Aquecimento global, biodiversidade e saúde
Preservar o planeta diante das mudanças climáticas para proteger a vida e a natureza
Em um momento em que os impactos das mudanças climáticas se tornam cada vez mais evidentes em todo o planeta, a Organização das Nações Unidas (ONU) destaca a importância de proteger a biodiversidade e promover ações sustentáveis que beneficiem tanto os ecossistemas quanto a saúde das pessoas. Preservar os habitats naturais, reduzir a degradação ambiental e incentivar práticas responsáveis não apenas contribui para manter a riqueza da vida na Terra, mas também fortalece a capacidade das comunidades de enfrentar riscos à saúde e melhorar seu bem-estar geral.
O planeta enfrenta mudanças climáticas cada vez mais intensas: ondas de calor, secas, inundações e fenômenos extremos que alteram os ecossistemas e a distribuição das espécies. Essa transformação não apenas ameaça a flora e a fauna, mas também tem repercussões diretas na saúde das pessoas, uma vez que deteriora a qualidade do ar e da água e reduz os recursos alimentares.
A perda acelerada da biodiversidade reduz a capacidade da natureza de regular o clima e controlar doenças, o que acaba criando um ciclo no qual a degradação ambiental e os riscos à saúde se reforçam mutuamente. Diante desse cenário, as organizações internacionais defendem que é fundamental implementar estratégias integrais que conectem a proteção ambiental à promoção da saúde, de modo a garantir um equilíbrio sustentável entre as pessoas e a natureza.
As mudanças climáticas como multiplicador de riscos
A Organização Mundial da Saúde (OMS) já definiu, em 2018, as mudanças climáticas como o maior desafio para a saúde do século XXI. A organização considera que elas ameaçam todos os aspectos da sociedade em que vivemos e, ao mesmo tempo, atuam como um multiplicador de outros grandes riscos globais. Um dos principais é a perda de biodiversidade, que sustenta a vida na Terra, a segurança alimentar, os recursos de subsistência, a saúde e até mesmo a resiliência frente às mudanças climáticas. “A biodiversidade é a base da vida e um pilar essencial do desenvolvimento sustentável”, afirmou em António Guterres, Secretário-Geral da ONU, em 2025, em referência ao Dia Internacional da Biodiversidade.
No entanto, sua preservação está em risco. A ONU estima que um milhão de espécies estejam em risco de extinção, enquanto 75% dos ecossistemas terrestres e dois terços dos marinhos já foram alterados de forma significativa pela atividade humana. “A humanidade está destruindo a biodiversidade a um ritmo alarmante, resultado da poluição, da crise climática, da destruição dos ecossistemas e, em última análise, de interesses de curto prazo que alimentam a exploração insustentável do nosso mundo natural”, observou também Guterres.
Sua influência na saúde é evidente, e projeta-se que aumentará em paralelo ao aquecimento global, tanto de forma direta —exposição a altas temperaturas, eventos meteorológicos extremos— quanto de forma indireta —impactos nos ecossistemas naturais e sociais dos quais depende, em última instância, a nossa saúde, como o acesso à água e aos alimentos—. Diversas organizações corroboram isso.
A FAO estima, em seu relatório Estado Mundial da Agricultura e da Alimentação 2025
Link externo, abra em uma nova aba. , que cerca de 1,7 bilhão de pessoas vivem em áreas onde o rendimento das culturas está diminuindo devido à degradação das terras provocada pelo ser humano. Além disso, a ONU calcula que “cerca de 3 bilhões de pessoas dependem de peixe para pelo menos 20% de sua ingestão de proteínas animais, e que 80% das populações rurais dos países em desenvolvimento dependem da medicina à base de plantas”.
Mitigação e adaptação
Como será a Terra em 2030?
Dia da Biodiversidade
Compromisso global com a natureza.
Proteção da biodiversidade
Protegemos e conservamos a biodiversidade em nossos projetos.
Perda de biodiversidade
Um risco para o meio ambiente e para a humanidade.
O impacto das mudanças climáticas sobre a biodiversidade e a saúde
O relatório Nexus da Plataforma Intergovernamental Científico-Normativa sobre Biodiversidade e Serviços Ecossistêmicos (IPBES, 2025)
Link externo, abra em uma nova aba. destaca que existem cinco crises fundamentais atualmente relacionadas entre si: biodiversidade, água, alimentação, saúde e mudanças climáticas. Essas áreas dependem umas das outras, interagem entre si e se agravam mutuamente, razão pela qual o IPBES defende que qualquer esforço para abordá-las de forma isolada é ineficaz e contraproducente. Alguns exemplos de como esses pilares afetam a vida humana sustentável são:
VER INFOGRÁFICO: Os impactos causados pelas mudanças climáticas e seus efeitos na saúde [PDF] Link externo, abra em uma nova aba.
Por tudo isso, agir para mitigar as mudanças climáticas e fazer a transição para uma economia descarbonizada e responsável com a natureza também consiste em atuar em favor de ecossistemas saudáveis, populações menos vulneráveis e uma economia mais resilientes.
O papel da Iberdrola na proteção do meio ambiente
Na Iberdrola, entendemos o cuidado com o meio ambiente como uma responsabilidade integral para com a sociedade, que vai além da ação climática. Nosso compromisso se traduz na proteção dos ecossistemas, na preservação da biodiversidade e na contribuição para o bem-estar das pessoas, especialmente em um contexto em que os efeitos das mudanças climáticas afetam diretamente a saúde e o equilíbrio natural do nosso planeta. Por meio de nossos projetos e de nossa forma de operar, buscamos gerar um impacto positivo e duradouro, integrando critérios ambientais em todas as nossas decisões e promovendo um desenvolvimento sustentável que beneficie tanto o meio ambiente quanto as comunidades. Nossas ações se baseiam em:








