Problemas ambientais

Os grandes problemas ambientais que o nosso planeta enfrenta

O diagnóstico das alterações climáticas é a crise ambiental que a humanidade enfrenta durante o presente século, mas não é o único. A seguir, analisamos alguns deles.

A próxima década será essencial para solucionar os grandes problemas ambientais do planeta.
A próxima década será essencial para solucionar os grandes problemas ambientais do planeta.

Por que razão as alterações climáticas são importantes hoje em dia?

A humanidade enfrenta hoje em dia inúmeros desafios que colocam em perigo a sobrevivência das espécies e o bem-estar das próximas gerações. De acordo com o Banco Mundial, o nosso planeta enfrenta uma tripla crise ambiental com as alterações climáticas, a poluição e a perda da natureza; três problemas interconectados que se alimentam entre si e que, na atualidade, estão a começar a reverter décadas de avanços no desenvolvimento em alguns países e a desacelerar o progresso noutros.

Esta tripla ameaça está a afetar o bem-estar dos ecossistemas, produzindo a extinção de diferentes espécies e piorando a saúde das pessoas. Além disso, as alterações climáticas aumentam a desigualdade económica existente e fazem com que mais pessoas caiam na pobreza. Segundo um relatório do Banco Mundial, entre 68 e 135 milhões de pessoas poderão ser empurradas para a pobreza daqui até 2030 como consequência das alterações climáticas.

A seguir, apresentamos diferentes chaves e estratégias para poder abordar estas ameaças.

Mitigação e adaptação face às alterações climáticas

As alterações climáticas geram graves problemas no planeta através do aumento de fenómenos meteorológicos extremos, como as secas e as vagas de calor, o aumento do nível do mar ou o degelo dos glaciares. Para enfrentar este desafio, as estratégias dividem-se em dois eixos fundamentais:

  • Mitigação

    As estratégias de mitigação passam pela elaboração de políticas que levem à redução das emissões de carbono por parte das pessoas e das empresas. Atividades como a reciclagem e o consumo consciente são hábitos importantes para combater os danos ambientais. No caso das empresas, o foco na restauração e na redução da pegada de carbono é crucial para se ter um ambiente empresarial sustentável. No Grupo Iberdrola, assumimos esse compromisso e o integramos como parte de nossa estratégia, concentrando-nos na eletrificação como solução sustentável para atender às demandas energéticas e na restauração de ecossistemas por meio do Carbon2Nature.

  • Adaptação

    As estratégias de adaptação visam limitar os riscos decorrentes das mudanças climáticas, reduzindo as vulnerabilidades. Estratégias como o planejamento de cidades mais resilientes ao calor extremo, a melhoria da gestão da água ou a criação de um sistema de transporte sustentável são algumas das medidas necessárias para enfrentar essa questão. 

A perda da biodiversidade

A Organização das Nações Unidas (ONU) alertou que cerca de um milhão de espécies estão em risco de extinção. De acordo com um relatório da União Internacional para a Conservação da Natureza de 2025, mais de 48 mil espécies estão ameaçadas de extinção. Isso se deve, sobretudo, à destruição de seus habitats naturais, à caça ilegal e à introdução de espécies invasoras. A ONU pediu ações contundentes para acabar com essas ameaças e preservar nosso patrimônio natural, como as florestas cada vez mais ameaçadas. Nesse sentido, embora as ações para conter esse problema estejam intimamente relacionadas às soluções para conter os anteriores, também existem hábitos que devemos colocar em prática para cuidar de nossa biodiversidade:

  • Consuma de forma responsável

    Pratique o consumo responsável comprando alimentos devidamente certificados e de produtores locais. 

  • Faça turismo ético

    Evite espetáculos que explorem animais selvagens e visite parques ou reservas que destinem suas receitas à conservação. Por exemplo, o Bioparc Fuengirola (Espanha), o Parque Nacional dos Lagos de Plitvice (Croácia) ou a Reserva Biológica Bosque Nuboso Monteverde (Costa Rica).

  • Controle seus animais de estimação

    Sempre leve seus animais de estimação para passear com coleira para proteger a fauna local.

