FÓRUM ECONÔMICO MUNDIAL: DAVOS 2021 (CINGAPURA)

Fórum de Davos 2021: definindo o mundo pós-COVID

Sob o slogan O Grande Reinício, o Fórum Econômico Mundial (World Economic Forum, WEF) reunirá de 17 a 20 de agosto líderes empresariais, governamentais e da sociedade civil para abordar, de forma conjunta, as consequências da crise da COVID-19 e definir as linhas para a recuperação mundial. Mas desta vez o evento não ocorrerá na localidade suíça de Davos, pois devido à pandemia a organização decidiu realizar sua conferência anual em Cingapura.

 Todas as informações sobre Davos 2021 e o Fórum Econômico Mundial

IBERDROLA NA AGENDA DE DAVOS 2021

Como prelúdio da conferência de Cingapura, entre os dias 25 e 29 de janeiro, foi realizada a Agenda de Davos, um evento virtual que reuniu chefes de estado e de governo, diretores executivos de empresas, representantes da sociedade civil, meios de comunicação globais e líderes juvenis provenientes da África, Ásia, Europa, Oriente Médio, América Latina e América do Norte com o objetivo de reconstruir a confiança e conceber os princípios, políticas e parcerias necessárias para 2021.

O presidente de Iberdrola, Ignacio Galán, foi um dos participantes. Por ser uma empresa global que pretende melhorar o futuro e estimular o crescimento econômico com propostas tecnológicas e de negócio inovadoras, o grupo é membro do Fórum Econômico Mundial, onde seu presidente se converteu em uma das vozes habituais dos eventos dessa instituição.

Alguns dos assuntos a serem tratados serão a construção de um futuro melhor para o trabalho, a necessidade de acelerar o capitalismo dos Stakeholders e como aproveitar as tecnologias da Quarta Revolução Industrial.

  • sub ENTREVISTA NA CNBC Ignacio Galán, chairman of Iberdrola.

    "É necessária uma ação climática para combater a emergência global"

    Ignacio Galán foi entrevistado no programa Davos Dialogues da CNBC para discutir os compromissos de sustentabilidade da empresa enquanto o mundo avança para superar os desafios que enfrentamos. Galán relatou as perspectivas de investimentos da empresa e a necessidade de que as companhias sejam ambiciosas no estabelecimento de metas de descarbonização.

  • sub 'RACE TO ZERO BREAKTHOUGH' Ignacio Galán, presidente da Iberdrola.

    Participamos do lançamento da 'Race to Zero Breakthough' para alcançar uma economia livre de emissões até 2050

    A iniciativa — promovida pela ONU, COP e UNFCCC e apresentada no Fórum de Davos — estabelece os pontos de inflexão específicos e de curto prazo para mais de 20 setores que integram a economia mundial em torno de um plano estratégico ao qual podem somar-se empresas, governos e sociedade civil antes da COP26. Em conjunto, a Race to Zero Breakthough orienta os atores-chave sobre o que devem fazer e quando a fim de implementar as mudanças setoriais necessárias para alcançar um futuro resiliente e com zero emissão de carbono no máximo até 2050.

  • sub ÍNDICE GLOBAL 100 Ignacio Galán, presidente da Iberdrola.

    Somos a empresa espanhola mais sustentável

    A Iberdrola foi selecionada como a empresa espanhola mais sustentável pelo índice Global 100 Most Sustainable Corporations in the World, elaborado anualmente pela publicação Corporate Knights. O grupo situou-se entre as primeiras 20 empresas do mundo nesse ranking, sendo reconhecido como um dos denominados green energy majors, líderes do processo de transformação do modelo econômico alinhado à recuperação verde e com compromissos climáticos cada vez mais ambiciosos. Os resultados dessa edição foram divulgados na reunião anual do Fórum Econômico Mundial — onde Ignacio Galán teve a oportunidade de intervir — através de um encontro virtual com o secretário-geral das Nações Unidas, António Guterres.

ALINHADOS AO FÓRUM DE DAVOS 2021

 A Iberdrola investiu 120 bilhões de euros nos últimos 20 anos para avançar rumo a uma economia com baixos teores de carbono, concentrando-se na eletrificação da economia, inovação e em uma maior conectividade do consumidor. Graças a essa aposta na transição energética, o grupo é atualmente um líder energético global que quadruplicou sua capacidade renovável, quintuplicando seu EBITDA, quadruplicando seu lucro líquido, sextuplicando seu valor de mercado e triplicando a remuneração aos acionistas.

