2007
Conclusão da integração entre a Iberdrola e a ScottishPower. Com isso, o Grupo se torna a terceira maior empresa de energia elétrica da Europa.
Marcos destacados deste período
2007
2007
Conclusão da integração entre a Iberdrola e a ScottishPower. Com isso, o Grupo se torna a terceira maior empresa de energia elétrica da Europa.
2007
A Iberdrola entra no mercado americano concluindo a integração da Iberdrola e da Energy East.
2011
A Iberdrola e a QIA (Qatar Investment Authority) firmam uma aliança estratégica.
2014
Conclusão do primeiro parque eólico offshore da Iberdrola no mar da Irlanda (Reino Unido), o West of Duddon Sands, com 389 MW de potência.
2015
Nasce a Avangrid a partir da integração amistosa entre a Iberdrola USA e a UIL Holdings Corporation; a nova empresa passa a ser listada na Bolsa de Valores de Nova York.
2018
A Iberdrola, por meio da ScottishPower, sua subsidiária no Reino Unido, coloca em operação Western Link, o projeto de cabos elétricos submarinos mais longo do mundo.
2021
A Iberdrola estabelece na Espanha seu centro global de inovação em redes inteligentes para impulsionar a eletrificação: o Global Smart Grid Innovation Hub, e inaugura o Campus de Inovação e Formação da Iberdrola em San Agustín del Guadalix (Madri) com a presença de S.M. o Rei Felipe VI.
2022
A Iberdrola inaugura a Gigabateria do Tâmega, em Portugal, o maior projeto de energia limpa da história do país, com 1.158 MW, após investimento superior a 1,5 bilhão de euros.
2024
A Iberdrola adquire a distribuidora ENW por 5 bilhões de euros, tornando-se a segunda maior operadora de redes elétricas no Reino Unido.
2025
Pedro Azagra é nomeado novo CEO do Grupo Iberdrola, após ocupar o cargo de CEO da Avangrid, subsidiária da Iberdrola nos Estados Unidos.
2025
A Iberdrola realiza ampliação de capital de 5 bilhões de euros.
2025
A Iberdrola apresenta seu Plano Estratégico 2025-2028, com investimentos recorde de 58 bilhões de euros.
2025
Colaboradores no parque eólico de Maranchón (2009).
A crise econômica mundial que eclodiu em 2008 provocou uma queda na demanda energética, mas também abriu caminho para avanços significativos em eficiência energética, consolidando as renováveis como uma alternativa viável para todos os perfis de consumidores.
O paradigma energético está em transformação e é neste momento que as principais fontes de energia que sustentam o planeta passam a ser questionadas. A demanda não para de aumentar, especialmente a de eletricidade, e a luta contra os efeitos das mudanças climáticas ocupa a agenda de Estados e organizações em nível global.
O setor energético precisa enfrentar uma mudança para poder atender às necessidades deste novo período, mais exigente. Isso requer importantes investimentos para garantir a segurança do fornecimento, a competitividade e a sustentabilidade da energia produzida. As fontes renováveis se consolidam como elemento central dessa nova era da energia e da eletricidade, embora ainda existam muitos desafios em torno delas.
A Iberdrola, fiel ao seu compromisso com os seus clientes, aposta de forma decidida na geração de energia limpa, com especial destaque para a eólica onshore e offshore. Em 2016, a empresa se consolida como a maior produtora de energia renovável entre as empresas de serviços públicos europeias e líder mundial em capacidade instalada de energia eólica onshore. Ciente da complexidade do cenário, a companhia também investe no desenvolvimento de redes inteligentes, no armazenamento de energia e na criação de produtos e serviços inovadores para que toda essa eletricidade de origem renovável chegue a seus clientes.
