COP26: Iberdrola na Conferência do Clima 2021
Impulsionar a ação climática na COP 26 para cumprir os objetivos do Acordo de Paris
Sob o slogan Unindo o mundo para enfrentar a mudança climática, a Conferência das Nações Unidas sobre Mudança Climática (COP26) —realizada em Glasgow (Reino Unido) de 31 de outubro a 12 de novembro de 2021— reuniu representantes de cerca de 200 governos com o objetivo de acelerar a ação climática para cumprir o Acordo de Paris. Por mais um ano, o grupo Iberdrola participou ativamente desta cúpula para mostrar seu compromisso com um modelo energético sustentável que gera oportunidades.
A Iberdrola participou ativamente na Cimeira do Clima realizada em Glasgow.
Principais acordos alcançados na COP26
A COP26
enfatizou a urgência e as oportunidades para avançar em direção a uma economia neutra em carbono e pediu transparência e rigor nos planos de ação climática, tanto de governos quanto de empresas. Assim, surgiu o Pacto pelo Clima de Glasgow, documento que contém as diretrizes de ação política acordadas por todos os países. O pacto inclui os seguintes acordos:
Além desse pacto, importantes compromissos e alianças políticas foram anunciados na COP26, entre os quais se destacam:
Liderança de Iberdrola na COP26
Na COP26, o Grupo Iberdrola mostrou o seu compromisso com um modelo de energia sustentável que gera oportunidades e defendeu a ação climática como eixo central da sua estratégia de desenvolvimento sustentável e respeito pelo meio ambiente. Como principal partner do Glasgow Summit - por meio de sua subsidiária ScottishPower no Reino Unido - a empresa participou ativamente em várias iniciativas, fóruns e reuniões de alto nível com membros do governo britânico, das Nações Unidas, da Agência Internacional de Energia, da European Climate Foundation ou We Mean Business, entre outras organizações.
No total organizamos mais de 100 eventos com instituições internacionais e locais - mais da metade na sede da ScottishPower -, como o encontro sobre transição energética realizada em colaboração com o governo britânico ou o evento Electric Mobility Revolution, em associação com o Conselho Empresarial Mundial para o Desenvolvimento Sustentável (WBCSD).
ScottishPower, principal parceira da COP26
A filial do grupo no Reino Unido, ScottishPower, participou como principal parceira da COP de Glasgow
Link externo, abra em uma nova aba., onde está localizada sua sede corporativa. A Presidência da COP26 associou-se com empresas que se destacam por seus ambiciosos compromissos climáticos e que têm planos de redução de emissões realistas e de curto prazo, baseados na ciência e alinhados aos objetivos do Acordo de Paris. Essas companhias emprestaram seus recursos e experiência a fim de contribuírem para o sucesso da conferência e ajudaram a desenvolver ações internacionais para tratar das as mudanças climáticas.
O presidente da COP26, Alok Sharma (centro da imagem), visitou o parque eólico Whitelee, acompanhado pelo CEO da ScottishPower, Keith Anderson, e pela CEO da ScottishPower Renewables, Lindsay McQuade.
A ScottishPower
Link externo, abra em uma nova aba. foi a primeira companhia energética integrada do Reino Unido a ter uma geração 100 % limpa, produzindo toda a sua eletricidade a partir de energia eólica offshore e onshore. Dos 75 bilhões de euros que o grupo prevê investir entre 2020 e 2025, aproximadamente 10,88 bilhões se destinarão ao Reino Unido, com a finalidade de liderar a transição do país para uma economia neutra em carbono.
Como principal parceira da COP26, a companhia pretende impulsionar a ação climática para reforçar sua ambição e acelerar as medidas necessárias para avançar rumo a um clima mais seguro para todos. Além disso, tem contribuído para aumentar uma consciência pública sobre a importância e urgência desse desafio e sobre como a necessidade de um futuro sustentável e mais justo deve estar no centro da recuperação da economia mundial.
'Moving for Climate NOW'
Por mais um ano, a Iberdrola participou da cúpula do clima com o Moving for Climate NOW, uma iniciativa que tem como objetivo sensibilizar a comunidade internacional sobre a importância de lutar agora contra as mudanças climáticas. Trata-se de um percurso em que especialistas de diferentes áreas viajam de bicicleta elétrica a caminho da sede da COP para entregar às Nações Unidas seu Manifesto contra as mudanças climáticas [PDF] Link externo, abra em uma nova aba., no qual expõem as principais linhas de ação e alertam para a urgência de unir os esforços de todos os agentes para combater a emergência climática. A marcha começou em Edimburgo em 6 de novembro e percorreu 300 quilômetros até Glasgow, onde chegou em 9 de novembro.

