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Fórum Econômico Mundial: Davos 2026

Fórum Davos 2026: Um Espírito de Diálogo

Foros

O Fórum de Davos 2026 retorna aos Alpes Suíços para enfrentar os desafios globais mais urgentes e com a confiança em sua capacidade de impulsionar soluções voltadas para o futuro. 

Davos

A cidade suíça de Davos recebe o encontro anual do Fórum Econômico Mundial, entre 19 e 23 de janeiro de 2026, reunido nesta ocasião sob o tema “Um Espírito de Diálogo”. O evento tem como objetivo trabalhar em conjunto para reconstruir a confiança e dar forma aos princípios, políticas e parcerias necessárias para enfrentar os desafios que o ano de 2026 apresenta.

A crescente complexidade do contexto global, marcada por uma maior fragmentação e uma inovação acelerada, destaca a necessidade de espaços imparciais e confiáveis que favoreçam o diálogo construtivo. Neste contexto, a 56ª edição do Fórum de Davos se consolida como um fórum essencial para a convergência de líderes de diversos setores e regiões, com o objetivo de fortalecer a confiança, ampliar perspectivas e abordar desafios comuns.

Entre os temas centrais do encontro, destaca-se a mudança de paradigma tecnológico, impulsionada por avanços em inteligência artificial, computação quântica, sistemas biotecnológicos e energéticos de última geração. Essas inovações estão transformando a forma de viver e trabalhar, ao mesmo tempo em que geram novos motores de crescimento. Para garantir que esse progresso seja resiliente e equitativo, é necessário ampliar o acesso aos mercados emergentes, investir no desenvolvimento de competências profissionais adequadas a uma força de trabalho em rápida transformação e promover soluções sustentáveis.

Como uma empresa internacional que almeja melhorar o futuro e estimular o crescimento econômico através de propostas tecnológicas e empresariais inovadoras, o Grupo Iberdrola foi membro do Fórum Econômico Mundial e seu presidente executivo se tornou uma das vozes regulares nos eventos desta instituição. Ignacio Galán foi, portanto, um dos participantes convidados neste ano para dar sua opinião sobre a direção do crescimento econômico global.

"Todas as grandes invenções e setores em crescimento dependem da eletricidade. Por isso, a eletrificação com energias renováveis, redes e armazenamento, além de ser uma revolução tecnológica em si mesma, possibilita todas as outras."

Ignacio S. Galán, presidente executivo da Iberdrola

Iberdrola no Fórum de Davos 2026

Em sua edição de 2026, Ignacio Galán, presidente executivo do Grupo Iberdrola, destacou a importância de investir em redes elétricas para atender à crescente demanda global por eletricidade. Em sua opinião, a eletrificação “é imparável” e “as redes elétricas serão um vetor de liderança e competitividade mundial”.

Esta aposta firme da Iberdrola na eletrificação está baseada no surgimento de novos usos deste tipo de energia com a crescente implementação de data centers e da mobilidade elétrica, entre outras tecnologias. Uma tendência que irá aumentar nos próximos anos, com impacto na demanda global de eletricidade, que deve aumentar em até 50% até 2035 e dobrar até 2050.

Outro motivo para renovar e desenvolver as infraestrutura de redes é a autonomia e a resiliência energética para os diferentes países. “Agora precisamos de redes capazes de absorver toda essa energia e levá-la aos consumidores e indústrias de forma segura e competitiva”, afirmou o presidente executivo, alertando que, sem redes e interconexões suficientes, a eletrificação não poderá avançar.

Dessa forma, Galán ressaltou a necessidade de países como os Estados Unidos, onde é preciso atualizar com urgência sua infraestrutura de redes elétricas, especialmente em estados como Nova York. Ciente desse desafio, a Iberdrola planeja destinar 58 bilhões de euros para o desenvolvimento de redes elétricas, com foco prioritário no Reino Unido e nos Estados Unidos, conforme estabelecido em seu Plano Estratégico 2025-2028.Link externo, abra em uma nova ab.

