Central hidrelétrica de bombeamento

Você sabe para que servem as centrais hidrelétricas de bombeamento?

Agua Energia hidrelétrica Armazenamento energético

Sua principal missão consiste em armazenar água nos momentos de menor demanda e aproveitá-la para gerar energia nas horas de maior consumo. A maior usina hidrelétrica de bombeamento de toda a Europa é La Muela II, colocada em funcionamento pela Iberdrola no rio Júcar, no município de Cortes de Pallás, em Valência, com uma potência de 1316,8 MW de bombeamento.  Além disso, em 2024, a Iberdrola concluiu a construção do Sistema Eletroprodutor do Tâmega, no norte de Portugal, com uma potência de geração de 1.158 MW e 866 MW de bombeamento. 

A tecnologia hidrelétrica de bombeamento é atualmente o sistema mais eficiente para o armazenamento de energia em grande escala. É mais rentável e proporciona estabilidade, segurança e sustentabilidade ao sistema elétrico, uma vez que gera uma grande quantidade de energia com um tempo de resposta muito rápido e sem gerar qualquer tipo de emissão para a atmosfera. 

Mas, antes de tudo, o que é o armazenamento de energia? O conceito se refere à captura e retenção de energia para sua posterior liberação e uso, um processo fundamental na transição energética de um sistema centrado em combustíveis fósseis para um modelo elétrico baseado em energias limpas. Para isso, utilizamos o armazenamento em grande escala, como as usinas hidrelétricas reversíveis mencionadas anteriormente, e o armazenamento em pequena escala, por meio de pilhas ou baterias de íon de lítio, tecnologias essenciais para proporcionar flexibilidade aos mercados elétricos. 

Em relação ao sistema por bombeamento, a Iberdrola é líder em armazenamento de energia com uma potência instalada de 4,2 GW usando esse tipo de tecnologia, o método de armazenamento de energia mais eficiente atualmente, uma vez que não gera nenhum tipo de emissão poluente na atmosfera e apresenta um desempenho muito superior se comparado ao das melhores baterias do mercado.

Central hidroeléctrica de bombeo

Como funciona uma central hidrelétrica de bombeamento?

As usinas hidrelétricas de bombeamento contam com dois reservatórios a diferentes alturas, o que permite armazenar água aproveitando os momentos em que a demanda de energia é menor do que a oferta de geração renovável. A seguir, clique em cada um dos títulos para saber como funciona esse tipo de instalação:

Ilustração de nuvens se movendo lentamente
Ilustração sobre o excesso de energia renovável
Ilustração do bombeamento de água
Ilustração da regulação do sistema hidráulico
Ilustração do armazenamento no reservatório superior
Ilustração mostrando o processo completo de geração de energia

Excesso de energia renovável

Quando a geração de energia renovável não gerenciável (como a solar fotovoltaica ou a eólica, que precisam ser consumida quando são produzidas) é superior à demanda elétrica, a usina reversível entra em operação para aproveitar essa energia excedente.

Bombeamento de água

Com a ajuda de bombas hidráulicas, a água armazenada no reservatório inferior é levada ao reservatório superior, através de uma tubulação forçada e uma galeria de adução.

Regulação do sistema hidráulico

Para controlar a pressão da água durante o bombeamento e evitar sobrepressões, algumas usinas contam com uma chaminé de equilíbrio ou sistemas de válvulas reguladoras.

Armazenamento no reservatório superior

A água bombeada se acumula no reservatório superior, que funciona como um “grande depósito de energia potencial”, pronto para ser utilizado quando for necessário gerar eletricidade.

Pronto para gerar energia

Uma vez que a água está armazenada, a usina pode permanecer parada até que o sistema elétrico demande de mais energia. Nesse momento, o fluxo é invertido e a instalação passa a funcionar como uma usina hidrelétrica convencional.

Por que as centrais hidrelétricas de bombeamento são tão importantes?

Grandes exemplos de hidrelétricas de bombeamento

La Muela II

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Comunidade Autônoma: Comunidade Valenciana

Província: Valência

Localidade: Cortes de Pallás

A maior central hidrelétrica de bombeamento da Europa é La Muela II, localizada no reservatório de Cortes de Pallás, na margem direita do rio Júcar.