A poluição e seu impacto na saúde

A poluição ambiental tem um impacto direto na saúde, pois deteriora o ar que respiramos, a água que consumimos e os ecossistemas dos quais dependemos para viver em harmonia. Quando o ar está carregado de gases tóxicos, aumentam os problemas respiratórios e cardiovasculares; quando a água está contaminada ou mal tratada, a insegurança alimentar aumenta. Em conjunto, esses fatores afetam mais crianças, idosos e comunidades com menor acesso a serviços básicos. Segundo a ONU, um ambiente saudável poderia prevenir quase um quarto da carga global de morbidade. 

Como combater a poluição nos oceanos?

Os mares se tornaram os grandes depósitos de lixo plástico do planeta. Além disso, existem outros graves problemas ambientais relacionados aos oceanos, como a deterioração dos ecossistemas devido ao aquecimento global, os despejos de substâncias poluentes, as águas residuais e os derramamentos de combustíveis. A ONU insta a melhorar a gestão das áreas protegidas, dotá-las de recursos suficientes e diminuir a sobrepesca, a poluição e a acidificação dos oceanos causada pelo aumento da temperatura terrestre. No entanto, o que podemos fazer para combater isso?

  • Reduzir o uso de plástico

    Limitar o uso de plásticos descartáveis que acabam flutuando em rios, lagos e oceanos, muitos na forma de microplásticos.

  • Promover a pesca sustentável

    Incentivar a pesca sustentável para garantir a sobrevivência das espécies e evitar o empobrecimento dos mares.

  • Use recipientes reutilizáveis

    Opte por potes de metal ou vidro em vez dos de plástico.

  • Compre a granel

    Compre alimentos a granel e evite produtos embalados em plástico.

O estresse hídrico e a escassez de água

A falta deste recurso, vital para a sobrevivência humana, animal e vegetal, afeta mais de 40% da população mundial e, segundo o Fórum Econômico da Água, a agricultura representa mais de 70% da água utilizada nos países mais áridos do planeta. Um uso responsável dos recursos hídricos melhorará a produção alimentar e energética, além de proteger a biodiversidade dos nossos ecossistemas hídricos e ajudar-nos a frear as mudanças climáticas. Nesse sentido, existem algumas medidas para alcançar esse objetivo:

  • Melhorar a gestão e a governança da água

    De acordo com a Organização das Nações Unidas para a Alimentação e a Agricultura (FAO), o planejamento desse recurso com base em dados, o monitoramento e a coordenação entre setores são medidas fundamentais para um uso mais eficiente da água.

  • Reutilização e eficiência

    A promoção de tecnologias resilientes ao clima, como a aplicação de irrigação tecnificada, a reutilização de águas residuais tratadas e a promoção de hábitos de consumo responsável, ajudam a aproveitar melhor a água.

  • Diversificação das fontes de água

    Soluções inovadoras, como a dessalinização, transformam a água salgada em água doce e potável para o abastecimento municipal, a indústria e a agricultura, constituindo uma estratégia fundamental para reduzir a escassez de água.

O excesso de população e a gestão dos resíduos

A ONU prevê que a população mundial passe de 8,5 bilhões de pessoas em 2030, obrigando-nos a reduzir consideravelmente a geração de resíduos por meio de atividades de prevenção, redução, reciclagem e reutilização próprias da conhecida como economia circular, com o objetivo de minimizar seu impacto na saúde e no meio ambiente.

O desenvolvimento urbano e a mobilidade sustentável

O crescimento urbano continua sendo um dos grandes desafios ambientais, mas não se trata apenas de acomodar bilhões de pessoas nas cidades, e sim de transformar profundamente a forma como elas funcionam. À medida que nos aproximamos de 2030, o foco evoluiu para a resiliência climática, a descarbonização e a adaptação a eventos extremos cada vez mais frequentes. 

De acordo com a Organização das Nações Unidas, durante a última década, os desastres naturais afetaram mais de 220 milhões de pessoas e causaram prejuízos econômicos de 100 bilhões de dólares por ano; diante disso, a construção de infraestruturas preparadas para esse tipo de desastre é crucial para o bem-estar da população. Além disso, atualmente, a transição energética urbana tornou-se um eixo central, com edifícios de emissões quase nulas, eletrificação generalizada e redes inteligentes que otimizam o consumo de energia. A mobilidade também mudou de enfoque: além de reduzir o tráfego urbano, busca-se priorizar a proximidade, a acessibilidade e o transporte de baixas emissões de carbono.