A história mundial recente ficará marcada por dois grandes acontecimentos: a pandemia provocada pela COVID-19, em 2020, e o conflito entre a Ucrânia e a Rússia, iniciado em 2022. Ambos os eventos tiveram profundos impactos sociais e econômicos que afetaram diretamente o setor energético. O primeiro porque evidenciou a melhora nos indicadores ambientais como consequência direta da redução das emissões de CO₂. O segundo porque ressaltou a importância da soberania e da segurança energética, especialmente em regiões altamente dependentes da importação de matérias-primas como o gás. Na Europa, os efeitos foram sentidos de forma mais direta, principalmente no setor energético, que voltou a ser pressionado a se transformar e a se adaptar a uma nova realidade.
Frente a essa realidade, o setor energético passou a se estruturar com base em três pilares fundamentais: o avanço tecnológico em todas as camadas do negócio; a descarbonização, com a transição de um modelo baseado em combustíveis fósseis para outro impulsionado por fontes renováveis; e a eletrificação da demanda, associada a uma maior conectividade com os clientes. Com isso, os consumidores particulares, comerciais e industriais se tornaram mais dependentes da eletricidade e estão mais conscientes do que nunca da necessidade de contar com um sistema seguro, eficiente e resiliente.
O Grupo, atento à evolução do setor, reforçou o foco em três áreas de atuação: redes, geração elétrica e renováveis. Para alcançar seus objetivos, apoia-se em pilares estratégicos como a diversificação geográfica, a eletrificação da economia, a melhoria da eficiência, a otimização da carteira de ativos e, finalmente, a inovação para continuar na vanguarda das necessidades do setor e da sociedade.
Ignacio S. Galán torna-se presidente executivo da Iberdrola (2006).
Após um intenso trabalho, em 2007 é concluída a integração da Iberdrola e da ScottishPower. Este marco fez com que o Grupo ocupasse a terceira posição entre as maiores empresas elétricas da Europa. Nesse mesmo período, a companhia amplia sua presença internacional com a integração da Energy East nos Estados Unidos e com o fechamento da aquisição da Rokas Renewables, maior produtora de energia eólica da Grécia, um ano depois.
Também em 2007, a Iberdrola Renovables abre seu capital na bolsa, com a estreia mais bem-sucedida de uma empresa industrial naquele ano.
Além do compromisso com a energia limpa, a Iberdrola se destaca pelo apoio contínuo a projetos sociais e ao esporte. Foi nesse mesmo ano que se tornou a principal patrocinadora da equipe espanhola "Desafío Español" e da Copa América, realizada em Valência. Pouco depois, em 2010, passou a ser patrocinadora oficial da Seleção Espanhola Masculina de Futebol, que conquista naquele ano a Copa do Mundo disputada na África do Sul.
Mesmo diante do complexo cenário econômico que se viveu em 2008, o Grupo manteve suas atividades e lançou o PERSEO, seu programa de inovação aberta com start-ups. A iniciativa reforça o firme compromisso da marca com o empreendedorismo e a inovação empresarial, promovendo soluções aplicáveis a casos de negócio que gerem valor e aumentem a eficiência.
Em 2009, continua o desenvolvimento da geração renovável com a inauguração na Escócia do parque eólico de Whitelee, o maior da Europa na época, que após sua ampliação conta com uma potência instalada de 539 MW. Em 2010, a Iberdrola se adjudica o projeto East Anglia ONE, um parque eólico offshore no Reino Unido. Esse trabalho constante no setor renovável faz com que a Iberdrola seja incluída, a partir desse ano e até hoje, no índice FTSE4Good, criado para facilitar os investimentos nas empresas mais sustentáveis do mundo.
Ranking World’s Most Ethical Companies, do Instituto Ethisphere (2014).
O crescimento a nível internacional será um dos pilares desta época. Em 2011, a Iberdrola concentra sua atenção no mercado do Brasil, com a aquisição da distribuidora Elektro, uma das principais fornecedoras de energia elétrica nos estados de São Paulo e Mato Grosso. Ao longo desse mesmo ano, a companhia firma uma aliança estratégica com a QIA (Qatar Investment Authority) e integra completamente a Iberdrola Renovables.
