Pás
A estrutura mais utilizada – e a escolhida pela Iberdrola – é aquela que possui três pás que se movem em torno de um eixo horizontal. Cada uma delas gira graças à força do vento, transformando a energia cinética em energia mecânica.
Eficiência energética Eólica onshore
A energia eólica onshore, uma fonte limpa e inesgotável que vem sendo utilizada há séculos, representa uma de nossas principais apostas sustentáveis para o futuro, mas ainda há muito desconhecimento sobre o seu funcionamento. Para resolver esta questão, apresentamos 10 termos relevantes para entender como ela funciona e conhecer em detalhe cada uma de suas partes.

O uso da força do vento remonta ao antigo Egito com os primeiros veleiros, que aproveitavam esse recurso natural inesgotável para se deslocarem ao longo do rio Nilo. Milhares de anos se passaram até os dias atuais, e o vento ainda é uma importante fonte de geração de energia: hoje em dia, a energia eólica onshore representa uma das principais apostas sustentáveis para o futuro. E para aproveitar ao máximo o potencial dessas correntes de ar, surgem os parques eólicos com dezenas de aerogeradores que são capazes de fornecer energia 100% limpa a milhares de casas.
Para entender melhor como funciona essa fonte de energia tão importante para a transição energética para a evolução rumo a um modelo energético sustentável, é necessário conhecer a fundo cada um de seus componentes. A seguir, vamos analisara Analisamos os 10 termos mais relevantes da energia eólica onshore para descobrir, por exemplo, o que é uma nacele ou qual é a função de uma caixa multiplicadora.
Este talvez seja a principal palavra na lista dos 10 termos mais relevantes da energia eólica onshore. Um aerogerador ou turbina eólica é um dispositivo capaz de converter a energia cinética do vento em energia elétrica. São considerados os gigantes da energia renovável onshore, já que podem atingir uma altura total de mais de 250 metros até a ponta da pá, seu ponto mais alto. Quando são instalados juntos, compõem o que é conhecido como parque eólico.
Como seu nome sugere, a torre é a estrutura vertical, geralmente em forma troncocônica, na qual o rotor e a nacele são fixados. Esse componente do aerogerador costuma ter uma altura entre 80 e 160 metros, embora os modelos de maior porte possam alcançar ou superar os 180-200 metros. Sua estrutura é projetada para suportar as cargas geradas pelo vento e sustentar a nacele e o rotor, com pesos que podem variar entre 100 e 300 toneladas nos aerogeradores terrestres de maior porte, o equivalente aproximado ao peso de várias dezenas de elefantes adultos. A escolha do material do qual a torre é feita é fundamental para seu bom funcionamento, sendo as estruturas de aço as mais comuns, embora as torres híbridas (uma mistura de aço e concreto) ou de concreto estejam se tornando cada vez mais comuns.
Além disso, pode ser equipada com um sistema de iluminação e contar com cores apropriadas para que seja mais visível ao tráfego aéreo.
O cubo é o elemento que conecta as três pás giratórias e o eixo principal. Uma vez que as pás são movidas pela força do vento, este elemento é responsável por transmitir a energia mecânica para o interior da nacele, especificamente para a caixa multiplicadora.
Unidas à turbina através do cubo, as pás desempenham um papel fundamental na geração de energia limpa e podem chegar a ter entre 40 e 85 metros de comprimento. Elas suportam toda a força do vento, que as faz girar a velocidades que variam de cerca de 3-4 m/s a aproximadamente 25 m/s. Isso somente é possível graças à sua forma aerodinâmica que maximiza sua capacidade de absorver a energia eólica. A maioria das pás são feitas de resina de poliéster ou epóxi reforçada com fibra de vidro, embora também possam conter fibra de carbono ou aramida (Kevlar).
Além disso, elas podem ser equipadas com um sistema de iluminação e coloração para torná-las visíveis ao tráfego aéreo.
O rotor é conhecido como a parte giratória da turbina. Contém as três pás de uma turbina eólica e o cubo, que é a estrutura central que conecta cada uma das pás. Sua função é a de capturar a energia cinética do vento e transformá-la em energia mecânica rotacional do eixo, que é então conectada à caixa multiplicadora. Esta capacidade de transformação é limitada a 59% (limite de Betz). A potência máxima que uma turbina eólica pode produzir depende de seu tamanho.
A estrutura mais utilizada – e a escolhida pela Iberdrola – é aquela que possui três pás que se movem em torno de um eixo horizontal. Cada uma delas gira graças à força do vento, transformando a energia cinética em energia mecânica.