A equipe chegou a Glasgow no dia 9 de novembro, depois de viajar mais de 270 quilômetros em quatro dias.
O Moving for Climate NOW chegou a Motherwell em sua terceira etapa.
Em sua segunda etapa, o Moving for Climate NOW viajou de Lanark a Troon.
O Moving for Climate NOW começou em Edimburgo.
Iberdrola 'Stand' na COP26
A Iberdrola teve um stand dentro da Green Zone da COP26, um espaço aberto ao público com o objetivo de promover o envolvimento da sociedade civil. O stand foi um espaço sustentável que deu visibilidade às lideranças climáticas do grupo e ofereceu apresentações e conteúdos audiovisuais especializados para apresentar suas ações, iniciativas e compromissos a fim de cumprir os objetivos de combate às mudanças climáticas e promover a mobilização social diante desse desafio.
Especificamente, o tema central do espaço foi o poder da natureza como fonte de energia limpa e ecológica, evidenciando o compromisso pioneiro da empresa com as energias renováveis e a descarbonização. Os visitantes puderam sentir as forças da natureza por meio de um túnel climático, uma experiência imersiva que combinou imagens projetadas em grandes telas de LED com efeitos de luz, som, calor, movimento e cheiro. Eles também interagiram com um grande globo tátil que mostrou os dados mais relevantes do grupo nos diferentes países em que está presente.
O poder da energia limpa da natureza foi o protagonista do estande da Iberdrola na COP26.
Um grupo de alunos escoceses visita o estande da Iberdrola.
Contribuição da Iberdrola para os objetivos da COP26
A Iberdrola é hoje uma referência internacional no combate às alterações climáticas e continua a avançar nesta linha. Assim, anunciou um plano de investimento histórico para 2020-2025 no qual se compromete a investir cerca de 35.000 milhões de euros em energias renováveis e mais de 27.000 em redes inteligentes até meados da década. Além disso, esse plano foi ampliado para 150 bilhões até 2030, o que permitirá à empresa triplicar sua capacidade renovável e dobrar seus ativos regulados ao final do período, com 90% desse investimento alinhado à taxonomia da União Europeia para a mitigação das mudanças climáticas.
Esta estratégia levará a Iberdrola a tornar-se, até 2030, uma empresa neutra em carbono na Europa e a reduzir as suas emissões de CO2 a nível global para 50 g / kWh. Seu objetivo é atingir a neutralidade global de carbono até 2050.
A efetividade da COP26
A COP26 teria alguma contribuição significativa diante dos desafios climáticos globais? Essa foi a questão central debatida por Keith Anderson, CEO da Scottish Power (subsidiária da Iberdrola no Reino Unido), e Dieter Yelmo, professor de Política Econômica na Universidade de Oxford. O encontro ocorreu em 29 de outubro de 2021, antes do início da cúpula.
Debate sobre a contribuição da COP26 para a proteção do planeta contra as mudanças climáticas, realizado em outubro de 2021. Áudio em inglês. Fonte: Intelligence Squared
A COP26 foi um ponto de inflexão para o planeta?
O compromisso dos países em reduzir as emissões de carbono até 2030 é vital, especialmente em um contexto no qual os efeitos das mudanças climáticas são cada vez mais evidentes. No entanto, as possibilidades de sucesso não são animadoras. Apesar de terem sido realizadas cúpulas climáticas todos os anos desde 1995 (com exceção de 2020 devido à pandemia), as concentrações de gases de efeito estufa na atmosfera continuam aumentando. Se não houver redução, as consequências poderão ser irreversíveis, conforme alertam diversos cientistas.
Diante da urgência de avançar para uma economia neutra em carbono e mitigar os efeitos das mudanças climáticas, surge uma pergunta-chave: as vozes daqueles que vivem em países em desenvolvimento e que já enfrentam as consequências mais severas do aquecimento global terão espaço e relevância?
Ao mesmo tempo, cabe questionar se a abordagem predominantemente vertical das Nações Unidas, delineada pelas altas esferas do poder internacional, é realmente a maneira mais eficaz de enfrentar uma ameaça que é diversa e desigual.
Todas as informações sobre
A COP26
O que é a COP?
A Conferência das Partes ou COP é o órgão supremo da Convenção-Quadro das Nações Unidas sobre Mudanças Climáticas (CMNUCC), um tratado que estabelece as obrigações básicas dos 196 Estados (ou partes) e da União Europeia para combater as mudanças climáticas. Foi assinado na Cúpula da Terra de 1992 e entrou em vigor em 1994. Desde então, todos os anos se realiza uma COP para revisar o estado de sua implementação e propor, avaliar e aprovar outros instrumentos que apoiem sua instauração.