 A companhia se comprometeu a investir 75 bilhões de euros entre 2020 e 2025, ampliados para 150 bilhões até 2030, como contribuição decisiva para a recuperação econômica, dinamizando o tecido industrial e a criação de empregos nos países onde está presente. Tais investimentos lhe permitirão triplicar sua capacidade renovável atual (até 95 GW no final do período) e dobrar sua base de ativos regulados (60 bilhões de euros em 2030).

 Com emissões de CO2/kWh que já são a metade ou quase três vezes inferiores que as de seus principais concorrentes, a Iberdrola tem o objetivo, até 2030, de ser neutra em carbono na Europa e reduzir suas emissões de CO2 em âmbito mundial até 50g/kWh, visando alcançar a neutralidade global em carbono até 2050. Além disso, prevê investir 330 milhões de euros anuais em P&D até 2022 e 400 até 2025.

 A Iberdrola manterá como pilares de sua atividade a economia social de mercado e a Agenda 2030 das Nações Unidas. A empresa está firmemente comprometida com a criação de empregos de qualidade, por isso o grupo contratará 20.000 pessoas entre 2020 e 2025 — das quais já contratou mais de 3.700 no encerramento do Exercício 2020 —, ao mesmo tempo que os investimentos e as compras de bens e serviços de seus mais de 22.000 fornecedores contribuirão para a manutenção de aproximadamente 500.000 postos de trabalho no mundo ao final desse período.

Energias renováveis.

Comprometidos com a recuperação verde

A Iberdrola acelerou seus investimentos em energias renováveis, digitalização e mobilidade elétrica para impulsionar a recuperação econômica e a criação de empregos após a crise da COVID-19.
Transição energética.

Lideramos a transição energética

O grupo aposta nas energias renováveis, redes, armazenamento energético e nas soluções inteligentes para seus clientes como eixos de seu modelo de negócio limpo, confiável e inteligente.
Líder mundial em energias renováveis.

Líder mundial em energias renováveis

A empresa vai investir 34 bilhões de euros em energias renováveis até 2025, reforçando sua posição como líder internacional em energias limpas e primeira geradora eólica na Europa.
Mudanças climáticas.

Referência contra as mudanças climáticas

A Iberdrola está plenamente alinhada aos objetivos de redução de emissões do Acordo de Paris e contribui de forma ativa para conseguir um futuro descarbonizado.
ODS.

Com os ODS

O grupo incluiu em sua estratégia empresarial os Objetivos de Desenvolvimento Sustentável da ONU, colocando o foco na energia acessível e limpa (ODS 7), na ação climática (ODS 13) e na indústria, inovação e infraestruturas (ODS 9).
Empregos verdes.

Promovemos os empregos verdes

A transição para uma economia descarbonizada não é fundamental apenas para frear as mudanças climáticas, também é um motor de crescimento econômico com potencial para criar milhões de empregos verdes.
Transformação digital.

Na vanguarda da transformação digital

Primeira companhia energética privada da Europa e segunda do mundo em investimentos em P&D, a Iberdrola lidera o uso de tecnologias digitais e se prepara para uma era onde as ferramentas disruptivas serão fundamentais.
Diversidade e inclusão.

Diversidade e inclusão: nossa prioridade estratégica

A companhia está comprometida com a criação de um ambiente diverso e inclusivo onde todas as pessoas se sintam representadas.

 

ASSUNTOS DO FÓRUM DE DAVOS 2021

Mais um ano, o Fórum de Davos versará sobre os assuntos mais urgentes que terão que ser tratados durante o ano, definindo assim a agenda global de 2021. Estes assuntos se estruturam em torno de sete grandes eixos:

Como salvar

o planeta

Como salvar o planeta


A superfície da Terra se aquece, o gelo se derrete, o nível dos oceanos sobe e estes são invadidos pelo plástico. Perdemos espécies, acumulamos gases de efeito estufa e estamos ficando sem tempo para agir. É fácil desanimar diante disso tudo, no entanto há muitas razões para o otimismo, pois a saída é a sustentabilidade que pode ser aplicada em todas as áreas da atividade humana: energia, alimentos, roupa, viagens, cidades, etc. Mas mesmo que tudo fosse 100 % sustentável, ainda restaria trabalho a fazer para reparar os danos causados. Por onde começar?

