Segurança alimentar
A importância da segurança alimentar: quais fatores a colocam em risco?
O combate contra a fome é um desafio global. É o que determina a própria Organização das Nações Unidas (ONU) nos seus Objetivos de Desenvolvimento Sustentável (ODS). O ODS 2, que tem como título “Erradicar a fome”, defende o fim de todas as formas da fome e desnutrição até 2030, especialmente aquela que afeta a infância, destacando a importância da agricultura sustentável. Tal como alerta a Organização das Nações Unidas para a Agricultura e a Alimentação (FAO), ocorrem situações paradoxais no mundo. Um exemplo disso é que, nos últimos anos, aumentou a fome de forma paralela com outras formas de má nutrição, como é o caso da obesidade.
O que é a segurança alimentar?
O conceito de segurança alimentar nasceu na década de 70. Sua evolução, até a definição atual, incluiu diferentes variáveis econômicas e socioculturais. Conforme a FAO, em uma definição estabelecida na Conferência Mundial da Alimentação (CMA) de Roma em 1996, a segurança alimentar ocorre quando todas as pessoas têm acesso físico, social e econômico permanente a alimentos seguros, nutritivos e em quantidade suficiente para satisfazer suas necessidades nutricionais e preferências alimentares, tendo assim uma vida ativa e saudável.
Causas da insegurança alimentar: desafios e ameaças
Conforme a ONU, atualmente, uma de cada nove pessoas no mundo está subalimentada — no total: 815 milhões de pessoas —. Se não forem tomadas medidas, a previsão é que este número chegue a dois bilhões de pessoas em 2050. Como chegamos nessa situação? São várias as causas. A seguir, repassamos as principais: degradação dos solos, escassez de água, poluição atmosférica, mudanças climáticas, explosão demográfica, crises econômicas e problemas de governança.
Importância da segurança alimentar (fundamentos)
De acordo com o relatório O Estado da Segurança Alimentar e Nutrição no Mundo 2025 da FAO, estima-se que cerca de 673 milhões de pessoas passaram fome em 2024, o que representa 8,2% da população mundial. Esses dados comprovam que a segurança alimentar, apesar de não afetar a todos da mesma forma, é um problema global. Os fundamentos que nos permitem estabelecer os níveis de segurança alimentar são os seguintes:
ODS 2: Erradicar a fome
A Iberdrola promove a doação de alimentos e bens de primeira necessidade através de seus colaboradores.
Alimentos do futuro
O que vamos comer em 2050? Saúde e sustentabilidade caminharão juntas para uma alimentação mais saudável
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O que é o Índice de Desenvolvimento Humano e por que se reduziu pela primeira vez desde 1990?
Iberdrola e seu compromisso com os Direitos Humanos
Na Iberdrola, estamos comprometidos com a promoção e a consecução dos direitos humanos, com a ambição de ajudar a conseguir um mundo mais sustentável.
Tipos e exemplos de insegurança almentar
A utilização biológica dos alimentos, que vincula estado nutricional e estado de saúde, proporciona a definição aceita de insegurança alimentar, ou seja, a ingestão insuficiente de alimentos, quer seja transitória — em épocas de crise —, estacional — campanhas agrícolas — ou crônica — quando é contínua —. Em 2013, a FAO implementou o projeto Voices of the Hungry e estabeleceu uma Escala de Experiência de Insegurança Alimentar (FIES) que mede o acesso das pessoas ou das moradias aos alimentos. Os níveis são os seguintes:
- Insegurança alimentar leve. Ocorre quando existe incerteza sobre a capacidade para conseguir alimentos.
- Insegurança alimentar moderada. Quando a qualidade dos alimentos e sua variedade está comprometida, a quantidade ingerida se reduz de forma drástica ou ainda, diretamente, determinadas refeições não são realizadas.
- Insegurança alimentar grave. Atinge-se este ponto quando não são consumidos alimentos durante um dia inteiro ou mais.
A insegurança alimentar, como é lógico, tem efeitos muito nocivos para a saúde, especialmente entre as crianças. Desde a morte por diarreia — é a segunda maior causa de falecimento em crianças menores de cinco anos conforme a OMS — até a redução do rendimento escolar ou atrasos no crescimento.
Nos últimos anos, fatores como a crise climática, os conflitos armados, o endividamento de países vulneráveis e a inflação nos preços dos alimentos fizeram com que esse problema afetasse tanto os países desenvolvidos, que sofrem com o encarecimento dos produtos básicos e a volatilidade dos mercados, quanto os países que já sofriam de insegurança alimentar crônica, onde os impactos se agravam e as crises se prolongam.