Quem são os participantes da COP?
As partes são os estados-membros da CMNUCC e da União Europeia — atualmente, cerca de 200 países —, que participam através de seus chefes de Estado ou de Governo ou, em seu nome, os ministros. Além das partes, na COP podem estar presentes como observadores representantes de empresas, organizações internacionais, stakeholders ou associações.
Qual é o objetivo da COP?
A COP reúne governos de todo o mundo com milhares de cientistas, empresários, representantes institucionais e ONGs para anunciar novos compromissos climáticos e avançar nas negociações sobre mudanças climáticas. Seu objetivo é tornar operacionais todos os pontos do Acordo de Paris. Trata-se, portanto, de um encontro ineludível na agenda climática global.
Quantas COPs já ocorreram?
Desde 1995, foram realizadas 25 COPs. A primeira ocorreu em Berlim e, desde então, foram convocadas em diferentes cidades da Europa, América, África e Ásia. Bonn, na Alemanha, recebeu várias COPs por ser a sede da UNFCCC.
Onde e quando será realizada a COP26?
A COP26 será realizada em Glasgow (Reino Unido) entre os dias 1 e 12 de novembro de 2021, especificamente no Scottish Event Campus (SEC). Inicialmente, a 26.ª Conferência das Partes estava prevista para novembro de 2020, mas a CMNUCC decidiu adiá-la para 2021 devido à pandemia de COVID-19.
Glasgow foi escolhida para ser sede da Conferência do Clima devido ao seu compromisso e trajetória com a sustentabilidade. A cidade escocesa pretende ser neutra em carbono em 2030 e converter-se em uma das cidades mais verdes de Europa graças à sua campanha Sustainable Glasgow. Além disso, ocupa a quarta posição no índice Global Destination Sustainability Index.
Quem preside a COP26?
O Reino Unido preside a COP26, em associação com a Itália. É a primeira vez que o país britânico sedia uma Conferência das Partes, em reconhecimento à sua liderança no combate contra as mudanças climáticas.
Desde 1990, o Reino Unido conseguiu reduzir em mais de 40 % suas emissões sendo o maior produtor de energia eólica offshore do mundo. Foi a primeira grande economia que aprovou leis para alcançar a neutralidade em carbono e anunciou planos para duplicar seu financiamento climático internacional e mobilizar apoio para os países em desenvolvimento. O país, que possui um Plano Ambiental de 25 anos para tratar dos principais problemas ambientais da atualidade (qualidade do ar, recuperação da natureza, redução de resíduos e eficiência dos recursos), prevê que até 2030 sua economia baixa em carbono crescerá quatro vezes mais rápido do que a restante economia mundial.
Qual a importância da COP26?
A COP26 reúne mais de 30.000 delegações — incluidos chefes de Estado, especialistas em clima, empresas e ativistas — para estabelecer um plano de ação coordenado que permita cumprir os objetivos estabelecidos no Acordo de Paris: manter o aumento da temperatura global muito abaixo dos 2 °C e avançar para cenários climáticos e energéticos que contribuam para limitá-lo a 1,5 °C. Para tal, se pede aos países que adotem uma abordagem ambiciosa a fim de renovar seus compromissos climáticos em nível nacional ou NDC (Contribuições Nacionalmente Determinadas).
Qual o lema da COP26?
O lema da COP26, Unindo o mundo para enfrentar as mudanças climáticas, insiste na importância da cooperação internacional para tratar das mudanças climáticas.
Que outras atividades serão realizadas no âmbito da COP26?
De 30 de setembro a 2 de outubro de 2021 foi realizada em Milão (Itália) a denominada Pré-COP, uma reunião preparatória onde participaram entre 35 e 40 países, representantes da Secretaria da CMNUCC, os presidentes dos órgãos subsidiários da Convenção e uma série de stakeholders que desempenham um papel-chave na luta contra as mudanças climáticas e na transição para o desenvolvimento sustentável. O evento proporcionou um ambiente informal para debater e intercambiar pontos de vista sobre alguns aspectos políticos essenciais das negociações posteriores.
Anteriormente, de 28 a 30 de setembro, também em Milão, foi realizada a Cúpula da Juventude, que agrupou quase 400 jovens de 18 a 29 anos provenientes dos 197 países-membros da CMNUCC para elaborar propostas concretas sobre assuntos que afetam as negociações da Pré-COP de Milão e da COP de Glasgow. Sob o título Juventude pelo Clima: Impulsionando a ambição, o encontro contou com dois dias dedicados aos grupos de trabalho e uma última jornada de debates entre os jovens representantes das delegações e os ministros presentes na Pré-COP26.