Em 2012, é inaugurada a Torre Iberdrola em Bilbao, com a presença de Sua Majestade o Rei da Espanha durante o evento. Na França, é realizada a adjudicação do parque eólico offshore de Saint-Brieuc, na Bretanha francesa.
No continente americano, conclui-se o projeto AMI, destinado a implementar um novo sistema avançado de medição e leitura no estado do Maine (EUA) mediante a instalação de 625 mil medidores inteligentes. Por outro lado, no México, é inaugurado o parque eólico de La Venta III.
A companhia continua acumulando reconhecimentos internacionais e, em 2012, é eleita pela primeira vez como a empresa espanhola com melhor governança corporativa pela World Finance.
O avanço das fontes renováveis na Espanha continua avançando e, em 2013, é finalizada a ampliação da Usina Hidrelétrica de Santo Estevo, que inicia sua operação em 2015. Além disso, é inaugurado o complexo de armazenamento hidrelétrico reversível de La Muela, em Valência. Ainda em 2013, é criada a Fundação ScottishPower, que desde então já apoiou mais de 250 projetos sociais no Reino Unido.
A Iberdrola sempre se caracterizou por seu compromisso com os mais elevados padrões éticos, o que ficou comprovado ao ser a única empresa espanhola selecionada como uma das mais éticas do mundo pelo ranking World's Most Ethical Companies do Instituto Ethisphere, reconhecimento que se repete até a atualidade.
Nasce a Avangrid após a integração amistosa entre Iberdrola USA e UIL (2015).
Iberdrola apoia o esporte feminino (2016).
Neoenergia, subsidiária da Iberdrola, estreia na Bolsa (2019).
Os projetos renováveis e de redes ganham mais destaque do que nunca em 2014. Nesse ano, entra em funcionamento a Usina Hidrelétrica Reversível de La Muela II, com 850 MW de capacidade, que, juntamente com La Muela I, forma o maior complexo desse tipo na Europa, com cerca de 1.500 MW. No mar da Irlanda, no Reino Unido, inaugura-se o primeiro parque eólico offshore da Iberdrola, o West of Duddon Sands, com 389 MW de potência instalada. Também é finalizada a instalação da linha de transmissão de alta tensão no Maine, interligando os sistemas elétricos dos Estados Unidos e do Canadá. Ao mesmo tempo, terminam as obras de construção do parque eólico Baffin nos Estados Unidos, com 202 MW.
Em 2015, nasce a Avangrid após a integração amigável entre a Iberdrola USA e a UIL Holdings Corporation e passa a ser listada na Bolsa de Valores de Nova York.
O processo de descarbonização e transformação do setor energético já é imparável. Em 2015, conclui-se o fechamento da usina termelétrica a carvão de Longannet, no Reino Unido. Ainda em 2015 começam a operar no México os parques eólicos Pier II, com 66 MW, e Dos Arbolitos, com 70 MW.
Este trabalho de desenvolvimento das energias renováveis não passa despercebido e, em 2016, a Iberdrola figura como a única empresa elétrica espanhola entre as 100 companhias mais sustentáveis do mundo. Ao longo desse ano, diversos projetos estratégicos são colocados em operação, como o Iberdrola Innovation Middle East, voltado aos desafios tecnológicos da digitalização do sistema energético global. Também começam a funcionar o complexo de Calangos no Brasil, que será a maior instalação eólica da América do Sul; e a Usina Hidrelétrica de Teles Pires no Brasil, com 261 MW de potência instalada.
Os avanços do projeto STAR permitem que a empresa instale mais de 10 milhões de medidores inteligentes na Espanha em 2017. E esse não é o único marco desse ano no país, já que a Iberdrola inaugura o mercado espanhol de títulos híbridos "verdes" com uma emissão de 1 bilhão de euros.
