ODS 11: CIDADES E COMUNIDADES SUSTENTÁVEIS

Promovemos a eficiência energética em todos os nossos produtos, serviços e atuações

#sustentabilidade ambiental #sociedade #P+D+I

O grupo Iberdrola promove a ecoficiência, reduzindo os impactos ambientais em todas as suas atividades, instalações, produtos e serviços. Apostamos na mobilidade sustentável, na eficiência dos edifícios e na valorização do patrimônio cultural através de projetos de iluminação sustentáveis.

NOSSA CONTRIBUIÇÃO PARA O ODS 11: CIDADES E COMUNIDADES SUSTENTÁVEIS

 Referência mundial na luta contra as mudanças climáticas: nosso objetivo é ser neutros em carbono na Europa em 2030 e reduzir as nossas emissões de CO2 em termos globais em 86 % — até 50 g/kWh — no final da década, virando neutros em carbono até 2050 em âmbito global. No fechamento do Primeiro trimestre 2021, nossas emissões de CO2 na Europa já atingiram mínimos históricos no período (28 gr CO2/kWh), sendo uma décima parte das emissões de nossos concorrentes europeus e americanos.

 Comprometidos com a eficiência dos edifícios e construções: a Torre Iberdrola, o Campus Iberdrola e a Ochil House, sede da ScottishPower — filial do grupo no Reino Unido — são um símbolo do compromisso da companhia com a sustentabilidade e a eficiência energética. Também trabalhamos para melhorar o desempenho da climatização (aquecimento e refrigeração), o isolamento térmico e a iluminação dos edifícios, assim como a automatização das instalações associadas aos mesmos.

 Plano de Mobilidade Sustentável: lideramos a transição para a mobilidade sustentável e a eletrificação do transporte. Buscamos reduzir as emissões, incentivar a eficiência energética, melhorar a qualidade de vida das pessoas nas regiões onde o grupo está presente e conscientizar nossos funcionários. No encerramento do Exercício de 2020, a Iberdrola comercializou cerca de 10.000 pontos de recarga de veículos elétricos e prevê alcançar 150.000 pontos em 2025. Também planeja ter uma frota integrada com mais de 3.500 veículos completamente elétricos na Espanha e no Reino Unido até 2030.

 Nosso Programa internacional de start-ups Iberdrola - PERSEO promove soluções inteligentes para clientes residenciais, comerciais e industriais, além de soluções de mobilidade elétrica, entre outras. Aos 70 milhões de euros destinados a essa iniciativa, se somam mais 40 milhões em 2020 para lançar — através de sua unidade Perseo Venture Builder — empresas industriais inovadoras que trabalhem em novos âmbitos da eletrificação e em setores difíceis de descarbonizar.

 Produtos e serviços eficientes: trabalhamos continuamente no desenvolvimento de novos produtos e serviços que favorecem a eficiência, a economia energética e a proteção do meio ambiente. Entre os quais se destacam: Smart Mobility, Smart Home, Smart Solar, Planes a Tu Medida, Energy Wallet e PowerUp.

 Levamos luz ao patrimônio cultural: o grupo realiza diferentes projetos de iluminação em monumentos artísticos e edifícios singulares. O objetivo é contribuir para a valorização do patrimônio, favorecer a eficiência energética e reduzir a poluição ambiental.

 

O QUE É O OBJETIVO DE DESENVOLVIMENTO SUSTENTÁVEL 11: CIDADES E COMUNIDADES SUSTENTÁVEIS?

O ODS 11 busca tornar as cidades mais inclusivas, seguras, resilientes e sustentáveis. Para tal, é necessário garantir o acesso de todos à moradia e aos serviços básicos; assegurar uma urbanização e um sistema de transportes acessível e sustentável, e salvaguardar o patrimônio cultural e natural do mundo, entre outras metas.

POR QUE É TÃO IMPORTANTE O ODS 11: COMUNIDADES E CIDADES SUSTENTÁVEIS?

55 % da população, cerca de 4,2 bilhões de pessoas, mora em cidades e núcleos urbanos (ONU, 2019) — dos quais aproximadamente 60 % o fazem em cidades com mais de 300.000 habitantes, o que equivale a um terço da população mundial. Esse número está aumentando, de modo que quase 70 % da população viverá em núcleos urbanos em 2050.

Embora o crescimento das cidades proporcione oportunidades, bem-estar e prosperidade para muitas pessoas, também provoca grandes desigualdades econômicas, sociais e ambientais. Um bilhão de pessoas vive em assentamentos informais e em bairros marginalizados (a maioria na Ásia Oriental/Sudeste Asiático). São regiões densamente povoadas, com medidas de higiene deficientes e onde estão expostos à violência e exclusão social. Longe de diminuir, essa tendência aumentou. Embora a porcentagem de pessoas que moravam em bairros marginais tenha diminuído entre 2000 (28 %) e 2014 (23 %), a partir dessa data tem crescido (especialmente na África Setentrional e Subsaariana e na Ásia Ocidental), chegando a 24 % em 2018.

