INVESTIMENTO EM REDES DE TRANSMISSÃO E DISTRIBUIÇÃO

As redes, infraestrutura estratégica para a transição rumo a uma economia descarbonizada

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O grupo Iberdrola considera as redes como um fator-chave para a eletrificação da economia e dinamização dos países onde está presente. Por isso, situa os ativos regulados — junto às energias renováveis — no centro de sua estratégia, tal como demonstra seu plano de investimento para o período 2020-2025, que atinge a cifra de 150 bilhões de euros. Só entre 2020 e 2025 a Companhia destinará ao Negócio de Redes mais de 27 bilhões de euros (40% do investimento orgânico previsto nesse período), de tal modo que sua base de ativos regulados atingirá a cifra de 47 bilhões de euros em 2025, multiplicando por 1,5 vezes seu valor atual.

O sistema elétrico está passando por uma transformação sem precedentes para avançar rumo à necessária descarbonização da economia. Na transição para um modelo energético mais limpo, confiável e inteligente, as redes de transmissão e distribuição tornaram-se a pedra angular para desenvolver um sistema elétrico com mais fontes renováveis, incentivar a mobilidade sustentável, viabilizando as cidades inteligentes e favorecendo o autoconsumo.

A revolução energética global também representa uma extraordinária oportunidade para a recuperação verde pós-COVID, pois a atividade de redes possui um importante efeito indutor no tecido industrial local. Além de promover a economia e a criação de empregos, a inovação nesse segmento atrairá investimentos e potencializará o crescimento das comunidades.

CERCA DE 60 BILHÕES DE EUROS ATÉ 2030 PARA CONSOLIDAR E FLEXIBILIZAR A REDE

O plano de investimento histórico iniciado pela Iberdrola para contribuir de forma decisiva para a recuperação econômica contempla o investimento de 75 bilhões de euros até 2025 para dinamizar o tecido industrial e a criação de empregos nos países onde opera. Mas a perspectiva de futuro vai mais além e o compromisso da empresa se situa em 60 bilhões de euros até 2030 para o Negócio de Redes.

Dos 75 bilhões do Plano 2020-2025, a maior parte, 90 %, (68 bilhões) corresponderão a investimento orgânico. Desse crescimento orgânico, 40 % (mais de 27 bilhões) serão destinados ao Negócio de Redes para dar continuidade à sua implantação, consolidar uma sólida rede de distribuição e dotá-la de flexibilidade, em consonância com sua estratégia de digitalização para dar conta das necessidades da transição energética. Essa cifra contempla investimentos na área de transmissão, que chegarão a 4 bilhões de euros.

A companhia já controla um dos sistemas de distribuição mais importantes do mundo, com mais de 1,1 milhão de quilômetros de linhas elétricas e mais de 4.400 subestações, que distribuem eletricidade para mais de 34 milhões de pessoas no mundo. Os novos investimentos reforçam sua posição nesse mercado: entre 2020 e 2022, destinará 12,5 bilhões de euros à área de Redes, o que elevará sua base de ativos regulados dos atuais 30,4 bilhões para 38 bilhões; enquanto de 2023 a 2025 investirá mais 14,6 bilhões de euros, situando seus ativos regulados em 47 bilhões. Prevê-se que, no encerramento de 2021, os ativos regulamentados em todas as áreas atinjam 36 milhões de euros.

Além disso, a Iberdrola continua apostando nos países com Rating A, de forma que 83 % de seus ativos estarão nesses mercados no final do período. Os Estados Unidos receberão o maior investimento em redes, cerca de 11,88 bilhões de euros (44 % do total de 27 bilhões), seguido do Brasil (5,67 bilhões, representando 21 %), Reino Unido (4,86 bilhões, representando 18 %) e Espanha (4,59 bilhões, representando 17 %). Portanto, até 2025 os Estados Unidos serão o país com a maior cifra de ativos regulados do grupo, com 40 % do total, desbancando a Espanha, que representará 23 %, em comparação com os 31 % atuais.

Em consonância com os objetivos climáticos de seus principais mercados, a companhia fez uma projeção para os próximos 10 anos, onde prevê multiplicar por dois seus ativos regulados, chegando a 60 bilhões de euros até 2030.

MAIS DE 21 MILHÕES DE MEDIDORES INTELIGENTES ATÉ 2025

A Iberdrola continuará trabalhando na modernização, digitalização e automatização das redes, uma vez que é um elemento-chave para melhorar a qualidade do sistema de distribuição e garantir a inclusão em massa das energias renováveis em um futuro próximo, assim como para promover a eletrificação da mobilidade, das edificações e da indústria.

Atualmente o grupo é líder mundial no desenvolvimento e implantação de redes inteligentes. Suas companhias distribuidoras instalaram cerca de 14 milhões de medidores inteligentes e incluíram nas redes capacidades de gestão remota, supervisão e automatização na Espanha, Estados Unidos, Brasil e Reino Unido, consolidando um dos sistemas de transmissão e distribuição elétrica mais avançados do mundo. Graças ao novo plano de investimento, a Iberdrola aumentará em quase 50 % o número de medidores inteligentes de sua rede, chegando a 21,2 milhões no final de 2025.

Além de melhorar a eficiência da rede e da qualidade do fornecimento, essa evolução para uma infraestrutura inteligente — mais confiável e segura — é fundamental para avançar rumo ao novo modelo energético. Um cenário no qual os consumidores são os protagonistas ao disporem de uma maior capacidade de decisão e conectividade, o que lhes permite ser responsáveis pelo uso da eletricidade, e onde as energias limpas, as cidades inteligentes, os veículos elétricos e o autoconsumo desempenham um papel principal.

CENTRO GLOBAL DE INOVAÇÃO EM REDES INTELIGENTES

Nesse sentido, a Iberdrola antecipou-se ao futuro com a criação de um centro mundial de inovação em redes inteligentes para dar resposta aos desafios da transição energética e liderar essa área. O Global Smart Grids Innovation Hub atuará como plataforma propulsora da inovação, combinando sua capacidade tecnológica com a dos fornecedores, colaboradores e start-ups do mundo todo.

O centro reunirá o potencial inovador de mais de 200 profissionais para o desenvolvimento de projetos de P&D relacionados aos desafios das redes elétricas do futuro, entre os quais uma maior digitalização, o tratamento dos dados gerados por essas infraestruturas e a resposta, em termos de solidez e flexibilidade, da rede elétrica diante de novos modelos de consumo como a mobilidade elétrica e o autoconsumo.

Esse hub entrará em atividade na primavera de 2021 e a companhia já identificou mais de 120 projetos para seu futuro desenvolvimento no valor de 110 milhões de euros. As linhas de trabalho, de âmbito internacional, permitirão desenvolver e implantar soluções inovadoras para a atividade das redes elétricas do grupo Iberdrola no mundo.

A iniciativa conta com a colaboração do Conselho Provincial de Biscaia (Espanha), que facilitará a interação do ecossistema da Iberdrola com os mecanismos tributários para a inovação desenvolvidos pela instituição foral e pelos instrumentos para acelerar a consolidação de start-ups.