'START-UP CHALLENGE': MONITORAMENTO DE AEROGERADORES

Ajude-nos a melhorar o monitoramento dos parques eólicos

O grupo Iberdrola lançou um novo Start-up Challenge em busca de soluções que ajudem a melhorar os sistemas de monitoramento em parques eólicos, especialmente, as soluções que possam ser implantadas de forma rápida, simples e econômica nos parques mais antigos.

EM QUE CONSISTE O DESAFIO?

A Iberdrola aposta nas energias limpas e renováveis para avançar até um modelo energético sustentável, seguro e competitivo, insistindo na energia eólica como uma das tecnologias melhor posicionadas para enfrentar dita transição energética. O grupo é atualmente líder mundial em energias renováveis e o primeiro produtor eólico, com uma potência instalada de mais de 16 GW em eólica terrestre e 572 MW em eólica offshore.

Parte do compromisso da companhia com o desenvolvimento da energia eólica se assenta na procura constante de uma maior eficiência e na redução dos custos de exploração e manutenção para aumentar a competitividade. Neste sentido, os sistemas de monitoramento de turbinas eólicas e da infraestrutura elétrica associada são peças essenciais para prolongar a vida útil dos parques. Estes sistemas coletam dados que permitem desenvolver modelos de diagnóstico e prognóstico, o que torna possível que a manutenção não seja meramente corretiva ou planejada, mas baseada na condição e na detecção precoce das falhas.

Um elemento fundamental são os sensores e soluções de monitoramento que medem diferentes parâmetros associados aos componentes da turbina, os quais alimentam o sistema de controle e alertas do aerogerador e os sistemas de diagnóstico. O novo Start-up Challenge da Iberdrola — novamente, dentro do escopo de seu Programa internacional de start-ups - PERSEO — pretende encontrar soluções que melhorem esses sensores e sistemas.

QUE TIPO DE SOLUÇÕES ESTAMOS PROCURANDO?

O desafio busca soluções inovadoras e competitivas de monitoramento de turbinas eólicas que cumpram os seguintes requisitos:

 Que sejam soluções ou sensores de baixo custo.

 Que sejam de baixa potência ou autoalimentadas.

 Que possam ser implantadas em parques já em funcionamento com turbinas de diferentes fornecedores. Serão consideradas de forma especial: a rapidez de instalação e que as modificações que envolvam sejam as mínimas possíveis no hardware existente.

 Que tenham poucas exigências de cabeamento — potência/comunicações —. Os sensores sem fio e autônomos — que não precisam de alimentação externa — serão avaliados de forma positiva.

 Que utilizem protocolos de transmissão de dados wireless para longas distâncias (como LoraWAN) que permitam a coleta de dados centralizada na subestação ou na base de operações e manutenção.

 Que disponham de processamento de dados On-edge para reduzir a largura de banda exigida para a transmissão dos dados.

 Que tenham interfaces abertas para o processamento posterior e envio dos dados brutos.

 Que sejam sensores multifuncionais e que combinem, por exemplo, dados de temperatura, pressão, umidade e vibrações triaxiais.
 

As propostas se enquadram em alguma ou em várias das seguintes categorias:

 Sensores e sistemas inovadores para o monitoramento de componentes do trem mecânico — rolamento principal e caixa multiplicadora —. Nesta categoria, serão considerados sensores de vibração, sensores para medição de torque em eixos e acelerômetros —incluindo poder ir dentro de engrenagens em etapas planetárias em caixas multiplicadoras —.

 Sensores sem fio e de baixo custo de medida de temperatura do rolamento do rotor.

 Sensores sem fio da medida de desgaste dos dentes das engrenagens, etc.

 Sensores acústicos sem fio e sistemas de monitoramento inovadores para monitorização de quebra de componentes dentro do rotor.

 Sensores sem fio e de baixo custo para monitorar o comportamento estrutural das fundações dos aerogeradores, capturando a inclinação, tensão e vibrações de baixa frequência (< 100 Hz).
 

Cronograma.

QUAL É O PRÊMIO?

 O prêmio consistirá na assinatura de um acordo de colaboração e teste com a PERSEO e/ou com qualquer outra empresa do grupo Iberdrola. A PERSEO ou a empresa subscritora assumirão os custos de ditas atividades e proporcionarão ao ganhador o suporte técnico necessário, bem como um ambiente e dados reais para testar a solução. Também serão fornecidos: acesso a equipamentos, equipes, infraestruturas, localizações de alta tecnologia e áreas de trabalho conjunto.

 Se o ensaio ou teste de conceito for satisfatório, a Iberdrola poderá oferecer ao participante a oportunidade de aumentar a escala da solução, adotando-a por meio de acordos comerciais.

 Além disso, a PERSEO poderia considerar investir na empresa participante e/ou na solução ganhadora do desafio.
 

 Bases legais [PDF]