Por outro lado, mesmo que as cidades do mundo ocupem apenas 3 % da superfície total da Terra, a ONU ressalta que 70 % de todas as emissões de gases de efeito estufa (GEE) provém dos núcleos urbanos, em sua maioria mal projetados, com um transporte público insuficiente e um alto consumo energético. Isso significa que, desde 2016, 90 % dos habitantes das cidades respiram um tipo de ar que não cumpre a regulamentação estabelecida pela Organização Mundial da Saúde.

No entanto, as áreas metropolitanas impulsionam o crescimento econômico, contribuindo com cerca de 60 % do PIB mundial. De fato, a ONU-Habitat afirma que as cidades bem governadas e planejadas podem ajudar a combater os desafios globais, como a pobreza (ODS 1) e as mudanças climáticas (ODS 13). Porque no mundo é possível haver outro tipo de cidade: mais compactas, sustentáveis e resistentes contra os efeitos das mudanças climáticas.

Esses núcleos — propostos pela ONU em seus Objetivos de Desenvolvimento Sustentável (ODS 9) — apoiam seu crescimento econômico e o bem-estar de seus cidadãos em torno de setores como: inovação, pesquisa, construção de infraestruturas sustentáveis e uma indústria mais inclusiva e que respeite o meio ambiente. O conceito de infraestruturas sustentáveis se refere a sistemas e equipamentos que proporcionem serviços essenciais aos habitantes — estradas, pontes, torres de telefonia, instalações de geração e transmissão de energia — e que cumpram os princípios de sustentabilidade em todos os sentidos, ou seja, que respeitem o meio ambiente do início ao fim, além de sustentáveis em termos econômicos, financeiros, sociais e institucionais.

O surgimento da COVID-19 afetou sobretudo as cidades: mais de 90 % dos casos de coronavírus ocorrem em áreas urbanas. A pandemia atinge com crueza o bilhão de habitantes de bairros marginalizados sem nenhum acesso ou com possibilidades limitadas de obter água, saneamento e gestão de resíduos. A isso devemos acrescentar a superlotação dos transportes públicos e das quase inexistentes instalações sanitárias. Serviços básicos confiáveis, transporte público seguro e espaços abertos são necessários para poder garantir a saúde da população das cidades.

Apenas a metade da população urbana do mundo tem acesso ao transporte público, de acordo com os dados de 2019 de 610 cidades localizadas em 95 países. O transporte público confiável e acessível, além de reduzir a poluição do ar e o trânsito também promove a produtividade e a inclusão.

O rápido crescimento das cidades e megacidades — núcleos com mais de 10 milhões de habitantes, existindo atualmente 34 com 13 % da população mundial (ONU, 2020) e, em 2035, a ONU calcula que serão 48 — faz com que seja imprescindível prestar atenção especialmente aos núcleos urbanos. Por isso, conseguir cidades mais inclusivas, seguras, resilientes e sustentáveis constitui o ODS 11 dos 17 Objetivos de Desenvolvimento Sustentável da ONU, aprovados em setembro de 2015 como parte da Agenda 2030.

A Iberdrola com os ods

Fatores-chave para entender a sustentabilidade urbana

A quem afeta?

55 % da população mundial
— aproximadamente 4,2 bilhões de pessoas —
mora em núcleos urbanos. Um bilhão ainda vive em bairros marginalizados.

70 % de todas as emissões de gases de efeito estufa (GEE) provêm de núcleos urbanos...

Por isso morrem por ano 8,8 milhões de pessoas devido â poluição do ar.

Como se distribui no mundo?

As 10 cidades menos sustentáveis do mundo Ásia (40 %), América do Norte (30 %), América do Sul (10 %),
África (10 %) e Oceania (10 %):

40

35

30

25

20

15

10

5

0

Hanói

Kuala Lumpur

O Cairo

Bangkok

Lima

Jakarta

Indianápolis

Perth

Houston

Tampa

Principais causas

O rápido crescimento das urbes nos países menos desenvolvidos; o aumento da migração do campo para a cidade; a maior concorrência pelos recursos naturais, como a terra e a água; a falta de fundos para prestar serviços básicos; e a deterioração das infraestruturas.

Como podemos acabar com ela?

Devemos garantir o acesso a moradia segura e acessível; temos que melhorar os
assentamentos marginais; é necessário investir em transporte público; criar áreas públicas verdes; e implantar medidas para que o planejamento e a gestão urbana sejam participativos e inclusivos.

 

 VER INFOGRÁFICO: Fatores-chave para entender a sustentabilidade urbana [PDF]

METAS DO ODS 11: CIDADES E COMUNIDADES SUSTENTÁVEIS

As metas concretas fixadas para o ano 2030 são:

  • Garantir o acesso a moradia e serviços básicos adequados, seguros e a preço acessível.
  • Proporcionar acesso a sistemas de transporte seguros, acessíveis, sustentáveis e a preço acessível para todos, melhorando especialmente o transporte público.
  • Aumentar a urbanização inclusiva e sustentável.
  • Proteger e salvaguardar o patrimônio cultural e natural mundial.
  • Conseguir uma gestão sustentável e o uso eficiente dos recursos naturais.
  • Proporcionar acesso universal a áreas verdes e espaços públicos seguros, inclusivos e acessíveis.