Fora das fronteiras espanholas, o negócio de Redes também avança de forma imparável. A Neoenergia incorpora os ativos da Elektro Holding para criar um grupo líder no setor elétrico no Brasil e na América Latina, com atuação integrada em distribuição, transmissão, geração e comercialização de energia. A Iberdrola entra esse mesmo ano no mercado elétrico alemão com a início do funcionamento do parque eólico offshore Wikinger, com capacidade de 350 MW.
Com impacto global, a companhia anuncia o fechamento de todas as suas usinas a carvão no mundo e, nesse mesmo ano, reforma seus Estatutos Sociais para incluir de forma pioneira o conceito de dividendo social.
O Grupo, comprometido com a sociedade, participou de inúmeros projetos ao longo dos anos. Em 2015, a Iberdrola começa a colaborar com a AECC (Associação Espanhola Contra o Câncer) na conscientização e arrecadação de fundos para pesquisa. Em 2016, reforça o incentivo ao esporte feminino na Espanha, compromisso que evolui ao longo dos anos até alcançar o patrocínio de 35 federações esportivas e mais de 800 mil atletas. No ano seguinte, a empresa recebe a Copa Stadium nos Prêmios Nacionais do Esporte 2016, na Espanha.
O trabalho da Iberdrola e o compromisso com o desenvolvimento em diferentes áreas não foram os únicos motivos de comemoração durante esses anos. Em 2014, o presidente executivo da Iberdrola, Ignacio Galán, recebe da Rainha Elizabeth II a condecoração honorária de Comendador da Excelentíssima Ordem do Império Britânico. Mais adiante, em 2016, a Iberdrola é reconhecida como uma das 100 companhias mais sustentáveis do mundo, segundo a Corporate Knights.
Integração da Energy East nos Estados Unidos (2007).
1 de 8
Iberdrola, por meio da ScottishPower, coloca em operação o Western Link (2018).
No Reino Unido, por meio da ScottishPower, subsidiária da Iberdrola no país, entra em operação em 2018 o projeto Western Link, o mais longo sistema de cabos elétricos submarinos do mundo naquele momento. Além disso, para consolidar a participação do Grupo na Europa e crescer em novos mercados como o da Austrália, nasce a Iberdrola Energía Internacional nesse mesmo ano.
Além disso, a companhia recebe o Prêmio Europeu do Meio Ambiente e o prêmio Climate Reality Awards 2018 (Fundação Al Gore), como a empresa mais comprometida com a mitigação dos efeitos das mudanças climáticas. Nesse mesmo ano, é criado o Instituto Neoenergia, fundação que promove iniciativas econômicas, sociais e ambientais no Brasil.
Em 2019, a demanda por eletricidade segue em crescimento e os esforços para antecipar as necessidades do mercado se intensificam com novos projetos. Este é o ano em que é inaugurada a Usina Hidrelétrica de Baixo Iguaçu, capaz de fornecer energia limpa para cerca de um milhão de brasileiros. Além disso, a Neoenergia, subsidiária da Iberdrola no país, estreia na Bolsa de Valores de São Paulo com a maior oferta pública do setor elétrico brasileiro desde o ano 2000. No Reino Unido, o parque eólico offshore East Anglia ONE começa a gerar energia elétrica limpa.
Por sua vez, na Espanha, a Iberdrola lança a i-DE, a nova marca de sua atividade de distribuição de energia elétrica, responsável pela gestão de 270 mil quilômetros de linhas elétricas digitalizadas e com operação em dez comunidades autônomas. Ao longo do ano, a empresa também coloca em funcionamento o primeiro sistema de armazenamento com baterias para redes elétricas no país. Além disso, o Grupo adere à iniciativa EV100 do The Climate Group, através da qual avança com seus objetivos de eletrificação para sua frota de veículos.
Todo esse esforço e dedicação resultam, mais um ano, em reconhecimento internacional. A Iberdrola se torna a primeira empresa multinacional a obter o Certificado de Empresa Saudável da AENOR a nível mundial e a primeira companhia espanhola a certificar seu Sistema de Gestão de Compliance Tributário pela mesma entidade. Também é reconhecida como empresa líder (LEAD) no Pacto Global das Nações Unidas, enquanto a Comissão Europeia a classifica como a empresa de serviços públicos (utility) mais inovadora da Espanha e a terceira mais inovadora da Europa.