Por que os problemas ambientais não são independentes?

Embora as mudanças climáticas sejam uma crise que se tem procurado resolver ao longo dos anos, não se trata de um problema isolado. Como consequência do aquecimento global, a escassez de água se agrava, gerando, por sua vez, a perda da biodiversidade e maiores desigualdades sociais. Por outro lado, resíduos espalhados pelos ecossistemas, como os plásticos, não fazem nada além de agravar a situação, causando a morte de milhares de espécies marinhas e representando um perigo para a segurança alimentar. 

Dessa forma, todos os problemas ambientais que enfrentamos atualmente estão interligados entre si. Embora possa ser visto como um problema com muitas facetas, também existem várias soluções comuns, que poderiam levar à mitigação de todas as crises. Por exemplo, a redução de nossa pegada de carbono por meio da reutilização de embalagens, da diminuição da compra de plásticos ou da aquisição de produtos ecológicos contribuiria para mitigar a poluição, promovendo o bem-estar da biodiversidade e ajudando a respirar um ar mais puro.

O papel da Iberdrola na mitigação do impacto dos problemas ambientais

Com o objetivo de reduzir o impacto dos problemas ambientais, o Grupo Iberdrola considera a eletrificação do planeta como um pilar fundamental para alcançar a neutralidade em emissões de carbono até 2050, uma estratégia de mitigação que influencia todas as decisões da empresa, utilizando energias limpas e redes elétricas para reduzir o uso de combustíveis fósseis no mundo. 

Além de reduzir nossa pegada de carbono, elaboramos um Plano de Biodiversidade 2030, com o objetivo de integrar em nossos projetos uma perspectiva de conservação (evitar, reduzir, restaurar e compensar impactos). Com o objetivo de evitar instalações em áreas de alto valor ecológico, reduzir a poluição e restaurar habitats afetados. Além disso, realizamos um acompanhamento quantificável do nosso impacto por meio de sistemas de medição que avaliam os efeitos sobre as espécies e os ecossistemas onde nossas infraestruturas estão localizadas. 

Projetos como o East Anglia One, onde foi promovida a instalação de dois contêineres flutuantes para coletar o plástico e parte dos óleos, detergentes ou combustíveis que flutuam nas proximidades do porto de Lowestoft, buscam reduzir a poluição em nossos ecossistemas.

No entanto, não nos limitamos a realizar projetos sustentáveis; também nos dedicamos a buscar soluções inovadoras para continuar preservando nossos ecossistemas por meio do programa de startups PERSEO, um programa de inovação aberta com startups criado para o desenvolvimento de tecnologias e modelos de negócios que promovam a sustentabilidade em todos os níveis.

As chaves para combater os problemas ambientais

Para combater os problemas ambientais, é necessária uma ação conjunta entre cidadãos, empresas e governos, já que cada um desempenha um papel distinto, mas complementar. Esta década continua sendo decisiva para conter a degradação ambiental; por isso, são necessárias políticas públicas firmes, inovação tecnológica e mudanças de hábitos na vida cotidiana. Entre essas mudanças, a eletrificação e a transição energética, o principal objetivo do Grupo Iberdrola, fazem parte da solução ao reduzir as emissões e avançar em direção a um modelo mais limpo e eficiente.

Os cidadãos podem contribuir com ações concretas, como usar o transporte público, caminhar ou andar de bicicleta, economizar água e energia, reciclar corretamente e evitar consumos desnecessários. Também é importante adotar hábitos mais sustentáveis em casa, como reduzir o uso de plásticos descartáveis, desligar as luzes quando não forem necessárias ou tentar doar as roupas que já não nos servem.

As empresas, por sua vez, podem reduzir seu impacto ambiental melhorando a eficiência energética, gerenciando melhor os resíduos, incorporando critérios da economia circular e buscando calcular sua pegada ambiental. Além disso, elas desempenham um papel fundamental na inovação, pois podem desenvolver produtos e serviços mais sustentáveis e com menor pegada de carbono.

Por último, os governos devem promover leis, incentivos e impulsionar uma transição energética que acelere o uso de energias renováveis, a eletrificação do transporte e o planejamento de infraestruturas sustentáveis, com o objetivo de facilitar e promover a mudança de hábitos por parte da população.

10 grandes problemas ambientais

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