ODS 8: TRABALHO DIGNO E CRESCIMENTO ECONÔMICO

Investiremos 150 bilhões de euros até 2030 como contribuição decisiva para a recuperação econômica

#economia #empresa #emprego #transformação social

O grupo Iberdrola atua como indutor de desenvolvimento econômico e social criando emprego estável e de qualidade. Portanto, nesse sentido, comprometeu-se a investir 75 bilhões de euros até 2025, que aumentarão até 150 bilhões em 2030, para dinamizar o tecido industrial e criar emprego nos países onde está presente.

NOSSA CONTRIBUIÇÃO PARA O ODS 8: TRABALHO DIGNO E CRESCIMENTO ECONÔMICO

O valor criado em âmbito global pela estratégia e pelo modelo de negócio da Iberdrola ao longo do tempo se traduz em desenvolvimento econômico e social:

 A Iberdrola anunciou um plano de investimento histórico de 75 bilhões de euros para o período 2020-2025, que aumentarão até 150 bilhões em 2030, como contribuição decisiva para a recuperação econômica pós-COVID. Mantendo os pilares da economia social de mercado e a Agenda 2030 das Nações Unidas, os investimentos e as compras de bens e serviços previstos permitirão manter ao redor de 500.000 postos de trabalho em termos mundiais em 2025. No fechamento do Primeiro trimestre 2021, a aceleração dos investimentos já criou novas oportunidades para os fornecedores de Iberdrola, gerando só na Espanha 30.000 postos de trabalho.

 Mais de 34 bilhões de euros de impacto no PIB dos países onde a companhia realiza sua atividade e 7.475 milhões de euros de contribuição fiscal em 20201.

 14 bilhões de euros em volume de compras em 2020. O grupo trabalha com 22.000 fornecedores em todo o mundo e tem acordos em andamento no valor de mais de 20 bilhões de euros até 2023.

 Mais de 38.000 empregos diretos, de um total de 400.000 postos de trabalho2 em todo o mundo (incluindo diretos, indiretos e induzidos).

 6.000 novas contratações ao quadro de pessoal nos últimos 12 meses, das quais 2.500 ocorreram no Primeiro trimestre 2021. A companhia também continua com sua previsão de fazer 20.000 contratações entre 2020 e 2025.

 99 % do quadro de pessoal tem contrato fixo1.

 Promovemos a conciliação da vida profissional e familiar de nossos funcionários com diferentes medidas que promovem sua qualidade de vida.

 Incentivamos a diversidade e a inclusão no mercado de trabalho. Para 2025, a companhia tem por objetivo ter 30 % dos postos de direção ocupados por mulheres em relação aos atuais 22 %, além de situar a desigualdade salarial abaixo de 2 %.

 Apostamos na formação e no desenvolvimento do talento: em 2020, o grupo atingiu 53 horas de treinamento por funcionário1, quatro vezes mais do que a média europeia.

 Oferecemos um ambiente de trabalho seguro e saudável, com uma melhoria contínua em todos os âmbitos da gestão da prevenção de riscos no trabalho.

 Com o surgimento da COVID-19, a Iberdrola ativou um plano de ação global contra a pandemia, colocando no centro a saúde e segurança de seus funcionários e de todos os seus Stakeholders (ODS 3) garantindo o fornecimento elétrico e mantendo seu compromisso de criação de valor para a sociedade.

 Nosso Programa internacional de start-ups Iberdrola - PERSEO, cuja verba alcança a cifra de 110 milhões de euros, proporciona o acesso da companhia às tecnologias do futuro. Além disso, incentiva a criação e o desenvolvimento de um ecossistema global e dinâmico de empreendedores do setor elétrico e empresas de tecnologia.

1 Dados consolidados no encerramento do Exercício 2020. Consulte nossos relatórios anuais.

2 Dados do Estudo de Impacto da Iberdrola, realizado pela PwC, correspondente ao Exercício 2019.

 

O QUE É O OBJETIVO DE DESENVOLVIMENTO SUSTENTÁVEL 8: TRABALHO DIGNO E CRESCIMENTO ECONÔMICO?

O ODS 8 busca promover o crescimento econômico sustentável e inclusivo, o emprego pleno e produtivo e o trabalho digno para todos. Para tal, é necessário manter o crescimento econômico per capita de acordo com as circunstâncias nacionais e conseguir que o crescimento do PIB dos países menos adiantados seja de, pelo menos, 7 % ao ano. Também é necessário promover políticas que apoiem atividades produtivas e a criação de postos de trabalho decentes, o empreendimento e a inovação.

POR QUE É TÃO IMPORTANTE O ODS 8: TRABALHO DIGNO E CRESCIMENTO ECONÔMICO?

Erradicar a pobreza apenas será possível com empregos estáveis e bem remunerados. Por isso, é vital promover o emprego pleno e produtivo e o trabalho digno para todos em todo o mundo. Dessa forma será possível promover o crescimento econômico sustentado, sustentável e inclusivo, tal como gerado pelo emprego verde.

Após a recessão econômica mundial de 2009, a produtividade do trabalho global começou a aumentar e as taxas de desemprego foram melhorando (embora com grandes diferenças entre regiões). No entanto, uma década depois, em 2019, a economia mundial alcançou seu crescimento mais baixo desde o período 2008-2009.

