MIGRAÇÕES CLIMÁTICAS

Refugiados pelas mudanças climáticas: uma realidade em ascensão

Cerca de 64 milhões de pessoas no mundo foram obrigadas a se deslocar por conta das mudanças climáticas e, de acordo com o Alto Comissariado das Nações Unidas para Refugiados (ACNUR), este número pode chegar a marca de 1 bilhão nos próximos 50 anos.

Migrações climáticas.

As consequências do aquecimento global provocam importantes movimentos migratórios: conforme revelou o último Relatório Mundial sobre Deslocamento Interno [PDF] (2017), as catástrofes naturais forçam a migração de três vezes mais pessoas do que as que se deslocam por conflitos políticos.

As secas e o avanço da desertificação — assim como a falta de colheitas, as chuvas torrenciais, a alteração das estações e as temperaturas extremas — são apenas alguns dos motivos que desencadeiam esse tipo de migração.

Embora as consequências das mudanças climáticas afetem muitas regiões, há cinco áreas especialmente castigadas, das quais milhões de pessoas são obrigadas a se deslocarem:

Migrações ambientais: uma realidade em escala mundial.#RRSSMigrações ambientais: uma realidade em escala mundial.

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  • A bacia do Amazonas (1): o degelo progressivo das geleiras provoca uma diminuição significativa das reservas de água na planície andina, região que naturalmente já é afetada pela escassez hídrica.
  • O Lago Chade (2): desde 1963, a superfície daquele que foi um dos maiores lagos do planeta sofreu uma redução de mais de 90% devido às mudanças climáticas e à pressão demográfica das últimas décadas.
  • Síria (3): a gravíssima seca de 2007 — que se prolongou por três anos — acabou com a maior parte das colheitas e da pecuária.
  • China (4): os desertos do país aumentaram em mais de 50.000 km2 desde 1975, reduzindo a superfície das colheitas. O país liderava o ranking de migrações associadas aos desastres naturais em 2016, com 7.434.000 refugiados climáticos.
  • Filipinas (5): o clima no país é imprevisível e é uma das regiões mais afetadas por tufões. O Haiyan, um dos mais fortes da história, arrasou o arquipélago em 2013, com ventos de até 378 km/h.

A única solução para a redução das consequências das mudanças climáticas passa por reduzir as emissões de gases de efeito estufa, uma necessidade registrada nos Objetivos de Desenvolvimento Sustentável (ODS) das Nações Unidas (Objetivo 13: Ação pelo clima) e destacada nas últimas Cúpulas do Clima. A aposta nas energias limpas e renováveis é fundamental para conseguirmos a descarbonização da economia e encararmos o grande desafio ambiental que a humanidade enfrenta no século XXI.

 Nosso compromisso com os refugiados

 Podcasts sobre mudanças climáticas (*) Nota

 Política contra mudanças climáticas (*) Nota [PDF]

   

(*) Disponível na versão em espanhol.