PARQUE EÓLICO 'OFFSHORE' BALTIC EAGLE

Baltic Eagle, nosso segundo grande projeto eólico 'offshore' na Alemanha

O grupo Iberdrola construirá seu segundo grande projeto eólico no mar Báltico: Baltic Eagle. Localizado a 30 quilômetros a nordeste da ilha de Rügen, na costa da Pomerânia (Alemanha), a nova instalação de 476 megawatts (MW) fornecerá energia renovável para 475.000 residências.

Localização
Próximo à ilha de Rügen (mar Báltico)

Capacidade total instalada
476 MW

Capacidade de fornecimento
475.000 residências

Entrada em operação
Final de 2024

Projeto
Baltic Eagle

Baltic Eagle, com uma capacidade de 476 MW, contará com 50 aerogeradores de 9,53 MW de potência unitária sobre monoestacas e terá uma produção anual de 1,9 TWh, suficiente para satisfazer de forma sustentável as necessidades de 475.000 residências e evitar a emissão de quase um milhão de toneladas de CO2 na atmosfera/ano.

O grupo escolheu a empresa MHI Vestas Offshore Wind como fornecedora oficial das turbinas modelo MVOW V174, cuja entrega e instalação está prevista para 2024. Estes aerogeradores têm o maior tamanho de rotor comercialmente testado do setor e a maior potência, com um diâmetro de pá de 174 m — cuja área varrida é de 23.778 m2, equivalente a 3,3 campos de futebol — e uma elevação do cubo de 107 m acima do nível do mar. Este será o maior projeto instalado pela Vestas em águas alemãs.

Por sua vez, as fundações serão realizadas pela empresa asturiana Windar e pela alemã EEW SPC.

A primeira fabricará em Avilés (Astúrias) 50 peças de transição, que unem as torres das turbinas eólicas às fundações, com a participação de cerca de 30 fornecedores no norte da Espanha. A fabricação, que criará 800 postos de trabalho, terá início em outubro deste ano e durará até dezembro de 2022, com a carga para a Alemanha programada para o início de 2023.

EEW construirá as 50 monoestacas que suportarão os aerogeradores na sua megafábrica de Rostock (junto ao mar Báltico). Com um diâmetro entre 9 e 8,75 m, um comprimento entre 75 e 90 m e um peso máximo das fundações de até 1.402 toneladas, esses componentes serão construídos entre janeiro de 2022 e janeiro de 2023 e o início da carga está prevista para abril de 2023.

O transporte e a instalação das fundações, assim como o fornecimento, transporte e instalação dos cabos de interconexão foram adjudicados à empresa Van Oord. Para a colocação das 50 monoestacas, a empresa holandesa está utilizando seu navio de instalação de carga pesada de 8.000 toneladas, o Svanen, que já instalou mais de 700 fundações em toda a Europa. Para a instalação dos cabos entre os diferentes conjuntos, a Van Oord utilizará seu navio Nexus e a escavadora Dig-It, que se adaptará às difíceis condições do solo do Mar Báltico.

A subestação offshore — núcleo central cuja função consiste em coletar a eletricidade produzida pelos aerogeradores e transformar a tensão de 66 kV para 220 kV — será controlada pela 50Hertz, a operadora do sistema de transmissão no nordeste da Alemanha e responsável pela conexão do parque eólico offshore à rede, que será utilizada conjuntamente por ambas as empresas.

Com um peso total de 7.150 toneladas, a subestação é composta por uma fundação e uma plataforma com os transformadores e equipamentos elétricos. Será transportada e instalada pela empreiteira marítima Heerema (HMC), e seus elementos estruturais serão fabricados pela joint-venture Iemants-Fabricom.

O parque estará conectado à subestação onshore de Lubmin através de dois cabos submarinos de alta tensão e com 90 km de comprimento cada e sua instalação também ficará a cargo da operadora 50Hertz.

Estará localizado a uma profundidade entre 40 e 45 metros e abrangerá uma superfície de 40 km2 a nordeste da ilha de Rügen. Sua exploração será realizada a partir do porto de Sassnitz-Mukran em Rügen.

O edifício de operações e manutenção ficará no porto de Sassnitz, com o qual a empresa assinou um contrato de arrendamento.

O empreendimento deste projeto permitirá criar postos de trabalho de alta qualidade em toda a cadeia de valor de um setor com um importante potencial de crescimento como o da energia eólica offshore, contribuindo também para a reindustrialização e modernização dos estaleiros de todo o continente.

O projeto foi adjudicado à companhia em abril de 2018 na segunda licitação offshore convocada pela Agência Federal de Redes (Bundesnetzagentur), e já concluiu a campanha geotécnica e geofísica — avaliada em mais de 10 milhões de euros —, fundamental para a construção e implementação dessa instalação de energia renovável.

Todas as gestões necessárias para a concepção e contratação dos principais componentes avançam de acordo com o programa previsto.

UM MEGAPROJETO NAS ÁGUAS DO MAR BÁLTICO

O mar Báltico concentra um potencial de 93.000 MW da energia eólica offshore na Europa. Além da Alemanha, países como Polônia, Suécia e Estônia estão explorando novas oportunidades para o desenvolvimento desta tecnologia, da qual a Iberdrola já é uma referência internacional.

O Baltic Eagle é a segunda grande iniciativa de energia eólica offshore promovida pelo grupo Iberdrola na Alemanha, após a entrada em operação, no final de 2017, do parque eólico offshore de Wikinger (350 MW). A empresa também tem em desenvolvimento outra instalação offshore na Alemanha: Wikinger Süd (10 MW). As três instalações renováveis, situadas próximas à ilha de Rügen, darão lugar ao maior complexo eólico offshore no mar Báltico, com capacidade total instalada de 836 MW e investimento conjunto de 2,5 bilhões de euros.

Baltic Eagle e Wikinger, com uma capacidade combinada de 826 MW, se converterão no coração do Baltic Sea Hub, um polo de energia renovável no mar Báltico que se converterá no epicentro dos serviços offshore e onshore, além de proporcionar conteúdo local aos projetos da Iberdrola na Alemanha e em outros países costeiros. Eles serão capazes de produzir energia suficiente para cobrir 45 % do consumo elétrico total de Meclemburgo-Pomerânia Ocidental e evitarão a emissão de 1,65 milhão de toneladas de CO2 por ano, contribuindo para o cumprimento dos objetivos de redução de emissões fixados pela Alemanha.

Além disso, a companhia apresentou uma proposta para a construção de um novo parque neste mar: o Windanker, com a ideia de expandir este hub para mais de 1 GW no final de 2026.