Principais temas de Davos 2026

Como todos os anos, a cúpula de Davos se concentra em uma série de temas com o objetivo de dar resposta aos problemas atuais. É necessário colaborar em três níveis fundamentais: em direção ao futuro, dentro das sociedades e entre as nações.

O fórum se concentra em responder a questões cruciais que permitam impulsionar o futuro por meio de cinco temas principais que estão interligados:

  • Como podemos cooperar em um mundo cada vez mais questionado? A crescente competição entre as grandes potências, a polarização social e o questionamento das regras e alianças tradicionais aumentaram a volatilidade e a complexidade do ambiente global. Nesse contexto, a geoeconomia adquire um papel central na tomada de decisões, o que obriga as organizações a desenvolver uma maior inteligência geopolítica para se adaptarem aos riscos em constante mudança. Diante desse cenário, é fundamental fortalecer a cooperação entre empresas, governos e sociedade civil, integrando esforços público-privados para promover soluções comuns e gerar um impacto sustentável.
  • Como podemos investir melhor nas pessoas? A requalificação e a melhoria das competências serão fundamentais para construir uma força de trabalho resiliente, diante da transformação de uma parte significativa do emprego impulsionada pela inteligência artificial e pelo rápido crescimento da população ativa nas economias emergentes. Ao mesmo tempo, a falta de acesso a serviços de saúde essenciais e o déficit de financiamento na área da saúde evidenciam a necessidade de fortalecer a resiliência social. Diante desses desafios, a cooperação entre empresas, governos e sociedade civil é fundamental para impulsionar soluções conjuntas e gerar um maior impacto.
  • Como podemos acessar novas fontes de crescimento? A economia mundial crescerá de forma limitada em um contexto marcado por tensões comerciais, incerteza política e margem fiscal e monetária reduzida, além de um dinamismo comercial fraco, inflação subjacente elevada e níveis recordes de endividamento. Diante desse cenário de incerteza, o crescimento futuro dependerá da capacidade de impulsionar a produtividade por meio da inovação e de políticas econômicas alinhadas às demandas da sociedade. Nesse contexto, a cooperação entre empresas, governos e a sociedade civil é essencial para gerar soluções comuns e um impacto sustentável.
  • Como podemos implementar inovações em grande escala e de maneira responsável? A inteligência artificial está transformando profundamente a atividade empresarial e se projeta como um motor fundamental do crescimento econômico global, principalmente por meio do aumento da produtividade. Para aproveitar seu potencial, será essencial garantir uma adoção responsável e sustentada, juntamente com investimentos em tecnologias de ponta. Paralelamente, a transição energética exige avanços urgentes na implementação de novas tecnologias, na modernização de infraestruturas e na ampliação do acesso à inovação, especialmente nos mercados emergentes. Diante desses desafios, a cooperação entre empresas, governos e sociedade civil é indispensável para impulsionar soluções eficazes e sustentáveis.
  • Como podemos criar prosperidade sem ultrapassar os limites planetários? As mudanças climáticas e a perda da natureza estão gerando impactos significativos nas infraestruturas, nos sistemas alimentares e na economia global, o que aumenta os riscos, mas também abre oportunidades de crescimento sustentável. A transição para modelos de negócios positivos para a natureza pode impulsionar o desenvolvimento econômico e social, demonstrando que a proteção ambiental é compatível com o crescimento. Para isso, é fundamental investir em sistemas produtivos regenerativos e fortalecer a cooperação entre empresas, governos e sociedade civil, a fim de gerar soluções integradas e de longo prazo.

 

Toda a informação sobre Davos e o Fórum Econômico Mundial

O que é Davos e o Fórum Econômico Mundial?

A conferência de Davos é a reunião anual do Fórum Econômico Mundial Link externo, abra em uma nova aba. (WEF, por suas siglas em inglês), uma organização independente e sem fins lucrativos dedicada à cooperação público-privada. Com sede central em Genebra (Suíça), a instituição envolve os líderes políticos, empresariais, culturais, etc. mais importantes do todo o mundo para elaborar a agenda global.

Onde fica Davos?

Davos está em Davos-Klosters, um complexo turístico situado nos Altos Alpes Suíços. É uma das maiores regiões da Europa para a prática de esportes de neve e a cidade mais alta de todo o continente.