Iberdrola lança o primeiro aplicativo de recarga colaborativa de veículos elétricos (2020).
O ano de 2020 entrará para os livros de história. Apesar da paralisação generalizada provocada pela pandemia, o Grupo seguiu trabalhando para garantir um dos recursos essenciais da sociedade: a energia. Para isso, adotou todas as medidas necessárias para assegurar a continuidade do fornecimento.
Nesse período, entra em operação a maior usina fotovoltaica da Europa, Núñez de Balboa, com 500 MW, em Badajoz. A empresa também lança o primeiro aplicativo de recarga colaborativa de veículos elétricos para usuários particulares no país e se posiciona, em parceria com a Fertiberia, na vanguarda do desenvolvimento do hidrogênio verde na Europa.
O ano de 2020 também marca a entrada da Iberdrola no mercado australiano com a compra da Infigen Energy, que conta com 670 MW de capacidade eólica em operação e uma carteira de projetos eólicos e solares de 1.000 MW. No Brasil, o crescimento se acelera com a aquisição da distribuidora de Brasília, em uma operação de cerca de 400 milhões de euros.
Cabe destacar outras conquistas importantes no ano: a entrada da Iberdrola na Nasdaq como o primeiro emissor espanhol a se juntar à rede de títulos sustentáveis e a criação dos prêmios Supera, que reconhecem projetos que promovem a igualdade de gênero através do esporte na Espanha.
No final de 2020, o Grupo realiza mais uma edição do Capital Markets Day, ocasião em que anuncia um plano estratégico de investimentos de 75 bilhões de euros até 2025, como contribuição decisiva para a recuperação econômica.
Já em 2021, a empresa é incluída no CDP (Carbon Disclosure Project), o indicador de impacto ambiental mais prestigiado do mundo, com a pontuação máxima. É também um ano de crescimento: em 2021 tem início a construção do Vineyard Wind I, primeiro grande parque eólico offshore dos Estados Unidos. Também é inaugurado o Global Smart Grid Innovation Hub de Bilbao, centro mundial de inovação para o desenvolvimento de redes inteligentes; e o Campus de Inovação e Formação da Iberdrola em San Agustín del Guadalix (Madri), com a presença de S.M. o Rei Felipe VI.
Por sua vez, Ignacio S. Galán recebe vários reconhecimentos importantes nesses anos. Em 2020, recebe o Prêmio Nacional de Inovação e Design 2019 na categoria Trajetória Inovadora, concedido por Suas Majestades os Reis da Espanha. Nesse mesmo ano, também foi premiado com o Prêmio de Liderança Executiva da Associação Espanhola para a Qualidade (AEC). Em 2021, a companhia recebe o reconhecimento de Melhor Empresa de Energia do Mundo em matéria de Sustentabilidade pela Standard & Poor's.
Iberdrola conquista seu maior projeto de redes no mundo no Brasil (2022).
O ano de 2022 favoreceu de forma decisiva o avanço de uma matriz energética mais limpa, como parte do processo de transição energética em curso. Foram impulsionados projetos renováveis que posicionam as tecnologias mais adequadas nas localizações mais favoráveis, assim como investimentos em redes capazes de distribuir essa energia e acelerar a eletrificação da economia. Tudo isso firmemente ancorado no Plano Estratégico 2022-2025, que concentra suas previsões de investimento nas redes elétricas.
No Brasil, entra em operação a maior linha de transmissão da companhia no mundo, com quase 730 quilômetros de extensão. Poucos meses depois, a Iberdrola conquista o maior projeto de redes de sua história: a construção de uma linha elétrica de 1.700 quilômetros no país, com um investimento de 1 bilhão de euros e a geração de mais de 11 mil empregos durante a fase de obras. Em 7 de junho, a Neoenergia passa a integrar o Latibex, mercado internacional de valores latino-americanos operado pela BME, sendo a 19ª empresa listada.
