PROTEÇÃO DA BIODIVERSIDADE MARINHA

Para que servem as cortinas de bolhas?

Trata-se de um sistema de mitigação do ruído que ajudou a proteger os marsuínos, um pequeno cetáceo em vias de extinção, durante as obras de construção do parque eólico offshore de Wikinger.

Os marsuínos são pequenos cetáceos muito parecidos com os golfinhos, que vivem perto das costas do hemisfério norte. Apesar de medirem apenas um metro e meio, muito menos do que outros mamíferos marinhos que vivem nos oceanos, desempenham um papel fundamental no equilíbrio dos ecossistemas costeiros. No entanto, e devido à sua captura acidental nas redes de pesca, foram contabilizados no Báltico apenas cerca de 600 exemplares.

Para evitar que os cetáceos sobreviventes fossem afetados pelo ruído das obras perante a construção do parque eólico offshore de Wikinger, que fornece de energia 350.000 residências alemãs, a Iberdrola implementou um sistema de mitigação do impacto acústico.

A fase mais complexa da geração de ruído foi a fixação ao solo marinho das jaquetas, as fundações que permitem que os aerogeradores sejam erguidos acima do mar. Essa instalação exigia o uso de um martelo hidráulico, o que poderia provocar um intenso alvoroço que se propagaria sob as águas a longas distâncias e prejudicaria a orientação dos cetáceos.

Para evitá-lo, e no âmbito de seu compromisso com a conservação da biodiversidade e a proteção dos ecossistemas, a Iberdrola implementou uma cortina de bolhas impulsionadas por compressores que atenuavam o ruído ao redor das fundações.

Parque eólico offshore de Wikinger.Parque eólico 'offshore' de Wikinger.

O sistema consistia em dois círculos de tubulações com microperfurações conectadas a uma embarcação cheia de compressores que bombeavam ar dentro delas. Através dos furos o ar emitido saía para a superfície criando a cortina de bolhas.

A proteção desses pequenos cetáceos foi um dos grandes desafios da construção do parque eólico offshore.