Eletricidade no futuro e sua otimização da rede

"Dependemos de la energía para todo"

P+D+I

VIA é uma 'start-up' com sede em Boston que utiliza a Inteligência Artificial e o 'blockchain' para ajudar as empresas de energia elétrica a prevenir e predizer as falhas nos equipamentos de transformação e distribuição de energia. Conhece-a!

Colin Gounden, presidente e CEO da VIA, participou do Innoday, a primeira feira de inovação da Iberdrola, um encontro entre empresas tecnológicas que ocorreu no Campus Iberdrola de San Agustín de Guadalix (Madri). A VIA analisa a data em que as empresas de energia elétrica lidam e fornece soluções para tornar mais eficiente a manutenção diária dos equipamentos de rede, o que potencialmente reduz os custos e as interrupções de fornecimento. A empresa presidida por Gounden desenvolveu uma ferramenta baseada no blockchain para, de forma segura, analisar as informações e oferecer soluções eficientes.

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Colin Gounden, presidente e CEO da VIA, participou do Innoday, a primeira feira de inovação da Iberdrola, um encontro entre empresas tecnológicas que ocorreu no Campus Iberdrola de San Agustín de Guadalix (Madri). A VIA analisa a data em que as empresas de energia elétrica lidam e fornece soluções para tornar mais eficiente a manutenção diária dos equipamentos de rede, o que potencialmente reduz os custos e as interrupções de fornecimento. A empresa presidida por Gounden desenvolveu uma ferramenta baseada no blockchain para, de forma segura, analisar as informações e oferecer soluções eficientes.

Pergunta: O que é a VIA e a que tipo de empresas se dirige?

Colin Gounden, presidente e diretor executivo da VIA: Oferecemos soluções de software; em concreto, soluções relacionadas à Inteligência Artificial e à aprendizagem automática, visando ajudar as empresas a predizerem quando os equipamentos, tais como os transformadores ou as torres de transmissão e os postes, podem dar problemas.

Pergunta: Dependemos cada vez mais da eletricidade?

Colin Gounden: Dependemos da energia para tudo, desde luzes, câmeras até celulares, e cada vez mais com coisas como os veículos elétricos. Mas também dependemos da energia para os hospitais, corpo de bombeiros, escolas, manter os medicamentos refrigerados...

Pergunta: Por que as utilities enfrentam cada vez mais problemas?

Colin Gounden: Hoje em dia, mais do que nunca, vemos maiores riscos na energia, o que se deve aos fenômenos climáticos extremos. Também observamos que está mudando a forma como a eletricidade é utilizada. Por exemplo, os veículos elétricos são cada vez mais populares e isso aumenta a demanda.

Pergunta: De que forma mudou o uso de ativos no setor da energia? É possível prevenir as falhas?

Colin Gounden: Os transformadores foram originariamente construídos ou fabricados para aquecerem durante o dia e esfriarem à noite. Atualmente, com os veículos elétricos, com os quais estamos maravilhados, o que fazemos quando chegamos às nossas casas à noite é ligá-los, portanto os transformadores não têm a oportunidade de esfriarem em áreas residenciais. Para nós, a idade não é real. Com frequência é mais útil saber o uso que foi dado a um equipamento do que como foi instalado.

Pergunta: Que informações as empresas devem compartilhar com a VIA?

Colin Gounden: Principalmente, dados. É o primordial. São muito valiosos. Precisamos saber onde é necessário, quanto se necessita e a que horas do dia se necessita. Muitas empresas podem agrupar ou compartilhar os problemas ou falhas existentes nos equipamentos, e isso serviria realmente para melhorar a Inteligência Artificial. Desenvolvemos um método para manter os dados on premise ou nas instalações das empresas. Assim, enviamos as perguntas necessárias para obtermos dados.

Pergunta: Qual sua opinião sobre o programa de inovação da Iberdrola?

Colin Gounden: Uma coisa que eu adoro na Iberdrola e em seu programa é que convidam empresas de todo o mundo para participarem e estão dispostos a assumir riscos e testar coisas novas.

Pergunta: Qual é o futuro da eletricidade?

Colin Gounden: Não pensamos muito na eletricidade. Basicamente ligamos o interruptor e recebemos a conta no fim do mês. No futuro, dentro de 10 anos, teremos mais opções para conhecer de onde a eletricidade vem. É possível comprá-la de meus vizinhos quando lhes sobrar capacidade, ou que eles comprem de mim quando eu não estiver em casa. Atualmente não pensamos nisso porque não temos uma forma de fazer um monitoramento em tempo real. Faz parte de nosso dia a dia. Para nós é invisível. No entanto, enquanto tivermos acesso a ela, quando começarmos a observá-la, de repente se tornará importante para nós, e começará a nos importar a forma como a utilizamos, e essa alteração ocorrerá muito rapidamente.

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