Serve de suporte para o rotor e a nacele, de forma que estejam a uma altura suficiente para captar ventos mais fortes e constantes. Pode ser feito de aço, concreto ou uma combinação de ambos.
Estrutura de fundação de concreto que sustenta todo o aerogerador. No caso das turbinas offshore, as fundações podem estar submersas.
Composto pelas pás e pelo cubo. É a parte responsável por capturar a energia cinética do vento.
Compartimento localizado no topo da torre que abriga todos os componentes mecânicos e elétricos, incluindo o gerador, a caixa de engrenagens e o sistema de controle.
Componente central do rotor ao qual as pás estão fixadas. Transmite a energia mecânica gerada pelo movimento das pás para o eixo de baixa velocidade.
Conecta o rotor à caixa de engrenagens e gira na mesma velocidade que o rotor.
Aumenta a velocidade de rotação do eixo de baixa velocidade e a transfere para o eixo de alta velocidade.
Conecte a caixa de engrenagens ao gerador e gira em uma velocidade que permite o funcionamento do gerador.
Converte a energia mecânica em energia elétrica. Seu formato pode variar dependendo do tipo de turbina eólica.
Permite monitorar e regular o aerogerador para otimizar a produção de energia e garantir a segurança. Inclui uma série de sensores que coletam e enviam dados por meio de uma linha de comunicação.
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Também conhecida como gôndola, refere-se à estrutura da parte superior da torre que abriga todos os componentes internos, como o sistema de transmissão e o gerador de eletricidade. Existem principalmente para proteger esses elementos das condições climáticas externas.
Além disso, elas podem ser equipadas com um sistema de iluminação e coloração para torná-las visíveis ao tráfego aéreo.
A caixa multiplicadora é um componente localizado dentro da nacele do aerogerador que conecta o rotor ao gerador elétrico por meio do eixo principal. Sua função é aumentar a velocidade de rotação produzida pelas pás, que normalmente fica entre 10 e 40 rotações por minuto, até a velocidade que o gerador necessita para produzir eletricidade, cerca de 1.500-1.800 rotações por minuto.
Para isso, utiliza um sistema de engrenagens que aumenta a velocidade de rotação antes que o movimento chegue ao gerador, onde a energia mecânica do giro é transformada em energia elétrica. Nem todos os aerogeradores possuem multiplicador: alguns modelos utilizam tecnologias diferentes, como geradores de acionamento direto, que permitem dispensar esse componente.
O gerador elétrico é o componente do aerogerador responsável por transformar a energia mecânica do movimento das pás em energia elétrica. Para isso, utiliza um sistema formado por ímãs e materiais condutores que, ao interagir com o giro do eixo, geram uma corrente elétrica. Existem diferentes tipos de geradores. A maioria dos aerogeradores utiliza geradores assíncronos, embora alguns modelos incorporem geradores síncronos, uma tecnologia alternativa que permite adaptar o funcionamento do sistema às necessidades de cada turbina.
A energia elétrica produzida no gerador precisa ser adaptada às condições da rede elétrica à qual a turbina eólica está conectada por meio de um conversor. Este é um dos processos anteriores ao transporte da eletricidade gerada pelo vento para uma subestação, e de lá para locais de consumo, como residências.
Toda turbina eólica em um parque eólico onshore precisa transmitir as cargas para o solo/terreno. O elemento que garante esta função é a fundação. Feito de concreto armado, a fundação fornece adicionalmente uma alta capacidade de estabilização para o aerogerador como um todo graças ao seu próprio peso. Atualmente, suas dimensões da planta baixa estão em torno de 20-25 metros. A torre é fixada à fundação por meio de conectores (parafusos) de aço.
Além dos principais componentes do aerogerador, existem outros sistemas e conceitos fundamentais que explicam como é possível otimizar o funcionamento, melhorar a eficiência e garantir a geração de energia eólica durante toda a vida útil das instalações.
Na Iberdrola, estamos comprometidos com as energias renováveis há mais de duas décadas como um pilar fundamental sobre o qual construir nosso modelo de negócios seguro, limpo e competitivo. Graças a essa visão, hoje somos líderes mundiais em energias renováveis, alcançando 45.830 MW de energia renovável em operação no final do primeiro semestre de 2026.
Esse compromisso se traduz nos 21 bilhões de euros que nosso Plano Estratégico 2025-2028 destina às áreas de Renováveis e Clientes, dedicando 38% desse montante à energia eólica offshore, 24% à energia eólica onshore, 10% à energia solar fotovoltaica e outros 10% ao armazenamento de energia.