O que é o 'big data' e para que serve?
'Big data': principais usos e aplicações
Hoje em dia, cerca de 18,8 bilhões de dispositivos conectados intercambiam informações na internet. De acordo com o relatório Global Telecom Outlook 2023-2027 da PwC, o número total de dispositivos IoT instalados passará de 16,4 bilhões em 2022 para 25,1 bilhões em 2027. O big data analisa essa grande quantidade de dados para convertê-los nas informações que estão transformando nosso mundo.

A revolução digital está mudando a economia, a sociedade e as pessoas. No centro dessa revolução temos os dados provenientes de bilhões de dispositivos conectados. Segundo o relatório Global Telecom Outlook 2023-2027, elaborado pela PwC, o número total de dispositivos IoT instalados crescerá dos 16,4 bilhões registrados em 2022 para os 25,1 bilhões previstos para 2027, o que equivale a aproximadamente três dispositivos por pessoa no planeta. Essa expansão da Internet das Coisas impulsionará novos casos de uso tanto no âmbito empresarial quanto no consumo, com aplicações cada vez mais difundidas em setores como indústria, saúde, mobilidade ou lares inteligentes.
O que é big data
O big data é um conjunto de tecnologias criadas para armazenar, analisar e gerenciar esses dados massivos, uma macroferramenta destinada a identificar padrões no caos de explosão informativa para elaborar soluções inteligentes. Atualmente é utilizado em áreas tão diversas como a medicina, a agricultura, as apostas ou a proteção do meio ambiente.
Suas utilidades são praticamente infinitas: o navegador sabe se a rota consultada por um usuário sofre retenções de tráfego sugerindo-lhe alternativas; um canal de televisão em streaming por assinatura definiu os personagens e a trama de sua série mais bem-sucedida analisando os conteúdos que seus espectadores consomem e preferem; os relógios inteligentes registram as pulsações de milhões de usuários e identificam padrões que antecipam e evitam doenças cardiovasculares; os sensores de umidade nos campos de cultivo planejam a rega, combinando seus dados com as previsões meteorológicas e assim sucessivamente. Suas aplicações chegaram, inclusive, à área política: Juan Verde, membro do President's Export Council de Joe Biden e consultor espanhol de duas campanhas do Partido Democrata dos EUA, chegou a afirmar: "Estas eleições não são as da televisão, são as do big data".
Embora às vezes sejam utilizados como conceitos relacionados, o big data, o machine learning e a inteligência artificial (IA) desempenham funções diferentes:
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Big data: permite coletar, armazenar e gerenciar grandes volumes de dados provenientes de múltiplas fontes.
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Machine learning: utiliza algoritmos para identificar padrões nesses dados e aprender com eles para realizar previsões.
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Inteligência artificial: emprega esses modelos para automatizar decisões, gerar recomendações ou resolver problemas complexos.
Como funciona o big data?
O funcionamento do big data se baseia em diferentes etapas que permitem transformar os dados em informações úteis:
Dados sobre big data
10 dados relevantes sobre o Big Data em 2024
Mercado de análise
103 bilhões
Espera-se que o mercado de análise de big data alcance um valor de cerca de 103 bilhões de dólares até 2007.
Dados são criados
328,77 milhões
Cerca de 328,77 milhões de terabytes (0,33 zettabytes) de dados são criados diariamente.
Empresas
57%
As empresas usam apenas 57% dos dados que coletam.
Automatizar
70%
A IA pode automatizar até 70% de todo o trabalho de processamento de dados e 64% do trabalho de coleta de dados.
Dispositivos conectados
32,1 bilhões
Até 2030, haverá mais de 32,1 bilhões de dispositivos conectados à Internet.
Inteligência artificial e big data
97,2%
97,2% das organizações afirmam que estão investindo em inteligência artificial e ferramentas de Big Data.
Data centers
5.381
O ranking dos países com o maior número de data centers do mundo (2024) é liderado pelos Estados Unidos, com 5.381 data centers.
Profissões
5 anos
Nos próximos 5 anos espera-se que as profissões com crescimento mais rápido sejam aquelas relacionadas com a área de Big Data.
Dados produzidos
175 zettabytes
Até 2025, o volume de dados produzidos poderá chegar a 175 zettabytes (40 vezes o volume gerado em 2013).
Ajudar
Clima e custos
O Big Data poderá ajudar a curar doenças infecciosas, entender melhor as mudanças climáticas e reduzir significativamente os custos comerciais.
Fonte: Statista, Innowise, Linkedin
VER INFOGRAFICA: 10 dados relevantes sobre o big data em 2024 [PDF]
Os 8 dados relevantes sobre o big data e seu futuro começam pelo crescimento dos perfis profissionais: prevê-se um crescimento superior a 30% até 2030 para os perfis relacionados a big data, dados e inteligência artificial. O segundo dado mostra como essas tecnologias transformarão os modelos de negócio: 86% das empresas esperam que a IA e as tecnologias de processamento de informação tenham um impacto significativo em suas organizações antes de 2030.
O terceiro dado faz referência ao valor econômico do big data: estima-se que o mercado mundial alcançará 103 bilhões de dólares em 2027. O quarto dado destaca a evolução das competências profissionais: 39% das habilidades atuais mudarão ou ficarão obsoletas entre 2025 e 2030 devido à transformação tecnológica.