Em toda a Europa, novos projetos ganham impulso. No Reino Unido, a Iberdrola inicia a construção do parque eólico offshore East Anglia Three, com capacidade de 1.400 MW, que fará parte do macrocomplexo East Anglia Hub, com 3.300 MW. Já na Escócia, a companhia assegura 7.000 MW de energia eólica offshore na maior licitação já realizada pela Crown Estate Scotland, com um investimento total de 22,5 bilhões de euros. Na costa da Alemanha, inicia-se a construção do parque eólico offshore Baltic Eagle, de 476 MW, integrante do maior complexo eólico offshore do Mar Báltico, que superará 1.100 MW de capacidade instalada após um investimento de 3,5 bilhões de euros. A Iberdrola também avança com seu compromisso na Polônia e inicia a construção do parque eólico Korytnca II, que elevará a capacidade eólica onshore do país para 163 MW.
Iberdrola inaugura a Gigabateria do Tâmega (2022).
Na Península Ibérica, também é um ano de intensa atividade. A empresa continua desenvolvendo seu negócio solar em Portugal com a construção da Usina fotovoltaica Conde (13,51 MW), em Palmela. Em 2022, inaugura também a Gigabateria do Tâmega, o maior projeto de energias limpas da história do país, com 1.158 MW, após um investimento de mais de 1,5 bilhão de euros.
Na Espanha, entra em operação a central de hidrogênio verde de Puertollano, a maior para uso industrial da Europa, com um investimento de 150 milhões de euros, que produzirá até 3.000 toneladas de hidrogênio renovável por ano. Também começa a funcionar Francisco Pizarro, a maior usina fotovoltaica da Europa, localizada em Cáceres, com potência instalada de 590 MW e investimento de 300 milhões de euros, o que gera 1.500 empregos durante sua construção. E para continuar com seus planos de inovação, a Iberdrola e a FCC lançam o projeto EnergyLOOP para liderar a reciclagem de pás de aerogeradores em escala industrial, com investimento inicial de 10 milhões de euros e inauguração prevista para 2025.
O negócio na Austrália continua crescendo graças à aquisição dos direitos de desenvolvimento do maior parque eólico onshore do mundo, com 1.000 MW, localizado no norte de Queensland. A companhia também inicia a implantação de sua primeira usina híbrida eólica e solar no mundo neste país, com capacidade total combinada de 317 MW e investimento de 500 milhões de dólares australianos.
Nesse mesmo ano, em parceria com a UNICEF, a companhia apresenta uma aliança inovadora destinada a contribuir para a inclusão socioprofissional de jovens e a promover oportunidades de formação e emprego.
Além disso, nesse ano a Iberdrola é reconhecida pela primeira vez como a empresa privada de serviços públicos (utility) que mais investe em Inovação e Desenvolvimento no mundo, segundo a Comissão Europeia.
Iberdrola e Masdar fecham sua aliança para coinvestir 15 bilhões de euros (2023).
Para acelerar o caminho para a eletrificação na Espanha, a Iberdrola firma uma aliança com o Norges Bank Investment Management para investir conjuntamente em 1.265 MW de nova capacidade renovável — eólica e fotovoltaica —, suficiente para abastecer mais de 700 mil residências por ano. Também estabelece uma parceria com a BP para implantar uma rede de mais de 11 mil pontos de recarga rápida e ultrarrápida de veículos elétricos na Espanha e em Portugal.
No Brasil, a Neoenergia celebra uma aliança estratégica com o GIC, o fundo soberano de Cingapura, para a expansão das redes de transmissão no país, com investimento de 2,4 bilhões de reais brasileiros (456 milhões de euros).
