TIPOS DE INSETOS

Quais tipos de insetos existem e por que há tantos em perigo de extinção?

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O planeta vive a sexta extinção em massa de sua história e tudo indica que os insetos vão ser os mais afetados. De fato, segundo um estudo da revista acadêmica Biological Conservation, seu desaparecimento está ocorrendo em um ritmo oito vezes superior à dos mamíferos, aves ou répteis. O impacto é enorme, uma vez que são essenciais para o funcionamento dos ecossistemas, e conhecê-los é o primeiro passo para protegê-los.

Os ecossistemas naturais estão perfeitamente equilibrados pela rede de interconexões que os formam. Por isso, a introdução de uma espécie invasora ou a extinção de uma espécie pode trazer graves consequências. Portanto, são preocupantes as atuais taxas de perda de biodiversidade no planeta, fenômeno conhecido como a sexta extinção, especialmente no caso dos insetos.

De acordo com um estudo publicado pela revista científica Biological Conservation, mais de 40 % das espécies de insetos estarão sob ameaça de extinção nas próximas décadas. As causas que originam esse problema seriam a agricultura intensiva com agrotóxicos e fertilizantes (46,6 %), os fatores biológicos (16,4 %), a urbanização (10,7 %), o desmatamento (8,8 %), a alteração de rios e áreas úmidas (6,3 %), outros fatores (6,3 %) e, por último, as mudanças climáticas (5 %). Com uma taxa de extinção anual em âmbito mundial oito vezes superior à de mamíferos, répteis ou aves, os insetos poderiam desaparecer em apenas um século se o ritmo atual não mudar.

A IMPORTÂNCIA DOS INSETOS

Os insetos não são meras criaturas minúsculas obcecadas em nos picar ou voar ao redor de nossa comida ou que simplesmente atacam as colheitas e os jardins como pragas, eles trazem inúmeros benefícios para o ser humano e para o planeta:

 Polinização

Quase todas as plantas, tanto as selvagens quanto as cultivadas necessitam dos polinizadores naturais para se reproduzir e os insetos compõem a maior parte desse grupo. Entre os quais, estão as borboletas, besouros, moscas e, especialmente, as abelhas.

 Limpeza e fertilização de solos

Muitos insetos, como os besouros, são necrófagos e se alimentam de animais mortos, exercendo a mesma função que as aves carniceiras, ou seja, eliminam os animais mortos em estado de putrefação evitando que propaguem doenças e devolvem seus nutrientes ao solo.

 Alimentação

Os insetos fazem parte da dieta de muitos animais, também do homem. Grilos, formigas ou gafanhotos, entre outros, são consumidos em determinadas regiões da Ásia, África e América Latina, uma prática que está se espalhando pela Europa e América do Norte. Jim McClelland, futurista sustentável, apontou no SHAPES que o mercado mundial de insetos comestíveis atingirá a cifra de 7,96 milhões de dólares em 2030.

 Economia

Alguns insetos produzem substâncias que deram origem a setores econômicos, tal como a indústria do mel ou da cera. Isso sem falar do bicho-da-seda, que desempenhou um papel-chave na história do comércio mundial.

CARACTERÍSTICAS DOS INSETOS

Os insetos são animais invertebrados que pertencem ao filo dos artrópodes. Quanto à sua origem etimológica, a palavra "inseto" provém do latim "insectum", derivada de "insecãre" —que significa "cortar" ou "fazer uma incisão", devido às marcas em forma de incisão existentes no corpo desses animais —. "Insecãre", além disso, é uma cópia da palavra grega "entomos", a partir da qual surge "entomologia", a ciência que estuda os insetos.

É precisamente o número de segmentos em que está dividido o corpo dos insetos — e seu número de patas — o que os diferencia de outros artrópodes como os aracnídeos ou os crustáceos. O corpo dos insetos está dividido em três seções: cabeça, tórax e abdômen, tudo isso coberto por um exoesqueleto formado por uma substância dura e flexível denominada quitina, que é utilizada para criar materiais inteligentes. Além disso, os insetos se caracterizam por terem duas antenas sensoriais, seis patas e dois pares de asas quando chegam à idade adulta, depois de passarem por uma profunda transformação conhecida como metamorfose.

CLASSIFICAÇÃO DOS INSETOS (TAXONOMIA)

Estima-se que existem 200 milhões de insetos no planeta por cada ser humano. Até agora, a ciência descreveu ao redor de um milhão de espécies diferentes de insetos, embora se acredite que existem muitas mais. Os principais tipos de insetos alados são:

Coleópteros

Habitualmente conhecidos como besouros, as estimativas indicam que deve haver aproximadamente 370.000 espécies e se caracterizam por suas asas em forma de caixa — de onde deriva a palavra "coleóptero" — que protegem um segundo par de asas que são utilizadas para voar.

Dípteros

Existem cerca de 160.000 espécies que abarcam moscas, mosquitos e mutucas. Seu nome deriva do fato de possuírem apenas duas asas e não quatro como a maior parte dos insetos. Como todos já pudemos sentir na própria pele, têm um aparelho bucal adaptado para sugar líquidos (sangue, néctar, etc.).

Himenópteros

Abelhas, vespas e formigas estão incluídas nesta ordem cujo nome deriva de suas asas membranosas. Foram identificados ao redor de 150.000 espécies de himenópteros, algumas delas capazes de formar sociedades complexas.

Lepidópteros

Aqui se reúnem mais de 165.000 espécies de borboletas e traças. Seus traços característicos são suas asas escamosas (que lhes dão seu nome científico), sua complexa metamorfose e sua longa língua enrolada, conhecida como espirotrompa ou tromba em espiral.

Além dessas espécies, também há outros tipos de insetos: os ápteros (não têm asas, como os piolhos e as pulgas), as odonatas (por exemplo, as libélulas e as libelinhas), os ortópteros (gafanhotos e grilos, entre outros) ou os zygentoma (como as traças, que podem surgir nos banheiros das residências pela umidade).