Sua capacidade instalada alcança 853,6 megawatts (MW) de potência nominal em turbinagem e 767,8 MW em bombeamento — suficiente para atender ao consumo elétrico de quase 200 mil residências —, duplicando assim a capacidade de geração do complexo Cortes-La Muela para quase 1.500 MW, volume equivalente à demanda anual de quase 400 mil famílias.

A usina conta com quatro grupos de turbinas reversíveis, instaladas dentro de uma caverna, que permitem aproveitar o desnível de mais de 500 metros existente entre o depósito artificial de La Muela e a represa de Cortes de Pallás para produzir energia elétrica.

Capacidade instalada de bombeamento: 767,8 MW

Fotografia do Embalse de Cortes de Pallás

Embalse de Cortes de Pallás

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Villarino

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Comunidade Autônoma: Castela e Leão

Província: Salamanca

Localidade: Villarino de los Aires

A usina de Villarino desempenha um papel fundamental com seus 810 MW de potência nominal em turbinagem e seus 726 MW de bombeamento. Esta central gera energia hidrelétrica renovável e limpa para abastecer quase meio milhão de residências. O empreendimento aproveita o desnível de quase 400 metros entre o reservatório de Almendra, o terceiro maior da Espanha, e a central, ambos localizados na província de Salamanca.

Capacidade instalada de bombeamento: 726 MW

Fotografia da Presa de Almendra

Presa de Almendra

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Conso

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Comunidade Autônoma: Ourense

Província: Galicia

Localidade: Vilariño de Conso

Na margem esquerda do reservatório de Las Portas, no município de Villarino de Conso, em Ourense, está situada a usina de Conso, com 228 MW de potência nominal em turbinagem e 207 MW de bombeamento. Esta central funciona turbinando ou bombeando a água de um reservatório superior, o de Las Portas, para um reservatório inferior, o de Bao. Entre eles existe um desnível de 230 metros.

Capacidade instalada de bombeamento: 207 MW

Fotografia do Embalse de Las Portas

Embalse de Las Portas

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Tâmega

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País: Portugal

Localização: Río Tâmega (norte de Portugal)

Outra das grandes iniciativas de bombeamento do grupo espanhol é o Sistema Eletroprodutor do Tâmega, formado por três novas centrais no rio de mesmo nome, um afluente do Douro localizado no norte de Portugal, perto do Porto. Gouvães e Daivões entraram em operação no início de 2022, enquanto Alto Tâmega está operacional desde 2024.

As três centrais somam uma capacidade instalada de 1.158 MW, o que representa um aumento de 6% da potência elétrica total instalada no país. A central de Gouvães é a que dispõe de capacidade de bombeamento, com uma potência de 880 MW. O complexo é capaz de produzir 1.766 GWh por ano, o suficiente para atender às necessidades energéticas dos municípios vizinhos e das cidades de Braga e Guimarães — o equivalente ao consumo de aproximadamente 440 mil residências —.

Capacidade instalada de bombeamento: 207 MW

Fotografia do Embalse de Las Portas

Embalse de Las Portas

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Aldea II

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Comunidade Autônoma: Castela e Leão

Província: Salamanca

Localidade: Aldeadávila de la Ribera

A usina de Aldea II está localizada no município de Aldeadávila de la Ribera, na província de Zamora, e tem 421 megawatts (MW) de potência nominal em turbinagem e 400 MW em bombeamento. Possui dois grupos de turbinas reversíveis em caverna que bombeiam a água da represa de Saucelle para o reservatório de Aldeadávila, com um desnível entre elas de mais de 110 metros.

Capacidade instalada de bombeamento: 400 MW

Fotografia do Embalse de Aldeadávila

Embalse de Aldeadávila

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Reforçamos nosso compromisso com o bombeamento

O armazenamento eficiente é um pilar fundamental para o processo estratégico de estabilização dos preços no mercado e para a prevenção da volatilidade nas margens. Na Iberdrola, somos líderes em tecnologia de bombeamento e, através do nosso novo Plano Estratégico 2025-2028, pretendemos reforçar essa posição com um investimento de 1,5 bilhão de euros na área de armazenamento. 

Com isso, queremos alcançar, até 2026, 120 milhões de kWh de capacidade de armazenamento por meio de bombeamento — um aumento de 20% — e atingir um portfólio total de 150 milhões de kWh. Trata-se de um grande avanço para dar maior estabilidade ao sistema elétrico, acompanhado pelo crescimento das redes inteligentes, das energias renováveis gerenciáveis e da hibridização. 

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