PROJETO TÂMEGA

O Tâmega, uma das iniciativas mais importantes da história de Portugal no setor da energia

Este projeto emblemático do grupo Iberdrola envolve a construção de três novas usinas hidrelétricas (Gouvães, Daivões e Alto Tâmega), que serão instaladas no Rio Tâmega e demandam investimentos de mais de 1,5 bilhão de euros.

Localização
Rio Tâmega, norte de Portugal

Capacidade total instalada
1.158 MW

Produção energética
1.766 GWh por ano

Investimento no projeto
Mais de 1,5 bilhão de euros

Entrada em operação
Totalidade do complexo em 2023

Investimento do Plano de Ação
Sociocultural e Ambiental
50 milhões de euros

Criação de empregos
13.500 empregos diretos e indiretos

Projeto
Tâmega

O proyecto Támega envolve a construção de três novas usinas: Gouvães, Daivões e Alto Tâmega, que serão instaladas no Rio Tâmega, um afluente do Douro, que fica na região norte de Portugal, perto do Porto. As três usinas terão, juntas, capacidade instalada de 1.158 MW, o que representará um aumento de 6% da potência elétrica total instalada no país. O complexo será capaz de produzir 1.766 GWh por ano, suficiente para suprir as necessidades energéticas dos municípios vizinhos e das cidades de Braga e Guimarães (440.000 residências).

O projeto Tâmega, que envolverá investimentos de mais de 1,5 bilhão de euros, conta com o financiamento do Banco Europeu de Investimentos (BEI). Em julho, a entidade entregou à Iberdrola 500 milhões de euros, correspondentes ao total dos 650 aprovados para o financiamento desse desenvolvimento. Atualmente, 23% do financiamento do grupo é no formato conhecido por “financiamento verde”.

O projeto vai acabar com a emissão de 1,2 bilhão de toneladas de CO2 por ano e diversificar as fontes de produção, evitando a importação de mais de 160 mil toneladas de petróleo por ano. Além disso, fomentará a atividade econômica e o emprego na região, já que durante toda a fase de construção está prevista a criação de 13.500 postos de trabalho, entre empregos diretos e indiretos. Na fase de operação, serão contratadas várias centenas de pessoas.

A previsão é que Gouvães esteja em operação em 2021; Daivões, em 2022, e Alto Tâmega, em 2023.

PROGRESO DE LAS OBRAS DE CONSTRUCCIÓN

A construção das três novas barragens e usinas hidrelétricas, incluindo uma usina de bombeamento, continua em bom ritmo, cumprindo o cronograma estabelecido no início do projeto. Com 40% da obra já concluída, o complexo deverá estar totalmente finalizado em 2023 — tal como estava previsto —, nove anos após o início da construção.

Em Gouvães, já está em andamento a montagem dos quatro grupos geradores, que somarão potência total de 880 MW e ficarão instalados em uma caverna subterrânea com volume de água que equivale a 25 piscinas olímpicas. A usina será reversível, ou seja, será possível armazenar a água da barragem de Daivões na de Gouvães, aproveitando os mais de 650 metros de diferença de altura entre as duas. Isso significa que será possível bombear a energia quando houver excesso de produção e recuperá-la quando for necessário. Sua capacidade de armazenamento permitirá o fornecimento contínuo de energia para a área metropolitana do Porto durante 24 horas.

A pedreira de Gouvães já está em exploração e produz agregados para serem utilizados exclusivamente no concreto do Complexo Hidrelétrico do Tâmega — entre eles, os necessários para a construção das barragens —. Nesta pedreira está prevista a produção de mais de 2 milhões de toneladas de agregados, o equivalente ao peso de 5.000 Boeings 747 equipados e com passageiros.

Em paralelo, a construção de Daivões avança de acordo com o previsto. Em abril, foram iniciadas as obras de concretagem da barragem. Nessa construção — que será prolongada por aproximadamente um ano — serão utilizados aproximadamente 242.000 m2 de concreto.

Para isso, está sendo utilizada uma instalação de concretagem com capacidade de produção de 200 m³/h e equipada com dois elevadores, que são usados como sistemas de transporte e fixação do concreto. Os elevadores são operados por meio de cabos suspensos apoiados nas margens em níveis mais elevados. Os trabalhos de concretagem começaram após a escavação das fundações da barragem e, no decurso das obras, que duraram mais de 13 meses, foram retirados aproximadamente 136.000 m3 de rocha.

ENERGIA HIDRELÉTRICA: RENOVÁVEL E NATIVA

A empresa é líder em armazenamento de energia tem potência instalada de 4.400 MW por meio de uma tecnologia de bombeamento, que é atualmente o método de armazenamento energético mais eficiente, uma vez que não gera nenhum tipo de emissão poluente para a atmosfera e apresenta um desempenho muito superior em relação ao das melhores baterias do mercado.

Usinas hidrelétricas como a do Tâmega representam uma proteção para o sistema elétrico. A maior instalação com essas características na Europa é o complexo de Cortes-La Muela, em Valência.

PLANO DE AÇÃO SOCIOCULTURAL E AMBIENTAL

  • Projeto Tâmega

    O Plano, desenvolvido no contexto do projeto Tâmega e assinado por diferentes Prefeituras envolvidas, envolve um valor recorde de mais de 50 milhões de euros para o desenvolvimento econômico, social e cultural da região do Alto Tâmega.