E se isso não fosse suficiente, o cenário agravou-se com o surgimento da COVID-19. A pandemia causou uma maior desaceleração na economia e está desequilibrando os mercados de trabalho de todo o mundo. Está prejudicando, sobretudo, os trabalhadores com empregos informais, autônomos e pessoas que ganham por dia trabalhado. De acordo com o Relatório sobre os progressos conseguidos em relação ao cumprimento dos ODS (2020), o desemprego mundial atingirá seu pior número desde a Segunda Guerra Mundial. Além disso, a ameaça vai mais além, pois poderia aumentar o risco de trabalho infantil.

O objetivo de crescimento de 7 % do PIB nos países menos avançados não tinha sido alcançado antes da pandemia. De fato, a taxa de crescimento do PIB real per capita foi de 2 % em 2018 (mesmo nível da taxa média de crescimento anual de 2010 a 2018). Em 2019, a taxa de crescimento caiu para 1,5 % e, após a crise do coronavírus, se prevê que caia para 0,8 % em 2020, até que finalmente consiga aumentar para 4,6 % em 2021.  

No que se refere à taxa de crescimento de produtividade do trabalho, esta alcançou 1,6 % em 2018 e 1,4 % em 2019, mas foi muito desigual entre regiões: enquanto a produtividade diminuiu na América Latina e no Caribe, na Ásia Ocidental e na África Subsaariana e do Norte, em todos os demais países aumentou, e isso ocorreu bastante rápido na Ásia Oriental, Central, Meridional e no sudeste dessa região.

Em 2019 a taxa de desemprego tinha se situado em 5 % em âmbito mundial (11 % da população ativa no norte da África e Ásia Ocidental estava desempregada) e agora se espera que com a pandemia o desemprego se intensifique. Nenhum trabalhador será tão prejudicado quanto os da economia paralela (61 % dos trabalhadores de todo o mundo tinham um emprego na economia paralela em 2016). Calcula-se que a metade da população ativa mundial (cerca de 1,6 bilhões de trabalhadores da economia informal) será afetada significativamente após a pandemia de COVID-19. Estima-se que a renda desses trabalhadores sofreu uma redução de 60 % no primeiro mês da crise do coronavírus (chegando a 81 % em certas regiões).

Se a segurança e a saúde no trabalho foram um importante desafio antes do surgimento da COVID-19, agora a adversidade é muito maior, pois alguns trabalhadores estão expostos a riscos desnecessários. Desde 2010, foram notificadas mais de 10 mortes relacionadas ao trabalho por cada 100.000 trabalhadores, em nove dos 71 países com dados disponíveis desde 2010.

Enfrentar a situação atual e reverter esses dados se converteu em um objetivo primordial no âmbito internacional. Por isso, garantir o trabalho digno, inclusivo e sustentável se converteu no ODS 8 dos 17 Objetivos de Desenvolvimento Sustentável da ONU, aprovados em setembro de 2015 como parte da Agenda 2030.

A Iberdrola com os ods

Fatores-chave para entender a desigualdade de trabalho no mundo

A quem afeta?

Mais de 630 milhões de trabalhadores em todo o mundo continuam em situação de pobreza extrema ou moderada
Cerca de 2 bilhões de trabalhadores na economia paralela

Em 2019, a taxa de participação da mulher na força de trabalho era de apenas 47 %, 27 pontos abaixo da taxa masculina (74 %)

Como se distribui no mundo?

Os 10 países com o Índice de Desenvolvimento Humano mais baixo — e, portanto, com mais desigualdades em todos os níveis — ficam na África Subsaariana:

1

0,8

0,6

0,4

0,2

0

República
Centroafricana

Níger

Chad

Burkina Faso

Burundi

Guinea

Sudán del sur

Mozambique

Sierra Leona

Eritrea

Principais causas

As políticas fiscais atuais, que provocam uma redução de renda da população; a corrupção e os fluxos ilícitos de capitais; a concentração da riqueza; o acesso não igualitário à educação; a pobreza laboral, que diminui lentamente; a brecha salarial, cada vez maior; e a desigualdade de oportunidades no mercado de trabalho.

Como podemos acabar com ela?

Devemos promover um acesso mais equitativo à educação e aos empregos bem remunerados; colocar em funcionamento um registro financeiro global para limitar a evasão fiscal; acabar com a concentração da riqueza extrema.

 

 VER INFOGRÁFICO: Fatores-chave para entender a desigualdade de trabalho no mundo [PDF]

METAS DO ODS 8: TRABALHO DIGNO E CRESCIMENTO ECONÔMICO

As metas concretas fixadas para o ano 2030 são:

  • Alcançar o emprego pleno e produtivo e trabalho decente para todas as mulheres e homens, inclusive para os jovens e as pessoas com deficiência, e remuneração igual para trabalho de igual valor. 
  • Erradicar o trabalho forçado e infantil e proteger os direitos trabalhistas.
  • Adotar políticas fiscais, salariais e de proteção social e conseguir progressivamente uma maior igualdade.
  • Proteger os direitos trabalhistas e promover ambientes de trabalho seguros e protegidos para todos os trabalhadores, incluindo os trabalhadores migrantes, em particular as mulheres migrantes, e pessoas em empregos precários. 
  • Melhorar progressivamente a eficiência dos recursos globais e dissociar o crescimento econômico da degradação ambiental.
  • Garantir uma maior representação dos países em vias de desenvolvimento nas decisões adotadas pelas instituições econômicas e financeiras internacionais.