Economias

mais justas

Economias mais justas


Desde a Segunda Guerra Mundial, a esperança média de vida no mundo aumentou 30 anos. Enquanto isso, o acesso à saúde e à educação tiraram bilhões de pessoas da pobreza. Mas a desigualdade econômica disparou em muitas nações, a mobilidade social retrocedeu e a coesão se enfraqueceu. Agora existe o temor de que as novas tecnologias piorem mais as coisas. Como podemos reformar as economias para que o crescimento beneficie a maioria e não apenas alguns poucos e para nos certificarmos de que o extraordinário motor do desenvolvimento humano seja sustentável?

Tecnologia

para o bem

Tecnologia para o bem


A nova tecnologia é sempre disruptiva. Cria vencedores e perdedores, destrói empregos e cria outros, introduz uma profunda mudança social. Contudo, a vertiginosa velocidade e o verdadeiro peso dessa etapa de mudança técnica é, na realidade, uma ameaça para a própria definição do que é ser humano. Portanto, temos uma grande variedade de dilemas éticos: Como podemos nos unir para estabelecer as regras de questões controversas como os bebês geneticamente modificados, os robôs de guerra e os algoritmos que determinam nossas possibilidades de vida? Deveríamos reduzir um pouco a velocidade das coisas?

O futuro

do trabalho

O futuro do trabalho


Qualquer pessoa que tenha um celular pode acessar os materiais de cursos para ter um diploma de Harvard, participar da gig economy ou encontrar financiamento para seu novo projeto. Trata-se de uma mudança profunda e muito recente. As tecnologias estão alterando nossas vidas econômicas e sociais, mas também ajudam em nossa adaptação. No entanto, a história sugere que deixar tudo nas mãos do mercado, da Quarta Revolução Industrial nos levará a um longo e prejudicial período de descontinuidade. Podemos prever o que vai acontecer, sabemos que teremos que adquirir novas habilidades, no entanto, o que vamos fazer a respeito?

Empresas

mais justas

Empresas mais justas


Desde a primeira Revolução Industrial, as empresas estiveram na primeira linha da mudança tecnológica e social. Não existe forma de criar um mundo coeso e resiliente sem elas. Mas para tal, deverão mudar seu horizonte de tempo, olhar para além do lucro de curto prazo e se transformar em organizações sustentáveis e inclusivas. O que uma empresa inteligente deve fazer?

Futuros

mais saudáveis

Futuros mais saudáveis


O gasto mundial em saúde aumentou drasticamente na última década. Sem deixar de lado as doenças físicas, problemas como a solidão, o estresse no trabalho, a tristeza, a depressão ou a ansiedade foram desestigmatizados. A medicina fez grandes avanços e agora a tecnologia promete o sonho da medicina de precisão, o qual até agora parecia coisa de ficção científica. Como identificar e resolver os principais desafios da saúde e, ao mesmo tempo, garantir um acesso justo para todas as pessoas?

Além da

geopolítica

Além da geopolítica


Existem 193 nações, uma proliferação de centros regionais de poder e uma realidade irrefutável: estamos juntos nisso. A boa notícia é que quando nos propomos fazer alguma coisa, realmente podemos conseguir que nossa ação internacional seja realizada de forma unificada, como quando tratamos da deterioração da camada de ozônio ou quando chegamos ao Acordo de Paris para limitar as mudanças climáticas. A notícia não tão boa é que o nível dos desafios que teremos que enfrentar exige muitos mais casos de sucesso. Precisamos passar da geopolítica e da rivalidade internacional para a colaboração global como única solução possível. As nações terão de mudar.

 

Toda a informação sobre

DAVOS E O FÓRUM ECONÔMICO MUNDIAL

O que é Davos e o Fórum Econômico Mundial?

A conferência de Davos é a reunião anual do Fórum Econômico Mundial (WEF, por suas siglas em inglês), uma organização independente e sem fins lucrativos dedicada à cooperação público-privada. Com sede central em Genebra (Suíça), a instituição envolve os líderes políticos, empresariais, culturais, etc. mais importantes do todo o mundo para elaborar a agenda global.

Onde fica Davos?

Davos está em Davos-Klosters, um complexo turístico situado nos Altos Alpes suíços. É uma das maiores regiões da Europa para a prática de esportes de neve e a cidade mais alta de todo o continente.

Qual é o objetivo de Davos?

O objetivo da conferência de Davos é reunir os principais líderes mundiais para debater os problemas globais mais urgentes e procurar soluções para estes desafios. E isso é feito seguindo o denominado espírito de Davos, baseado na interação interdisciplinar, informal e direta entre partes iguais.