Qual é o objetivo de Davos?

O objetivo da conferência de Davos é reunir os principais líderes mundiais para debater os problemas globais mais urgentes e procurar soluções para estes desafios. E isso é feito seguindo o denominado espírito de Davos, baseado na interação interdisciplinar, informal e direta entre partes iguais.

Onde e quando será realizado o Fórum de Davos 2026?

O Fórum Econômico Mundial de Davos 2026 será realizado entre os dias 19 e 23 de janeiro de 2026, reunindo líderes e representantes globais sob o tema “Um Espírito de Diálogo”.

O que se tratou em Davos 2025? 

O epicentro da agenda de 2025 — sob o lema “Colaboração para a era inteligente” — buscou impulsionar soluções com visão de futuro e abordou os desafios globais mais urgentes por meio da cooperação público-privada.

Quantos Fóruns de Davos foram realizados?

A conferência de Davos 2026 será a 56ª edição deste encontro anual.

Quais são os objetivos do Fórum Econômico Mundial?

O Fórum Econômico Mundial tem como missão servir de plataforma para o diálogo e a cooperação entre instituições públicas e privadas de todo o planeta. Essa missão é baseada na teoria dos grupos de interesse, segundo a qual as organizações — independentemente do tipo que forem — são responsáveis perante todos os setores da sociedade. Dessa forma, uma empresa além de se guiar pelos interesses de seus acionistas, também deve fazê-lo pelo de seus funcionários, clientes, fornecedores, comunidades locais e da sociedade em geral.

Quem foi o criador do Fórum Econômico Mundial?

O criador do Fórum Econômico Mundial foi Klaus Schwab, economista, professor e empresário suíço.

Como surgiu o Fórum Econômico Mundial e como foi a sua evolução?

Em 1971, Klaus Schwab fundou em Genebra o inicialmente chamado Fórum Europeu de Gestão, uma fundação sem fins lucrativos que reunia líderes empresariais de todo o continente em sua reunião anual de janeiro. Essas primeiras conferências pretendiam ajudar as corporações europeias a se atualizarem em termos das práticas de gestão dos Estados Unidos, assim como desenvolver e promover a abordagem de gestão baseada na teoria dos grupos de interesse.

Em 1973, devido ao colapso do sistema de câmbio de Bretton Woods e à guerra árabe-israelita, o Fórum estendeu sua abordagem aos assuntos sociais. Em 1974 em Davos, os representantes políticos foram convidados pela primeira vez. Dois anos mais tarde, foi introduzido um sistema de afiliação que permitia a entrada das 1.000 empresas líderes do mundo. O Fórum começou a trabalhar com a China para estimular as políticas da reforma econômica e, em 1979, depois da publicação do Relatório de Competitividade Global, passou a ser também um centro de pesquisa.

Tudo isso fez com que, em 1987, a instituição se convertesse no Fórum Econômico Mundial. Em 2006, o organismo abriu seus escritórios regionais em Pequim (China) e Nova York e, em 2015, foi reconhecido como organização internacional.

Quais países compõem o Fórum Econômico Mundial?

O Fórum Econômico Mundial reúne as 1.000 empresas líderes do mundo, que fazem parte da instituição através de um sistema de afiliação. Os membros são empresas regionais ou globais que têm a intenção e o potencial de transformar o futuro de maneira significativa, estimulando o crescimento econômico através de suas propostas inovadoras, tanto tecnológicas como de negócios. Só é possível ser membro por meio de um convite.

Quais são as atividades organizadas pelo Fórum Econômico Mundial?

Além da conferência de Davos, os membros do Fórum participam da Reunião Anual de Novos Campeões, que é realizada na China e que é o principal encontro mundial sobre inovação, tecnologia e ciência. O Fórum realiza também reuniões regionais e workshops de alto nível na África, Ásia Oriental, América Latina e Oriente Médio. Além disso, promove a comunidade de Jovens Líderes Globais — composta por pessoas com menos de 40 anos procedentes de diversos setores e disciplinas — e publica diversos relatórios de pesquisa.