DESCARBONIZAÇÃO: PRINCÍPIOS E AÇÕES REGULATÓRIAS

A caminho de um marco energético sustentável e eficiente

As mudanças climáticas são o maior desafio ecológico atual e a preocupação social a esse respeito aumenta anualmente. O Acordo de Paris de 2015 foi decisivo para passar à ação, uma vez que 195 países aprovaram limitar o aumento da temperatura global em 2ºC no final do século com respeito à era pré-industrial e seguir com os esforços para reduzi-lo até 1,5ºC.

 O compromisso com o clima do grupo Iberdrola

A Iberdrola está firmemente convicta de que a transição para uma economia neutra em carbono até 2050 é possível e que tem um sentido econômico. Além disso, a descarbonização da economia é uma grande oportunidade para criar riqueza, gerar empregos e melhorar a qualidade do ar.

O contexto regulatório é essencial para evoluir - com o menor custo possível - para vetores energéticos e usos finais mais eficientes e livre de emissões, propiciando uma descarbonização eficiente.

A Europa é quem tem incentivado de forma mais decidida a transição energética mundial nos últimos anos, respaldando com objetivos e políticas regulatórias a consecução de uma economia baixa em carbono. O Acordo Verde Europeu (European Green Deal), publicado no final de 2019, é a estratégia da Comissão Europeia para conseguir a neutralidade em carbono até 2050 e melhorar a competitividade, desvinculando o crescimento econômico da utilização de recursos.

Descarbonização eficiente

A descarbonização eficiente é aquela que consegue avançar na neutralidade em carbono com o menor custo possível, propiciando que cada uso final da energia reduza suas emissões utilizando a alternativa mais competitiva.


A eletricidade é o vetor energético que permite uma maior integração das energias renováveis e, por esta razão, é a opção mais eficiente para descarbonizar outros setores econômicos com o menor custo. Além disso, é a única alternativa que melhora a eficiência energética: o princípio básico da descarbonização.


Porém, existem certos usos finais de energia para os quais a eletrificação não é possível ou competitiva. Nestes casos, a redução de emissões requer o uso de combustíveis descarbonizados que se encontram num estado tecnológico inicial e cujo custo ainda é muito elevado.


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Descarbonização do setor elétrico

O primeiro desafio de uma transição energética eficiente é descarbonizar ao máximo o setor elétrico, dado que é o mais favorável para conseguir dita meta de maneira imediata e competitiva, graças à crescente integração das energias renováveis em sua matriz de geração. Para alcançar em torno de 75 % de geração elétrica renovável em 2030, o que exige certas atuações:


  • Impulso às energias renováveis, incentivando os mecanismos competitivos.
  • Desenvolvimento e digitalização da infraestrutura de rede, com um marco regulatório estável e previsível.
  • Estabelecimento de mecanismos de capacidade, que assegurem a firmeza e flexibilidade necessárias ao sistema de forma sustentável.
  • Promoção do armazenamento eficiente, para facilitar a gestão da alta penetração das energias renováveis.

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Eletrificação da economia

O segundo desafio é descarbonizar outros setores da economia com uma maior eletrificação, principalmente o setor de transporte (por meio do veículo elétrico) e o setor de edificação (via bomba de calor elétrica). Para tal, devem ser estabelecidas as bases para a criação de um cenário equilibrado entre as energias:


  • Estipulando uma fiscalidade ambiental homogênea (todas as energias assumem o custo da descarbonização), baseado no princípio de "quem contamina, paga".
  • Eliminando as barreiras à eletrificação, eliminando das tarifas elétricas os custos alheios ao fornecimento e incentivando os usos finais elétricos.

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Descarbonização de outros usos não electrificáveis

Há certos usos do consumo (como o transporte marítimo, a aviação, o transporte pesado ou a indústria de alta temperatura) onde a eletrificação não é possível ou não é competitiva. Nestes casos, será necessário utilizar combustíveis descarbonizados para atingir a neutralidade em carbono. Porém, seu desenvolvimento tecnológico é ainda baixo e seu custo, portanto, muito elevado neste momento.


Estes nichos representam menos de 20 % do consumo energético e das emissões da UE, razão pela qual seu impacto no cômputo total é menor e podem ser descarbonizados mais adiante, quando as tecnologias que requerem sejam mais competitivas.


Para avançar em termos de sua maturidade tecnológica, devemos incentivar a P&D para s soluções limpas, envolvendo a indústria implicada para otimizar a descarbonização de seus processos.


A Iberdrola, que já foi pioneira na aposta nas energias renováveis, desenvolverá um grande projeto de hidrogênio verde (H2 verde) a partir da energia solar fotovoltaica em Puertollano.


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