ODS 3: SAÚDE DE QUALIDADE

Como podemos garantir a saúde e o bem-estar universais?

Embora nas últimas décadas tenha havido avanços significativos no aumento da esperança de vida e na redução da mortalidade infantil e materna, ainda são necessárias mais iniciativas e projetos que erradiquem totalmente diferentes questões relativas à saúde e ao bem-estar.

De acordo com o último relatório publicado pelo Fundo da ONU para a infância (UNICEF), a Organização Mundial de Saúde (OMS) e outros organismos das Nações Unidas, cerca de 15.000 crianças morrem diariamente antes de atingirem os cinco anos e 2,6 milhões delas morrem antes de atingirem seu primeiro mês de vida anualmente. Tal relatório antecipa que, caso as tendências atuais se mantenham, 60 milhões de crianças morrerão — também antes de atingirem os cinco anos — entre 2017 e 2030.

Da mesma forma, 300.000 mulheres morrem a cada ano durante o parto. Em 2017, 78% das mulheres em idade reprodutiva (entre 15 e 49 anos) que estavam casadas ou viviam com seu companheiro em todo o mundo satisfaziam a necessidade de planejamento familiar mediante métodos modernos, em comparação com 75% em 2000.

Diante dessa situação, reduzir a taxa de mortalidade infantil e materna e acabar com as epidemias converteu-se no terceiro dos 17 Objetivos de Desenvolvimento Sustentável da ONU, aprovados em setembro de 2015 durante a Cúpula sobre Desenvolvimento Sustentável, um evento em que mais de 150 chefes de Estado e de Governo aprovaram a denominada Agenda 2030.

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Fatores para entender a mortalidade infantil no mundo

A quem afeta?

5.6 milhões de crianças com idades inferiores a 5 anos

morreram em 2016.

46.4% faleceram durante seu primeiro mês de vida

como consequência de um nascimento prematuro, baixo peso, infecções, asfixia ou traumatismos derivados do parto.

Como se distribui no mundo?

52.5% se concentra na África, 42.7% na Ásia, 3.3% na América Latina e no Caribe, 1.3% na América do Norte e Europa e 0.2% na Oceania.

Os 10 países com maior porcentagem de mortalidade infantil

ficam na África, onde por cada 1.000 crianças com idades inferiores a cinco anos que nascem vivas falecem — em milhares —:

150

120

90

60

30

0

Somalia

Chad

Rep.
Centroafricana

Sierra Leona

Mali

Mauritania

Nigeria

Benin

Lesoto

Rep. Dem.
del Congo

Principais causas

Falta de sistemas de acesso à água limpa e saneamento, desnutriçõo, pouca disponibilidade de vacinas e ausência de um atendimento médico de qualidade, que provoca problemas nos partos e a propagação de doenças como a malária, a tuberculose e o HIV.

COMO PODEMOS ACABAR COM ELA?

Devemos investir mais recursos para melhorar os sistemas de Saúde primária — como vacinas e antibióticos —, o aleitamento materno, o fornecimento de água potável e a alimentação. Além disso, é necessário promover uma educaçõo básica universal.

 

 VER INFOGRÁFICO: Fatores para entender a mortalidade infantil no mundo [PDF]

Por que o Objetivo Saúde e bem-estar da ONU é tão importante?

Aproximadamente 95% das mortes de menores de cinco anos concentram-se na África, em países como a Somália, Nigéria, República Democrática do Congo e Etiópia; e na Ásia, onde se destacam os números da China, Índia e Paquistão.

Para reduzir o número de falecimentos prematuros é necessário que haja avanços no acesso à água limpa e ao saneamento (ODS 6), pois são fatores que contribuem para a redução de doenças letais e infecciosas, como a malária e a tuberculose, assim como diminuir a propagação do HIV. Um atendimento médico de qualidade e acessível, uma melhoria da nutrição e uma maior disponibilidade das vacinas também serão fundamentais para frear a mortalidade infantil e materna.

Metas do terceiro Objetivo de Desenvolvimento Sustentável (ODS 3)

Embora o total de falecimentos maternos e infantis tenha diminuído desde 1990, ainda é necessário destinar mais recursos para garantir uma vida saudável e promover o bem-estar de todas as pessoas. As metas para 2030 são:

  • Reduzir a taxa mundial de mortalidade materna para menos de 70 falecidos por cada 100.000 nascidos vivos.
  • Conseguir que todos os países diminuam a mortalidade neonatal, pelo menos até 12 por cada 1.000 nascidos vivos e a mortalidade das crianças com idades inferiores a cinco anos, no mínimo, para 25 por cada 1.000 nascidos vivos.
  • Garantir o acesso universal aos serviços de saúde sexual e reprodutiva, incluindo os serviços de planejamento familiar, informação e educação.
  • Reduzir o número de mortes e doenças provocadas por produtos químicos perigosos e pela contaminação do ar, da água e do solo.