Ainda em 2023, a empresa une forças com a Masdar para investir conjuntamente 15 bilhões em energia eólica offshore e hidrogênio verde na Alemanha, no Reino Unido e nos Estados Unidos. No mesmo ano, a empresa assina a maior linha de crédito de sua história, no valor de 5,3 bilhões, com 33 bancos, vinculando o custo da operação ao cumprimento de dois objetivos de sustentabilidade: a redução de emissões até 2030 e o aumento da presença de mulheres em cargos de liderança.
Os projetos de energia renovável não param de crescer. A Avangrid conclui a primeira subestação offshore dos Estados Unidos, que coletará a energia gerada pelos 62 aerogeradores do primeiro parque eólico offshore do país, Vineyard Wind 1. Na Austrália, conclui-se com sucesso a energização da subestação do parque eólico Flyers Creek, que possui uma capacidade instalada de 145 MW e atenderá a demanda anual de eletricidade de 80 mil residências australianas. Já a Iberdrola Grécia coloca em funcionamento dois parques eólicos, com potências instaladas de 37,8 MW e 18 MW, respectivamente, atingindo 420 MW de capacidade operacional renovável no território.
Na Espanha, a Iberdrola inaugura em Muelas del Pan, na província de Zamora, em Castela e Leão, um centro de inovação e formação pioneiro na região, onde mais de 800 pessoas receberão treinamento todos os anos. Além disso, é lançada a primeira edição dos Prêmios Convive para reconhecer e dar visibilidade a iniciativas que integram as energias renováveis com o desenvolvimento socioeconômico, rural, agrícola e a conservação da biodiversidade no país. É também o ano em que o complexo de Larraskitu recebe o nome de Centro Corporativo José Ignacio Berroeta.
Também em 2023, a Iberdrola evolui sua identidade corporativa e cria uma marca mais sustentável, digital, próxima e moderna, refletindo de forma concreta a realidade de uma empresa sustentável e inovadora. Na mesma linha, lança a Carbon2Nature com a missão de desenvolver projetos de soluções de grande impacto baseados na natureza, buscando reduzir a pegada de carbono global, proteger a biodiversidade e promover uma economia sustentável. Também impulsiona a primeira edição dos Prêmios Internacionais de Voluntariado, que reconhecem publicamente a dedicação e solidariedade dos nossos voluntários mais ativos.
Ignacio Galán volta a receber vários reconhecimentos nesse ano. Na ONU, recebe a Medalha de Honra da Associação Mundial de Juristas por sua defesa dos princípios ambientais, sociais, de governança corporativa e resultados financeiros.
As redes elétricas, as rodovias do futuro (versão em espanhol).
1 de 10
Iberdrola lança o projeto Noronha Verde, reforçando no Brasil sua liderança em eletrificação (2025).
A parceria com o fundo soberano da Noruega se consolida com um investimento conjunto de mais de 2 bilhões de euros e uma carteira total de 2.500 MW. Nesse mesmo ano, é lançado o projeto Q – Cero para a descarbonização da demanda térmica na Espanha.
No México, a Iberdrola fecha a venda de 55% de seus negócios por cerca de 6,2 bilhões de dólares (cerca de 5,8 bilhões de euros). A operação envolve a venda de 13 centrais de geração com uma capacidade instalada de 8.539 MW, dos quais 99% correspondem a ciclos combinados de gás e 87% a centrais que operam sob o regime de Produtor Independente de Energia, contratadas pela CFE.
A Avangrid inicia a construção de sua primeira usina fotovoltaica Camino Solar na Califórnia, que produzirá energia equivalente ao consumo de 14 mil residências norte-americanas. Mais adiante, a Iberdrola chega a um acordo com a companhia para adquirir os 18,4% restantes de sua subsidiária americana, que não controlava.
Na Europa, a Iberdrola inaugura o parque eólico offshore de Saint-Brieuc, com 496 MW, o segundo parque eólico offshore da França e o primeiro na Bretanha. Do outro lado do mar, no Reino Unido, o Grupo compra a distribuidora ENW por 5 bilhões de euros, tornando-se o segundo operador de redes elétricas do país.