Onde e quando acontece o Fórum de Davos 2021?

Devido à pandemia de COVID-19, a reunião anual do Fórum Econômico Mundial de 2021 acontecerá em Cingapura e não em Davos. Será realizada de 17 a 20 de agosto de forma presencial.

Quais eventos fazem parte do Fórum de Davos 2021?

Coincidindo com a data habitual dessa conferência, entre os dias 25 e 29 de janeiro aconteceu um evento virtual chamado Agenda de Davos, onde os líderes mundiais trocaram pontos de vista sobre como promover a economia depois da pandemia.

Da mesma forma, nos dias 6 e 7 de abril o Fórum organizou a Cúpula de Governança da Tecnologia Global (Global Technology Governance Summit) em Tóquio (Japão).

O que será abordado no Fórum de Davos 2021?

Davos 2021 abordará a recuperação mundial após a pandemia de COVID-19, focando em sete temáticas concretas: como salvar o planeta, economias mais justas, tecnologia para o bem, o futuro do trabalho, empresas mais justas, futuros mais saudáveis e mais além da geopolítica. O slogan será The Great Reset (o grande reinício).

Quantos Fóruns de Davos foram realizados?

A conferência de Davos 2021 será a 51ª edição dessa reunião anual.

Quais são os objetivos do Fórum Econômico Mundial?

O Fórum Econômico Mundial tem como missão servir de plataforma para o diálogo e a cooperação entre instituições públicas e privadas de todo o planeta. Essa missão é baseada na teoria dos grupos de interesse, segundo a qual as organizações — independentemente do tipo que forem — são responsáveis perante todos os setores da sociedade. Dessa forma, uma empresa além de se guiar pelos interesses de seus acionistas, também deve fazê-lo pelo de seus funcionários, clientes, fornecedores, comunidades locais e da sociedade em geral.

Quem foi o criador do Fórum Econômico Mundial?

O criador do Fórum Econômico Mundial foi Klaus Schwab, economista, professor e empresário suíço.

Como surgiu o Fórum Econômico Mundial e como foi a sua evolução?

Em 1971, Klaus Schwab fundou em Genebra o inicialmente chamado Fórum Europeu de Gestão, uma fundação sem fins lucrativos que reunia líderes empresariais de todo o continente em sua reunião anual de janeiro. Essas primeiras conferências pretendiam ajudar as corporações europeias a se atualizarem em termos das práticas de gestão dos Estados Unidos, assim como desenvolver e promover a abordagem de gestão baseada na teoria dos grupos de interesse.

Em 1973, devido ao colapso do sistema de câmbio de Bretton Woods e à guerra árabe-israelita, o Fórum estendeu sua abordagem aos assuntos sociais. Em 1974 em Davos, os representantes políticos foram convidados pela primeira vez. Dois anos mais tarde, foi introduzido um sistema de afiliação que permitia a entrada das 1.000 empresas líderes do mundo. O Fórum começou a trabalhar com a China para estimular as políticas da reforma econômica e, em 1979, depois da publicação do Relatório de Competitividade Global, passou a ser também um centro de pesquisa.

Tudo isso fez com que, em 1987, a instituição se convertesse no Fórum Econômico Mundial. Em 2006, o organismo abriu seus escritórios regionais em Pequim (China) e Nova York e, em 2015, foi reconhecido como organização internacional.

Quais países compõem o Fórum Econômico Mundial?

O Fórum Econômico Mundial reúne as 1.000 empresas líderes do mundo, que fazem parte da instituição através de um sistema de afiliação. Os membros são empresas regionais ou globais que têm a intenção e o potencial de transformar o futuro de maneira significativa, estimulando o crescimento econômico através de suas propostas inovadoras, tanto tecnológicas como de negócios. Só é possível ser membro por meio de um convite.

Quais são as atividades organizadas pelo Fórum Econômico Mundial?

Além da conferência de Davos, os membros do Fórum participam da Reunião Anual de Novos Campeões, que é realizada na China e que é o principal encontro mundial sobre inovação, tecnologia e ciência. O Fórum realiza também reuniões regionais e workshops de alto nível na África, Ásia Oriental, América Latina e Oriente Médio. Além disso, promove a comunidade de Jovens Líderes Globais — composta por pessoas com menos de 40 anos procedentes de diversos setores e disciplinas — e publica diversos relatórios de pesquisa.

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* Disponível na versão em espanhol.