se nos momentos que passou na Islândia, país de origem de seus pais e onde morou. Seu ateliê de Berlim, o Studio Olafur Eliasson, é um espaço de trabalho, mas também de encontro e diálogo, que reúne uma equipe variada de experientes artesãos, arquitetos, arquivistas, pesquisadores, administradores, cozinheiros, programadores, historiadores da arte e técnicos especializados.

Em 1999, o artista, ciente das mudanças climáticas, retratou 30 geleiras islandesas em uma série de fotografias que repetiu vinte anos mais tarde, ilustrando o impacto das mudanças climáticas sobre as mesmas.

Série do derretimento das geleiras.
Série do derretimento das geleiras 1999/2019 (2019) / Foto: Michael Waldrep / Studio Olafur Eliasson / Cortesía del artista; neugerriemschneider, Berlín; Tanya Bonakdar Gallery, Nueva York / Los Ángeles / © 2019 Olafur Eliasson.

No exterior do museu, uma cascata de mais de onze metros de altura, feita com um andaime e várias bombas, chamava a atenção do espectador sobre essa natureza construída em um cenário urbano. A cascata despejava suas águas no depósito situado atrás, reproduzindo os mesmos sons e o aspecto de uma cascata em plena natureza.

Cascada
Olafur Eliasson, “Cascata” (2019) / Foto: Anders Sune Berg / Cortesia do artista; neugerriemschneider, Berlim; Tanya Bonakdar / Gallery, Nova York / Los Angeles / © 2019 Olafur Eliasson.

Mas o trabalho do escandinavo vai além da obra de arte, abrangendo intervenções públicas, projetos arquitetônicos e ativismo. Convencido de que a arte pode ter um impacto poderoso no mundo fora dos museus, Eliasson criou lâmpadas solares para comunidades sem eletricidade, desenvolveu oficinas artísticas para refugiados e requerentes de asilo e criou instalações artísticas para aumentar a conscientização sobre a emergência climática. Em outubro de 2019, foi nomeado Embaixador da Boa Vontade do Programa das Nações Unidas para o Desenvolvimento.