DOMÓTICA

Olá, sou sua casa: o que você precisa hoje?

A televisão, a geladeira e até a cafeteira serão inteligentes. Os assistentes virtuais farão com que funcionem seguindo nossas ordens, o que nos ajudará em muitas tarefas rotineiras. A mudança já chegou e será realidade dentro de uma década.

A casa domótica.#RRSSA casa domótica.

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O despertador do celular toca. Ao desativá-lo pela segunda vez, a cafeteira entra em funcionamento para preparar o café da manhã enquanto as luzes se acendem gradualmente simulando um plácido amanhecer no quarto. O aquecedor elétrico de água já sabia a hora em que o alarme estava programado, por isso meia hora antes começou a aquecer a água. Hoje vai aquecer a água com menos dois graus do que ontem, aliando conforto e economia energética, pois do lado de fora o frio passou longe e as temperaturas estão subindo.

Você se levanta e, ao passar pela sala, pede ao assistente virtual para ligar o rádio. Ele já sabe que às segundas-feiras às 08h00 da manhã você gosta de sintonizar o programa de esportes para conhecer os resultados do fim de semana. Sem que lhe diga nada, avisa, com o tom amável de sua voz eletrônica, que um acidente de trânsito complicará sua chegada ao trabalho. Quando você entrar em seu carro o GPS já terá assinalado e disponibilizado o trajeto alternativo mais rápido.

Não se trata de ficção, mas sim de futuro — e praticamente — imediato. Os eletrodomésticos dotados de sensores e sistemas de comunicação que permitem intercambiar seus dados estão levando a disrupção a cada canto de nossa casa, cada vez mais conectado: domótica, entretenimento, eficiência energética, segurança, conforto, tarefas diárias, etc. É a Internet das Coisas, uma nova realidade onde todos os objetos coletarão e trocarão informações, gerando um novo universo de serviços ao cidadão.

Ao ritmo de nossas vidas

Esse processo demorará de cinco a dez anos para se tornar realidade, e trata-se de um mercado com um forte ritmo de crescimento:

Evolução das casas conectadas.Fonte: McKinsey, 2017.

A mudança rumo à casa conectada segue o ritmo dos acontecimentos mais importantes na vida das pessoas: o nascimento de um bebê incentiva a instalar um dispositivo de vigilância em seu berço conectado ao celular, a compra de uma nova casa ou sua reforma favorece a conexão da iluminação ou do termostato aos nossos dispositivos móveis, etc. Outro fator claramente determinante é a idade.

Domótica: diferenças por faixa etáriaFonte: PwC, 2017.

A casa conectada já começa a ser uma realidade e los dispositivos de ocio son los pioneros en nuestros hogares: a televisão inteligente e os consoles de games são a vanguarda, embora as preferências dos consumidores sejam cada vez mais variadas no que se refere à domótica.

Domótica: preferencia dos consumidoresFonte: Relatório Switch to the connected house, 2016 (Deloitte).

A batalha por sua sala

No filme Her (2013) vimos com assombro como a incrível e encantadora Samantha conversa, revisa o e-mail, conta piadas, etc. Tudo tão real que o protagonista acaba se apaixonando por ela. Embora a realidade raramente ultrapasse a ficção, a verdade é que os assistentes virtuais estão programados para aprenderem conosco e seus circuitos eletrônicos sempre zelarão pelo nosso bem-estar e conforto.

As grandes empresas de eletrônica já puseram à venda seus assistentes virtuais e lutam para serem as favoritas em sua casa.

Os assistentes virtuais mais conhecidos.

Atualmente, esses assistentes já estão integrados em simples aparelhos dotados de microfone e alto-falante que podem ser colocados na sala para receber nossas ordens: Apple Home Kit, Amazon Echo e Google Home são apenas alguns exemplos.

O que é realmente importante é o fato de executarem tais ordens e para isso é necessário que os fabricantes de eletrodomésticos lancem seus produtos inteligentes e compatíveis com esses assistentes: cafeteiras, lâmpadas, máquinas de lavar, geladeiras, etc. Será um processo que durará vários anos no meio de uma batalha comercial para conquistar o maior número possível de casas.

Um dado final: de acordo com a consultora Gartner Research, em 2020 haverá 20,8 bilhões destes dispositivos conectados em todo o mundo, um mercado que, de acordo com a consultora IDC, alcançará um valor de 1,7 bilhão de dólares para essa mesma data.

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