    O objetivo do programa é contribuir para o desenvolvimento da região e melhorar as condições de vida da população — está previsto que durante a execução do complexo sejam criados 3.500 empregos diretos e 10.000 indiretos —, assim como preservar, do ponto de vista ambiental, o entorno do projeto. As ações planejadas serão realizadas nos municípios de Ribeira de Pena, Vila Pouca de Aguiar, Cabeceiras de Basto, Boticas, Chaves, Valpaços e Montalegre.

    Um exemplo disso é a região de Boticas, onde a Iberdrola participou do desenvolvimento do Boticas Parque - Natureza e Biodiversidade, com a construção de alojamentos para visitantes e a promoção de ações de compensação para a flora e fauna da região.

    Parque Boticas, Naturaleza y Biodiversidad.

    Parque Boticas, Natureza e Biodiversidade.

    A empresa vai realizar este tipo de ação de compensação da flora e fauna locais tanto em Boticas quanto em Cabeceiras de Basto, Ribeira de Pena, Vila Pouca de Aguiar e Chaves, com as assinaturas dos respectivos protocolos de colaboração. Entre as ações previstas, destacam-se: a gestão, recuperação e conservação de populações florestais de espécies nativas, a recuperação de florestas de ribeira, além de melhorar a conectividade dos cursos fluviais, a plantação de sobreiros e os ecossistemas aquáticos.

    Além desses projetos, a Iberdrola financia outras atividades como a melhoria das redes de saneamento e abastecimento público, a otimização de instalações esportivas, o reforço das equipes de bombeiros, as novas áreas recreativas etc. A empresa também cofinanciou a construção de novas e emblemáticas instalações na região, tais como o Alvão Village de Camping, o Centro Hípico de Pedras Salgadas ou o Balneário Pedagógico de Vidago.

    Com esse tipo de iniciativa, a Iberdrola consolida seu compromisso com a sustentabilidade e a responsabilidade social.

  • Projeto Tresminas

    Complexo mineiro romano de Tresminas, Portugal. Locución del vídeo (versão em espanhol) [PDF]

    Como parte da construção do grande Complexo Hidrelétrico do Tâmega, a Iberdrola também promoveu uma visita à jazida mineira de ouro romano de Tresminas, projeto que se enquadra nas ações de compensação realizadas pela empresa de acordo com o estabelecido na Declaração de Impacto Ambiental.

    Com investimentos de 1,84 milhão de euros no Complexo mineiro de Tresminas, a Iberdrola demonstra seu compromisso com o desenvolvimento econômico, social, cultural e ambiental das comunidades onde está presente. A empresa colabora também com a Prefeitura de Vila Pouca de Aguiar e a Direção Regional de Cultura do Norte de Portugal, na valorização histórica, patrimonial e arqueológica da região. O investimento foi iniciado em 2016 e tem duração prevista até 2023.

    A empresa destinou, entre 2016 e final de 2018, cerca de 850.000 euros que, ao longo deste ano, vão ser investidos em ações como:

    • O financiamento da equipe técnica.
    • A continuação dos estudos históricos, geológicos e de fauna e flora de Tresminas.
    • A aquisição de equipamento para limpeza, desobstrução e/ou visitas às minas.
    • A construção do edifício de apoio e estruturas e equipamentos de apoio para a circulação nas minas.

    TRESMINAS, UMA DAS MAIORES EXPLORAÇÕES DE OURO

    O Complexo Mineiro Romano de Tresminas foi, durante a época romana, uma das maiores explorações de ouro em jazida primária do conventus bracaraugustanus e um dos mais significativos do noroeste peninsular: estima-se que, entre os séculos I e III d.C., foram aproveitadas em Tresminas cerca de 25 toneladas de ouro puro, o que contribuiu para retirada de milhões de toneladas de rocha a partir da escavação de minas a céu aberto.

    A Iberdrola se compromete, com esta iniciativa, para preservar o patrimônio local e nacional da região de Tresminas, assim como para divulgar a importância arqueológica e histórica desse complexo mineiro e impulsionar o turismo na região.

    O investimento realizado pela empresa permite a execução de uma série de ações que beneficiam o Complexo Mineiro de Tresminas, possibilitando sua futura declaração como Parque Arqueológico, o que preservará a paisagem da região e os materiais associados à exploração mineira romana.

    Tresminas faz parte de um dos pilares estratégicos em termos de turismo cultural do Município de Vila Pouca de Aguiar. Os esforços realizados — tanto em âmbito local quanto regional — durante os últimos meses, após a valorização patrimonial e turística de Tresminas, já resultaram em um aumento no número de visitantes à região.

    ALTO TÂMEGA, CANDIDATO A PATRIMÔNIO DA HUMANIDADE

    De fato, esses resultados foram apoiados pela atividade em parceria transfronteiriça com a Las Médulas, que desde 1997 é Patrimônio Mundial da UNESCO e uma das mais importantes e reconhecidas minas romanas da região de El Bierzo, na Espanha. A candidatura é feita de forma conjunta, em um projeto cultural comum, que tem como objetivo valorizar o legado mineiro romano na Península Ibérica. No ano de 2017, o protocolo de cooperação entre o Município de Vila Pouca de Aguiar e a Fundação Las Médulas foi apoiado por entidades como a Direção Regional de Cultura do Norte e a Direção Geral do Patrimônio Cultural da Junta de Castela e Leão. A aliança visa fortalecer ainda mais a candidatura dessa região de Portugal como Patrimônio da Humanidade da UNESCO.