As inundações causadas pela DANA em Valência geram uma catástrofe sem precedentes na região, o que exige ações de forma imediata e eficiente. Nessa ocasião, a Iberdrola ajuda a restabelecer o fornecimento de energia elétrica "em tempo recorde", contribuindo diretamente para uma recuperação mais rápida das zonas afetadas. Posteriormente, lançará o plano il-lumina para a plena reconstrução e reestruturação da rede afetada.
O ano de 2024 também presenciou um marco na história da empresa, que completa 25 anos no índice Dow Jones Sustainability. E outra primeira vez: sendo a única empresa espanhola a obter o certificado 'Fair Tax' internacional nesse mesmo ano.
Além disso, a Universidade Pontifícia Comillas concedeu o título de doutor honoris causa ao presidente executivo da Iberdrola, Ignacio Galán, em reconhecimento à sua trajetória profissional e ao seu envolvimento e compromisso com as energias verdes.
Pedro Azagra é nomeado novo CEO do Grupo (2025).
Em 2025, a venda do negócio no México é fechada por 5,8 bilhões de dólares. Nesse mesmo ano, a Iberdrola realiza com sucesso a ampliação de capital de 5 bilhões de euros, com demanda 3,8 vezes superior à oferta.
Também ocorrem várias aquisições ao longo do ano, como a da empresa Electra del Maestrazgo, na Espanha, e a aprovação para a compra da Electricity North West, no Reino Unido. No Brasil, a companhia conclui a aquisição da participação de sua parceira PREVI na Neoenergia.
A Iberdrola conquistará um marco em sua história, alcançando os 120 bilhões de capitalização bursátil.
Além disso, a Iberdrola lança novas marcas no mercado: niba, a primeira neoenergética do mercado espanhol; East-West Digital, nova empresa anunciada no Fórum Econômico do Catar 2025; e ATuAire, criada para acelerar a eletrificação dos sistemas de aquecimento e de água quente na Espanha.
E é nesse mesmo ano que começa a construção da superestrada elétrica submarina Easter Green Link 1. Outro marco importante é a entrada no negócio de redes elétricas na Austrália com um projeto de transmissão entre os estados de Victoria e Nova Gales do Sul. A Iberdrola também reforça sua liderança na eletrificação por meio de energias limpas com o projeto "Noronha Verde" no Brasil, que busca transformar Fernando de Noronha na primeira ilha oceânica habitada da América Latina com um modelo energético sustentável. Também continua sua expansão pela América do Norte ao obter a autorização definitiva para a linha de transmissão NECEC entre os Estados Unidos e o Canadá.
O uso de energias renováveis ganha cada vez mais destaque para diferentes agentes do mercado. A Iberdrola lidera o mercado europeu de PPA pelo segundo ano consecutivo, com mais de 1.251 MW. Esse avanço é possível graças a parcerias como a mantida com a Amazon, que será ampliada em 2025 e na qual aproveitam a nuvem da AWS para promover os negócios do Grupo.
No âmbito corporativo, Pedro Azagra inicia uma nova fase na empresa como novo CEO do Grupo Iberdrola. Além disso, a empresa é reconhecida por ter a melhor governança corporativa entre as empresas espanholas, de acordo com a World Finance, e obtém o selo internacional "Top Employers Enterprise" pela sua excelência na gestão de pessoas, sendo a única companhia de energia do mundo a conquistar essa certificação.
Durante o mês de setembro, o Grupo lança seu novo Plano Estratégico 2025-2028, que prevê investimentos superiores a 58 bilhões de euros para crescer mais em Redes nos Estados Unidos e no Reino Unido. Com este passo, coloca o foco na nova era da eletricidade e da energia.
A tendência de crescimento é imparável e isso fica confirmado ao superar os 130 bilhões de capitalização bursátil em 2026, em coincidência com seu aniversário de 125 anos na Espanha.