O quinto dado reflete um dos principais desafios para as empresas: 63% consideram a falta de competências uma barreira para avançar em sua transformação digital. O sexto dado destaca o crescimento do volume de informação gerado no mundo: prevê-se alcançar 394 zettabytes de dados em 2028.
O sétimo dado analisa o impacto do big data e de outras tecnologias no emprego: até 78 milhões de novos postos de trabalho líquidos poderão ser criados em todo o mundo até 2030. Por último, o oitavo dado destaca a importância da formação contínua: 77% das empresas preveem capacitar ou requalificar seus trabalhadores para se adaptar à transformação tecnológica.
Aplicativos de big data (exemplos)
Entre suas principais aplicações, destacam-se:
O estudo dos padrões dos consumidores já é uma das principais aplicações das análises avançadas de dados. As redes sociais — como o Facebook, Twitter ou Instagram — são uma ferramenta das marcas para conhecer seus consumidores e se conectar a eles. As empresas também se lançaram na tarefa da obtenção de dados dos consumidores. Uma empresa especializada em big data e retail intelligence instalou 15.000 sensores em zonas comerciais de 25 países. Graças aos dados coletados por tais sensores, foi possível saber que apenas 59% dos clientes que entram em uma loja acabam comprando.
A transformação digital nas empresas continuará impulsionando a demanda por profissionais capazes de gerenciar e analisar grandes volumes de dados. De acordo com o Future of Jobs Report 2025 do Fórum Econômico Mundial, os especialistas em big data estão entre os perfis com maior crescimento previsto até 2030. O relatório estima um aumento de 30% a 35% na demanda por profissionais relacionados a dados, como analistas, cientistas de dados, especialistas em big data e engenheiros de dados, impulsionado pela adoção de tecnologias avançadas como a inteligência artificial.
A transformação digital nas empresas traz consigo uma inflação de dados que inúmeras organizações não sabem como usar e gerenciar, e isso já se nota no mercado de trabalho. Em 2024, os especialistas em big data foram o segundo perfil mais buscado. Como principais requisitos, as empresas pedem experiência internacional, visão estratégica, capacidade analítica e adaptação à mudança.
O big data também é um companheiro de trabalho de outro grande recurso tecnológico: a Inteligência Artificial (IA). As duas áreas trabalham juntos, de forma que os milhões de dados processados pelo big data são necessários para treinar a IA a tomar decisões complexas que se assemelham cada vez mais ao processo cognitivo humano. Por outro lado, a IA fornece um conjunto de ferramentas e técnicas para realizar análises avançadas e mais rápidas desses dados.
A previsão é que, até 2030, serão criados no total 170 milhões de novos empregos em todo o mundo (resultando em um saldo líquido de 78 milhões, considerando o número de empregos extintos) e que, entre esses, os especialistas em big data estarão entre os perfis tecnológicos com maior crescimento. Além disso, 86% das empresas afirmam que a IA e as tecnologias de processamento de informação transformarão seus negócios. Estaremos preparados para dar esse passo?
Desafios do big data
O crescimento do volume de dados e a expansão de tecnologias como a inteligência artificial oferecem grandes oportunidades, mas também trazem novos desafios que precisam ser enfrentados para garantir um uso confiável e sustentável da informação.
Entre os principais desafios, destacam-se:
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Qualidade e confiabilidade dos dados: dispor de informações precisas e atualizadas é fundamental para obter resultados adequados e tomar decisões acertadas.
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Privacidade e proteção da informação: o gerenciamento de grandes volumes de dados exige garantir a proteção das informações e a conformidade com os marcos regulatórios.
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Cibersegurança: o aumento de dispositivos conectados e sistemas digitais torna necessário reforçar a proteção contra possíveis ameaças.
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Vieses algorítmicos: os modelos baseados em dados devem ser projetados e supervisionados para evitar resultados pouco representativos ou discriminatórios.
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Talento especializado: a evolução tecnológica exige profissionais com competências em análise de dados, inteligência artificial e gestão digital.
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Consumo energético das infraestruturas digitais: o crescimento de data centers e sistemas de processamento traz o desafio de avançar rumo a soluções mais eficientes e sustentáveis.
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Governança e uso responsável da IA: estabelecer critérios claros de controle, transparência e supervisão é fundamental para aproveitar o potencial dessas tecnologias.
Iberdrola e o incentivo à inovação tecnológica
Na Iberdrola, integramos tecnologias digitais em toda a nossa cadeia de valor para acelerar a eletrificação e avançar rumo a um modelo energético mais inteligente, eficiente e sustentável. O uso avançado dos dados e da inteligência artificial nos permite otimizar nossos processos, melhorar a gestão de nossos ativos e reforçar a qualidade e a resiliência do sistema energético.
No contexto do big data e do nosso grupo, o dado se torna um elemento fundamental na operação de redes inteligentes, instalações renováveis e na manutenção preditiva, que facilita a antecipação de possíveis incidentes e melhora a disponibilidade de nossos ativos. Também utilizamos essas tecnologias para oferecer melhores serviços aos nossos clientes, bem como para reforçar nossas capacidades de cibersegurança, identificando possíveis riscos e melhorando nossa capacidade de resposta diante de ameaças.
Também incentivamos o uso responsável da inteligência artificial e dos dados sob critérios de segurança, controle e continuidade operacional. Atualmente, contamos com mais de 300 projetos de inteligência artificial em andamento, voltados para áreas como crescimento, produtividade, eficiência operacional, qualidade do serviço e resiliência do sistema energético.








